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“Que Jack
Nicholson, o cacete!” Essa foi minha reação ao término dos
142 minutos de projeção num cinema gelado como o coração do
“Palhaço do Crime”. Aprisionado pela trama, pela direção e
pela interpretação do elenco, resolvi que não arredaria pé dali,
enquanto a última letra do último crédito, aliás, o símbolo da Warner
Bros não fosse estampado na telona. Percebi então que não
tinha palavras para o que acabara de presenciar.
Mas aí me lembrei
que a meia dúzia de lupinos que me lê aqui precisaria de satisfações.
Da-las-ei, pois.
Bat-Oscar póstumo?
Mas... Por onde
começar? Ok, o cast tão afinado e com tantas oportunidades dramáticas
em seus personagens quanto Christian Bale (o próprio, vocês
sabem). A começar por Gary Oldman, o melhor Comissário (ops,
spoiler) Gordon que quaisquer telas já conheceram! E o terceiro
em cena, indubitavelmente. Gordon passa inteligência, experiência,
tamanha segurança em suas ações que figura entre os melhores
personagens do ator. Morgan Freeman e Michael Cane esbanjando
dignidade com seus Lucius Fox e Alfred Pennyworth, respectivamente.
Em seguida, o supracitado Bale ressaltando as diferenças vocais
entre Batman e Bruce Wayne. Aí, Aaron Eckhart, um ator que eu não
tinha em muita conta, arrasa como o “Cavaleiro Branco de
Gothan”, o promotor público Harvey Dent, um herói quase tão
poderoso quanto o próprio Homem-Morcego: imponente, justo, intrépido
e... um tanto desequilibrado na cena em que captura um capanga do...
Ahn... Heath Ledger... Vocês sabem, o Coringa, digo, O
Coringa. À sua rápida e triunfal entrada já percebemos que
estamos diante de um vilão apavorante, louco, cruel e... engraçado.
Aí vão dizer, “o próximo passo é dizer que ele merece um
Oscar póstumo”. Não, peguei vocês! Mas vou além: Ledger não
dá a seu vilão caricato, uma interpretação caricata, como
Nicholson o fez. Não mesmo. Ledger devia ser fã dos quadrinhos de
Bob Kane, do Frank Miller... O que vemos É o próprio Coringa dos
quadrinhos. O Nêmesis do Morcegão em
carne e osso e maquiagem borrada. Mas há uma razão de ser
até para a feia maquiagem ressaltando a feiúra maldosa do
antagonista. Suas inúmeras versões contadas acerca das cicatrizes
e tiradas débeis justificando seus atos chamam tanto a atenção
quanto o gestual brilhantemente emprestado a The Joker. Merecia um
Oscar póstumo... Er... Acho que não surpreendo mais nossos
lupinos.

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Miller e Moore
Ecos de Darknight
do Miller? Sim, sim na luta de Batman com os homens da Swat, na
narrativa em off no final, nos paradoxos quase duais entre Batman e
Coringa... Algum traço de Piada Mortal do Mestre Alan Moore?
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Certamente, nos diálogos entre mocinho e vilão e na teoria do
Coringa de que “Basta um momento ruim para transformