terça-feira, 30 de agosto de 2011

SURPRESAS NESTA BIENAL


por Renato Rodrigues
Começa oficialmente nesta quinta, dia primeiro, a XV Bienal do Rio, o maior evento literário carioca. São 11 dias onde os visitantes terão a oportunidade de se reunir em sessões literárias, debates e bate-papos informais com seus autores preferidos para discutir os mais variados assuntos.

Mas a pergunta é... SERÁ QUE VAI TER LIVRO NOSSO LÁ PRA VENDER?

 
O Lua das Fadas está praticamente esgotado na editora, eles vão ver se conseguem alguns exemplares pro evento. Mesmo assim, a Eddie estará por lá autografando seus outros livros da Escala.

Quando: Dias 3 e 4, pela parte da tarde, em um dos estandes da Escala.
Pavilhão Verde 110 m² | Rua L26/M29

Quer mais? TAAAALVEZ, Renato Rodrigues (Pois é, eu!) estará lançando seu primeiro livro, Os Dragões de Titânia - A Batalha de Argos, nas mesmas datas.

Depende do livro ficar pronto e da editora lembrar de levar pra vender... Só isso!


E vai ter brinde para quem  aparecer por lá, heim!!!

MOEDAS DE OURO??? Não, melhor que isso, Moedas de Chocolate!
Será uma semana especial para nós aqui no Alcateia.com, esperamos poder te ver por lá! Os ingresso já estão à venda e é possível comprar a sua antecipada (R$ 12 a inteira) no site http://www.ingressomais.com.br/
Bienal do Livro RJ
de 1 e 11 de setembro no Riocentro (Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra), no estande da Editora Escala nos pavilhões Azul/Laranja e Verde!
Como chegar (clique aqui)

LOBOTECA: Conheça os aventureiros de “Os Dragões De Titânia”

O que seria pior que a morte para você?

Ilustração: Carolina Mylius
Cronus é um elfo que já andava pelo mundo há vários invernos, sem ter feito laços com ninguém e nem perdido sua inconseqüência juvenil. Conheceu Telus e outros amigos na segregadora Ilha de Argos quando estava sendo perseguido por arruaceiros e, naquele  momento, lhe pareceu seguro estabelecer estes laços e ajudá-los, seja lá no que estivessem fazendo. Pelo menos era o que pretendia até ter sua vida virada ao avesso ao ponto de fazer seus amigos se questionarem: até onde vai uma amizade?
O livro "Os Dragões de Titânia - A Batalha de Argos" de Renato Rodrigues tem o lançamento previsto para este fim de semana na Bienal do Livro do Rio de Janeiro (se a tiragem estiver pronta e se não chover).

Local: RIOCENTRO (Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca, RJ), no estande da Editora Escala.Como chegar (clique aqui)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

BLOG "O Pasto do Bode" RECEBE O LIVRO "O Portal"

por Renato Rodrigues
Nosso momento jabá de hoje é a Caixa de Correio do blog de nosso parceiro, "Bodinho". Clica aí:




Para ver o vídeo inteiro e conhecer o blog literário (que eu colaboro devenzenquandomente) é só clicar AQUI: http://www.opastodobode.com.br/

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

LOBOTECA: Conheça os aventureiros de “Os Dragões De Titânia”

O que você faria por uma segunda chance?

Ilustração: Carolina Mylius
Sylvester Orfelius teve uma carreira bem sucedida nas arenas de luta livre em Titânia até que a meia idade o atingir como um nocaute. Tentou mudar de estilo disputando torneios de justa com espadas, mas sabia que era uma questão de tempo até algum novato derrubá-lo. E, se sobrevivesse, voltaria a estaca zero, ferido e tendo uma família para cuidar. Foi quando conheceu um grupo de aventureiros que precisavam de um segurança para proteger sua caravana. Era sua chance para provar que poderia ter sucesso como um guerreiro de verdade... ou sua última luta.

O livro "Os Dragões de Titânia - A Batalha de Argos" de Renato Rodrigues tem o lançamento previsto para este fim de semana na Bienal do Livro do Rio de Janeiro (se a tiragem estiver pronta e se não chover).

Local: RIOCENTRO (Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca, RJ), no estande da Editora Escala.Como chegar (clique aqui)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

LOBOTECA: Conheça os aventureiros de “Os Dragões De Titânia”

Até onde você iria para defender a sua casa?

Ilustração: Carolina Mylius
Galiléia de Luna é uma freira que servia a igreja da Ilha de Argos até ver que seus superiores estavam fazendo vista grossa para as ações do atual Barão. Como não podia ir contra seu corrompido patriarca, começou a ajudar a feiticeira Miranda organizando uma milicia armada para tentar derrubar o tirano do poder. Pode a religião e a bruxaria conviver tão de perto assim sem que uma delas se anule?
O livro "Os Dragões de Titânia - A Batalha de Argos" de Renato Rodrigues tem o lançamento previsto para este fim de semana na Bienal do Livro do Rio de Janeiro (se a tiragem estiver pronta e se não chover).

Local: RIOCENTRO (Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca, RJ), no estande da Editora Escala. Como chegar (clique aqui)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

LOBOTECA: Conheça os aventureiros de “Os Dragões De Titânia”

Você arriscaria o pescoço por quem já cuspiu em você?

Ilustração: Carolina Mylius
Nascido e criado em Argos, uma ilha cheia de preconceitos contra semi-humanos, o anão Telus passou toda a juventude como um fazendeiro cultivando suas adoradas alfaces. Isso, pelo menos, até o dia em que conheceu o mascate aventureiro Peter Paul, que o convenceu a sair por aí numa cruzada para recuperar um artefado da igreja. Foi assim que o anão deixou de cultivar alface para cultivar novos e poderosos inimigos... E descobriu, finalmente, o gosto pela vida!

CUECA NA CABEÇA!



por Renato Rodrigues
Mas eu te disse, mas eu te disse!!! Tá bom, não foi preciso nenhuma bola de cristal pra sacar que o Zack Snyder ia fazer o filme com o NOVO uniforme do Superman das revistas. Saca aí a prova:




Repararam no carinha com roupa de captura digital? Será que o Apocalypse vai dar uma enterrada de cuecão no Super?
   Até faz sentido comercialmente pois aproxima o filme das revistas e vice versa, vende bonequinhos e facilita o marketing. Eu continuo achando uma merda mas eu sou um velho falido que não compra mais gibi.




Acima o novo uniforme que o Superman ostentará nos quadrinhos a partir de Setembro quando a DC irá rebootar todo o universo. Diga adeus a zorbinha, Clark!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

LOBOTECA: Conheça os aventureiros de “Os Dragões De Titânia”

Você já perdeu alguém importante em sua vida?



Se perdeu, vai entender um pouco melhor esse mago desconfiado. Augustos Maximos Khosta foi criado na distante Groldária, um enorme continente gelado que faz parte de uma magocracia chamada Reino de Avalônia. Interessou-se pelas ciências ocultas desde cedo graças a um grimório que seus pais lhe deixaram antes de morrer. Sua única herança, além da roupa do corpo, até onde sabia.

Neste ano de 1001, encontrou uma maga chamada Miranda que o aceitou como aprendiz. Teimoso, desconfiado e de pavio curto, tem pelo menos o bom senso a seu favor. E vai precisar para o que está prestes a enfrentar em Argos.
O livro "Os Dragões de Titânia - A Batalha de Argos" de Renato Rodrigues tem o lançamento previsto para este fim de semana na Bienal do Livro do Rio de Janeiro (se a tiragem estiver pronta e se não chover).

Local: RIOCENTRO (Av. Salvador Allende, 6.555 - Barra da Tijuca, RJ), no estande da Editora Escala.Como chegar (clique aqui)

MAIS SOBRE "OS VINGADORES"


por Renato Rodrigues
O elenco de "Os Vingadores" tem soltado o verbo na imprensa. Chris Hemsworth (Thor) e Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) não ligam para a quantidade de fotos das filmagens que circulam na internet. "Fico feliz que as pessoas não estão dizendo que parece um lixo", disse Downey Jr.

O, até pouco tempo, ilustre desconhecido, Tom Hiddleston (Loki), disse que seu personagem (o grande vilão da aventura) vai encarar cada um dos heróis, sempre de uma maneira diferente. Quando confrontar Tony Stark será na base da inteligência e ironia. Já o com Thor será na porrada mesmo e por aí vai.

Já viu as imagens por aí? Então veja:




Thor e Capitão brigando com possíveis Skrulls (figurantes com trajes de captura de movimneto, o que sugere que os invasores verdões serão digitais)




Mais porrada!




Cara, cadê meu carro?


 Caramba, tá tão difícil ir ao cinema hoje em dia que eu acho que vou abrir uma caderneta de poupança para ver esse filme! "Os Vingadores" será lançado 4 de maio de 2012 e tem direção de Joss Whedon (de Buffy e Firefly).

Mas já imaginaram O QUE ACONTECERIA SE "OS VINGADORES" FOSSE DIRIGIDO PELO TIM BURTON?



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LOBOTECA: Facebook VS Books

por Renato Rodrigues
Inglês adora uma pesquisa: um em cada seis jovem ingleses passa um mês sem ler livro algum. O levantamento feito pelo National Literacy Trust envolveu entrevistas com 18.141 crianças e jovens dos oito aos 17 anos. A exposição do grupo à palavra escrita deriva principalmente de mensagens de texto, e-mails e de visitas a sites de redes sociais como o Facebook e o Twitter.

"Fazer com que essas crianças leiam e ajudá-las a amar a leitura é uma maneira de mudar suas vidas e lhes dar novas oportunidades e aspirações. Estamos preocupados com a possibilidade de que um em cada seis adultos venha a enfrentar problemas de leitura sérios, porque sua capacidade de ler pode ser igual ou inferior à de uma criança de 11 anos", afirmou Jonathan Douglas, o diretor da organização.
A tendência que isso revela pode ter consequências significativas para jovens a caminho de se tornarem adultos. Será que o futuro da literatura ficará restrito aos livrinhos de colorir?

Pelo menos lá na Inglaterra alguém está preocupado com isso. A organização apresentou uma proposta ao secretário da Educação britânico para que os alunos leiam 50 livros por ano tendo em vista as constatações da pesquisa.

Pedimos a esta jovem no vídeo abaixo (que nunca teve contato com o Facebook, Orkut ou Twitter) para que lesse em voz alta um capítulo de "Lua das Fadas". Ela se comunicou melhor do que metade dos meus "amigos" do Facebook que só sabem "curtir" e comentar "kkkkkk" nas postagens. Veja o resultado impressionante:


Ela, inclusive, já foi contratada para fazer as
próximas resenhas de livros aqui para o blog.

O Mundo de Eddie: PROGRAMAÇÃO DE PORTO ALEGRE 2011

O Mundo de Eddie: PROGRAMAÇÃO DE PORTO ALEGRE 2011: Oi, galera! Aí está a programação dos nossos cursos, lançamentos e rituais em POA para 2011! Dia 02 de novembro, quarta-feira: Feira do Liv...

POR QUE O PILOTO DA MULHER MARAVILHA NÃO DEU CERTO?


por Renato Rodrigues
Assisti ontem o piloto recusado do seriado da Mulher Maravilha já esperando uma bomba pelo alarde que teve na mídia especializada e todas as críticas envolvidas e confesso que foram 40 agradáveis minutos de aventura descompromissada (com as devidas restrições orçamentárias de uma série de TV de médio porte). Só relebrando, a série foi criado por David E. Kelley (de Ally McBealO Desafio e Justiça sem Limites) e negado pelo canal NBC por "não se encaixar" com as outras séries que eles estavam planejando.

A trama (sem revelar nenhum spoiler): Diana Themyscyra é uma empresária que também combate o crime como a MM e isso não é segredo. Ela ainda tem uma terceira identidade (Diana Prince), esta sim secreta, que usa para relaxar e tentar levar uma vida normal. No pouco mostrado não fica bem claro se ela tem mesmo super poderes ou é apenas uma atleta super-treinada/ninja/Xena/Nikita com roupa colorida.

Como era um piloto de série tendemos a relevar os erros e furos a não ser que comprometam demais a trama principal. E a trama (se um dia tiverem a oportunidade de ver) não é nada complexa. Simples e enxuta (até demais para os padrõs rebuscados de hoje) mas nada abaixo de qualquer episódio de Smallville.

Então mais uma vez a pergunta que não quer calar. Por que puxaram ao tapete da série tão cedo?

Só posso conjecturar (ou chutar sem nenhuma noção como sempre) que faltou algum tipo de apelo comercial. A série procura passar uma visão adulta (apesar do tema super-heróico) mas não tem a maturidade nem diálogos bem escritos que se esperam de uma série atual. As ações de Diana não passam impunes, a justiça vive no pé dela por seus atos como vigilante uniformizada (algo que poderia ser muito bem explorado no futuro já que Kelley é o rei das séries de tribunal) mas faltou um ponto de virada forte. A vilã (que parece muito malandra no início) dá um mole danado no final revelando um plano meio bobo.

A Eddie apontou algo fútil mas pertinente: Tem muita mulher bonita, como a protagonista Adrianne Palicki, sua amiga Etta Candy e a vilã Liz Hurley mas os homens estavam fracos de feição. Faltou um "filtro Smallville" para pegar a mulherada. E se você é mulher e não assistia Smallville só para ver o Tom Welling está mentindo!!!

Em resumo, o piloto pecou por mostrar uma série sem um público definido. Não é jovem, não é adulta, não teve efeitos (como o primeiro episódio de Smallville com meteoros, nave caindo e explosões) mas nada que não pudesse ser regravado e melhorado. Para mim a Mulher Maravilha sucumbiu mesmo foi a má vontade, a grande Kryptonita da TV.
PS: E a Adrianne Palicki é muito bôoouoa!

VERDADEIRAMENTE À SERVIÇO

Juiza Patrícia Aciole era casada e mãe de três filhos. Dava pena máxima para bandidos policiais que participavam da milícia e seu nome estava entre dos doze nomes marcados pra morrer encontrados com um dos bandidos.
Com o caso da juíza Patrícia Acioli em voga, a discussão sobre Justiça no Brasil afloram. Este é um caso que você precisa conhecer. Como Patrícia, Odilon de Oliveira se recusa a ceder para bandidos. Essas são pessoas que eu admiro profundamente e são uma inspiração para todos agirmos corretamente, custe o que custar.


Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.


Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'

Para os que acreditam que a Justiça de Minas pra cima à base de bala e coronel, olha aí a vergonha do Rio de Janeiro!...  O juíz deles está vivo, graças aos deuses. Nossa Juíza está morta.

Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.



Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'


Esse é um verdadeiro funcionário público, que está à serviço do povo. Que nossas energias, orações e mentes possam enviar para ele toda a coragem e proteção possível, todos os dias!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PODCAST 9 - Dicas para o escritor


por Renato Rodrigues
Esse é um Dogcast especial que foi gravado na véspera do ano novo (de 2011) mas que nunca foi editado por falta de tempo. Mas a gente falha mas não tarda e vice versa. Então, divirta-se e aprenda um pouco sobre as manhas de ser escritor com Eddie Van Feu e Patrícia Balan num bate-papo informal e deixe sua sugestão aí nos comentários para um futuro podcast literário. Quem sabe daqui a uns 8 meses a gente edita mais um!

Clique no PLAY pra ouvir aqui ou
lá em baixo para baixar e ouvir no seu PC:


RAMBO V... Sério?


por Renato Rodrigues
O roteirista Sean Hood tá mais assanhado que barata em galinheiro para produzir "Rambo 5". Ele, inclusive, já entregou um script, que batizou como "Rambo: Last stand", à produtora Millenium Films.
"Encontrei com o senhor Stallone duas vezes no ano passado. Ele me deu um livro, um antigo roteiro. Em 20 páginas, ele escreveu um rascunho para servir de inspiração para o último capítulo da saga Rambo", disse Hood.
Sua intenção é fazer algo mais njo estilo realista do primeiro filme, "Rambo - Programado para matar" de 82.

Sou grande fã do Stallone, principalmente da cine-série Rocky. Tive medo de Rocky 6 mas o Sly mandou muito bem! Já Rambo 4 foi um bom filme de "mata-mata na mata" e só. Não saberia mais o que fazer com esse personagem que já sofre desde o Vietnam todo tipo de decepção (além de tiros, choques e facadas).

Eu preferia ver uma sequência de Stallone Cobra dublado pelo André Filho!!! Isso seria bom!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

LOBOTECA: Rapidinha do Fantasticon


por Renato Rodrigues
Rapidinha foi a nossa passagem pelo evento de literatura fantástica mais importante do ano de São Paulo. Como estávamos organizando um evento medieval ali no mesmo bairro (o Avalon), não pudemos, eu e Eddie Van Feu, ficar o dia todo. Ficamos apenas por uma hora e meia da tarde de sábado, mas já deu para ter uma idéia do geral.

Demos uma rodada pelo salão (Cheio pra caramba), nos apresentamos para algumas das blogueiras que só tínhamos contato pela Internet, vimos muita gente bacana caracterizada de Steampunk (aquele gênero retrô-futurista) e conhecemos a Michelle, organizadora da livraria Moonshadows, única credenciada a vender os livros do evento. E como vendia! Depois viramos abóbora e voltamos para o Avalon.

Steampunks unidos!
Como foi? O local já está ficando apertado para tanta gente, isso é uma opinião dada repetidamente pelos profissionais que ali estiveram. Aliás, a impressão é que tinham mais profissionais da área (entre escritores, agentes, jornalistas e blogueiros) do que leitores. Não havia praça de alimentação e nem lanchonetes próximas e eu imagino que lá pelo meio dia os roncos das barrigas deviam estar “fantásticos”. Só as traças deve ter almoçado naquela biblioteca.

“Pô, Renato, tu ficou lá só uma hora e meia, SUA OPINIÃO FEDE!!!”. Concordo, por isso tive que perguntar aos amigos que ali estiveram como foi. A ilustradora Carolina Mylius conseguiu ir nos dois dias e pôde travar mais contatos interessantes com os autores e também encher a sacola de livros novos.
“Para mim foi bom porque eu fui com o objetivo de fazer contatos e consegui. Mas achei que não tiveram muita consideração com os autores. (...) Os leitores não tinham como encontrar seus autores porque nem era anunciada a sessão de autógrafos. E nem mesmo as palestras eram anunciadas... o público tinha que ter visto antes a programação para saber.” – disse Carol.
Two and a Half Women. Nosso amigo Michael Shahin, a ilustradora Carolina Mylius e "meia" Eddie Van Feu no salão
Um dos saldos é que o evento está crescendo e precisa se adaptar ao seu tamanho e público. Mesmo assim, agradecemos o convite da organização, valeu a pena vir do Rio para fazer parte dessa festa. Pena que perdemos as palestras com os convidados. Palestras que tinham até senha por conta da grande procura, ou seja, EXISTE PÚBLICO para esse tipo de leitura no país! A-le-lu-ia! Como ferramenta de promoção esse tipo de evento parece ter muita força. Seria muito bom ter um desses aqui no Rio. Bom, não, seria fantástico!!!

Salão cheio de gente bacana! Ano que vem quero ir de novo!


MOTOQUEIRO FANTASMA 2 vem aí!


por Renato Rodrigues
Ghost Rider - Spirit of Vengeance, é um "quase reboot" dirigido por Mark Neveldine e Brian Taylor.

Diago "quase" porque é a sequência de Motoqueiro Fantasma, de 2007 mas com algumas diferenças. Será um filme mais "hard" como prometem os produtores. O bom é que Nicolas Cage continua na garupa como Johnny Blaze. A história se passo oito anos após o filme original e envolve o vilão Blackheart. Ghost Rider - Spirit of Vengeance estreará em 17 de fevereiro de 2012.

O filme tem roteiro de David Goyer e foi produzido em 3D.

Veja o trailer abaixo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

THUNDER-FÃ!

por Renato Rodrigues
O novo desenho do Thundercats tá bombando lá fora (e no Torrent) mas não é isso que eu vou mostrar hoje. Lembra de um trailer do You Tube feito por fãs que gerou um monte de boatos sobre o Brad Pitt fazer o Lion?

Pois é, hoje eu vi no Facebook o mesmo trailer mas com as vozes da já clássica dublagem nacional. Não tá profissional, claro, não tinha como separar as trilhas de vozes das músicas de fundo, mas é bacana assim mesmo, dá uma conferida!



Dando o crédito aos mestres da dublagem envolvidos:
Lion: Newton da Matta
Tygra: Francisco Barbosa
Panthro: Francisco José
Jaga: Garcia Neto
Snarf: Élcio Romar
Mumm-Rá: Silvio Navas
Escamoso: André Luiz "Chapéu"

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Crítica: LANTERNA VERDE


No dia mais claro, na noite mais densa. Retirem esse filme da minha presença
por Carlos Tavares
Sou leitor de HQ a muitos anos e sempre gostei dos heróis que quase ninguém gosta. Enquanto todos preferem o Wolverine, eu sempre gostei do Colossus e do Ciclope (morto no terceiro longa para o cinema só porque ele resolveu dar uma mãozinha para o retorno do Superman). Enquanto a maioria preferia o Thor ou o Homem de Ferro, eu sempre preferi o Visão. Na Liga da Justiça não foi diferente. Enquanto todos preferem a trindade divina (Superman-Batman-Mulher Maravilha) eu sou fã incondicional do Lanterna Verde. De todos, mas em especial do Lanterna Hal Jordan.

O filme foi anunciado. Esperei anciosamente pela personificação do herói na tela grande. Esperei com medo, mas como dizem os Lanternas Azuis: “Tudo ficará bem”... Mas não ficou.

Ryan Reynolds ficou bem no papel, afinal o personagem não possui nenhuma personalidade complexa. Mas o filme em si decepcionou. Tem os seus momentos, mas nada que salve o conjunto da obra.


Um amigo me disse uma vez que os filmes não são feitos só para os fãs, mas também para o publico em geral. Eu, fã, particularmente acho ridículo desrespeitar os mesmos fãs que tornaram possível levar o personagem ou o grupo para o cinema. Ridículo e desnecessário. Quem não conhece nada do Lanterna Verde vai gostar do filme como uma diversão pura e simples, agora quem esperava ver a velha luva de boxe e o bom bastão de basebol saindo do anel... Esquece.
Quem sabe que Parallax é uma das nove entidades (no caso a Entidade do Medo)... Esquece!
Quem espera ver toda a história por trás da morte de Abin Sur, que abre caminho para a Guerra das Luzes... Esquece!
Quem conhece a origem do anel amarelo? Esquece.

É melhor esquecer a porra toda pois o assassinato a mitologia do herói é tanta que quase fui recrutado por um anel vermelho da Ódio. Um personagem com tantas histórias ricas (ainda mais atualmente) para serem adaptadas para o cinema e eles conseguem fazer o mais difícil, estragar tudo!! Gostaria de saber o que o Geoff Johns achou desse filme.
Gostaria de saber por que a Marvel respeita seus fãs e acertam em seus filmes e a DC não consegue.
Gostaria que o filme do Lanterna fosse tão bom quanto o Batman do Nolan ou o Superman do Donner.
Gostaria... Gostaria...

Bom chega de reclamar. Se me perguntarem qual é a nota que dou ao filme? Eu direi que foi a mesma que eu dei para Superman IV, Batman Forever, Batman & Robin, Mulher Gato...

Qual a nota? Cara, nem lembro!!!
E que venha o reboot!!!!




Podia melhorar? Quem sabe transformar num musical: O Glee Lantern

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Capitão América, quem diria, é um cara batuta!

por Ricky Nobre

Não é uma tarefa fácil hoje em dia escrever para um personagem como o Capitão América. Criado em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial como propaganda a favor da entrada dos EUA no conflito, seu sucesso inicial foi totalmente estrondoso, decaindo apenas após o fim da guerra, sendo cancelado em 1950. Após uma fracassada tentativa de retorno em 1953, Capitão América só voltou mesmo em 1964, quando os Vingadores encontram seu corpo congelado, trazendo-o definitivamente de volta ao panteão de heróis do universo Marvel.

Tempos ingênuos justificam um super-herói com o inacreditável uniforme do Capitão, que representa muito bem o conceito do personagem. Passada aquela que é por muitos chamada de “a última guerra justa”, a figura do personagem tornou-se óbvia demais enquanto porta voz (e porta socos) de uma ideologia que coloca um único país no papel de “polícia do mundo”. Mesmo assim, ele conseguiu sobreviver nos quadrinhos desde o resurgimento em 64, não apenas à antipatia à política externa dos EUA, mas também a dois longas-metragens absolutamente horrendos.

O que justifica e dá respaldo a uma nova tentativa de trazer o personagem para os cinemas numa superprodução capaz de quebrar a antipatia e conquistar plateias não apenas dentro mas fora de seu país, é o grande plano do estúdio Marvel de reunir os Vingadores no filme-evento em 2012. O clima, porém, era tenso. Após uma fantástica estreia com o filmaço Homem de Ferro, a Marvel apresentou um Incrível Hulk e um Thor bons, porém abaixo das expectativas, além de um Homem de Ferro 2 que foi simplesmente um erro. Os mais atentos às notícias de bastidores sabem dos problemas de produção e de relacionamentos dos artistas com os executivos do estúdio que reduziam salários, trocavam atores, tudo em nome da economia, o que afastou definitivamente o ator Edward Norton de Os Vingadores e do diretor Jon Frevau de Homem de Ferro 3. O que seria do pobre Capitão nesse cenário incerto?

Joe Johnston, diretor de filmes apenas simpáticos como Querida, Encolhi as Crianças, Rocketeer, Jumanji e Jurassic Park 3, acenava a possibilidade de um filme nada mais que... simpático. Isso na melhor das hipóteses, em vista da má receptividade de O Lobisomem, seu filme mais recente. Chris Evans, que brilhou como o Tocha fanfarrão de O Quarteto Fantástico, também não foi bem recebido pelos fãs como um bom nome para interpretar o super soldado. Para completar, o roteiro é da dupla Christopher Markus e Stephen McFeely, cujo crédito mais relevante dos razoavelmente bem adaptados livros da série Crônicas de Nárnia.

Por isso tudo, é uma grande alegria descobrir que todos pareceram dar o melhor de si em Capitão América: O Primeiro Vingador. Para começar, é sem dúvida alguma o melhor filme de Joe Johnston. Ele volta ao clima dos anos 40 já visitado em Rocketeer, porém de posse de um roteiro muito mais interessante. Nele, as mais diversas citações às mais tenras origens dos personagens, como o escudo original (presente apenas nos dois primeiros gibis), o soco em Hitler (mostrado na capa do nº1), a participação nas cine-séries, seu papel na propaganda de guerra, tudo é usado não apenas para deleite dos fãs mais nerds, mas principalmente em benefício da história. Chris Evans interpreta um verdadeiro herói, no mais tradicional sentido defendido por Stan Lee que, apesar de não ter criado o personagem, começou a escrever para ele a partir no nº3. Ele é o oposto do Tocha que o tornou famoso, no que se refere ao ego e à importância que ele dá à força como condição para o heroísmo.

Uma boa adaptação foi a transformação de Bucky (um sidekick adolescente meio “Robin”) em um adulto que sempre protegeu Steve Rodgers quando este era franzino e se recusava a correr de uma briga. É também bastante divertido ver Howard Stark, pai de Tony, como uma das mentes por trás da tecnologia de ponta da época.

Se o roteiro tem um defeito, esse, infelizmente, coube ao vilão. Apesar de belamente interpretado por Hugo Weaving e perfeitamente maquiado pela equipe de efeitos especiais, o Caveira Vermelha não oferece muito em termos de participação na trama, muito menos em originalidade de seus planos. Até seu destino é sem graça e até meio confuso. Fora isso, vale destacar também os efeitos 3D. Embora um filme ambientado na década de 40 não seja esteticamente adequado a efeitos 3D (o 2D nesse caso funciona muito melhor para criar o clima retro), e que esses efeitos não sejam realmente significantes para a história e a narrativa, é preciso admitir que é o melhor 3D convertido feito até agora, ou seja, não filmado com câmeras 3D, mas pós produzido. Muito trabalho, tempo e dinheiro foram colocados para dar efeitos de profundidade bem naturais e constantes durante todo o filme. Ainda assim, ver um filme 3D ainda é usar óculos escuros dentro do cinema, e falta de compensação de luminosidade no projetor deixa muitas cenas, principalmente as noturnas, excessivamente escuras e, em alguns momentos, até impossível de se ver com clareza.

Apesar de não superar, Capitão América chega bem perto de Homem de Ferro no ranking dos filmes do estúdio Marvel. E para completar o espetáculo, é necessário destacar a inteligência de Johnston em chamar o veterano Alan Silvestri para compor a música. Numa época infestada de clones de Hans Zimmer e de um esquema de trabalho estilo “linha de montagem” que varreu as melodias do cinema e deu um som uniforme a qualquer produção, a grande sacada dele não foi apenas contratar Silvestri, mas saber dirigi-lo. O próprio Silvestri realizou um trabalho estéril em G.I.Joe e o veteraníssimo Patrick Doyle parecia um zimmerclone em Thor, mesmo trabalhando com Kenneth Braghnah, seu parceiro em uma dezena de filmes. Aqui, Silvestri entrega uma trilha à moda antiga, par perfeito pra a história e para o personagem. Abaixo, vocês poderão ouvir o tema dos créditos. Podem me chamar de antiquado, mas é ASSIM que se faz.



sábado, 13 de agosto de 2011

OLHA SÓ O QUE VOCÊ PERDEU!

 

Hoje foi o Avalon, um dia pra gente viver a fantasia e a magia! Rimou tudo, mas foi sem querer! Tivemos coração do Rei e da Rainha, dança circular (ou quase... Tava meio torta, mas a gente riu bastante), comida típica (sanduíche de javali, torta com chedder, ervas finas e amoras silvestres - que é um pedaço do céu!!!, tortas, e outras coisas que eu vou ficar me remoendo por não ter comido mais!), apresentação do grupo Olam ein Sof, (o jantar medieval com música e comida típica na Noite de Avalon, que tá rolando agora!), palestras, brincadeiras, estandes de vendas, e mais um monte de coisas! As caracterizações estavam demais e espero que todos tenham se divertido muito! Teve até duas fãs de Minas que vieram só pra isso, a Eloísa e a Caroline, umas gracinhas! Amanhã, teremos mais um monte de coisas, então veja se aparece e traga seu pai!

Amanhã tem mais! Vê se não papa mosca e aproveite! O Avalon rola na Rua Colônia da Glória, 414, Vila Mariana, de 11 às 18 horas, neste domingo, dia 14/08!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Harry Potter e o Fim de uma Era

Por Ricky Nobre



Existe algo de bastante original na série cinematográfica Harry Potter. Parte de sua originalidade foi herdada da própria série de livros. Ao amadurecer a história junto com seus personagens e, consequentemente, seu público, J.K. Howling garantiu uma fidelidade canina de seus leitores que aguardaram cada um dos sete livros da série como se fossem escrituras sagradas. Ao iniciar a produção dos filmes no auge do sucesso dos livros e assegurar a presença de todo seu elenco nos oito filmes produzidos, a Warner criou o que é provavelmente a mais bem sucedida (e sem dúvida a mais rentável) série cinematográfica de todos os tempos. Ao vermos o jovem elenco crescendo diante de nossos olhos, temos a mesma sensação de ver os personagens crescendo nos livros. Para os mais jovens, foi crescer junto com eles. Para os fãs mais velhos (e são muitos) foi como ver os primos ou filhos crescendo, aprendendo, ferindo-se, erguendo-se, vivendo.

Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 2 encerra esta série que rendeu mais de 7 bilhões de dólares nos cinemas de todo o mundo, sem contar a monstruosa renda de vendas de DVD e Bluray, direitos para TV e downloads pagos. A ideia de lançar o sétimo e último livro em duas partes foi mais do que acertada para dar conta das substanciais 700 páginas escritas por Rowling. Muitas críticas foram feitas ao primeiro filme, de que era tedioso, longo e nada de relevante acontecia. Mas podiam ser percebidos e bem vindos um foco mais detalhado e atento nos três personagens principais, no clima brilhantemente realista dado pela câmera e uma sensação de real perigo, vinda da inteligência de uma direção que sabia que, para realizar um filme sombrio, não é suficiente reduzir a luz e a paleta de cores. O que muita gente gostou é que esse último filme vai direto ao ponto. E nem poderia deixar de ser. A proposta dele é justamente essa. Os Horcruxes começam a ser localizados e precisam ser destruídos. Valdemort, ressuscitado, inicia seu ataque a Hogwarts. Não tem mais fuga, o couro vai comer.

Um dos aspectos mais interessantes deste último filme foi a oportunidade para Alan Rickman brilhar novamente como Snape. E, mesmo que em microscópicas participações, revemos quase todo o soberbo elenco que brilhou na série, um verdadeiro quem-é-quem da nata das artes dramáticas inglesas.

[DISCRETO SPOILER ADIANTE]

Talvez o filme não tenha sido bem claro em como uma determinada reviravolta da história acontece exatamente (fica uma coisa meio “ahááá! Te enganei”). Porém, o mais brilhante deste último filme foi o tom do final. Não houve uma apoteótica comemoração da vitória. Com tantas baixas, a alegria da vitória tornou-se sutis e exaustos sorrisos, sem alaridos, sem música, quase anticlimático. A verdadeira alegria da vitória ficou no flashfoward do finalzinho. Comemora-se não a derrota do inimigo, mas a felicidade de poder seguir a vida. Nesse sentido, o filme foi de extraordinária e surpreendente maturidade.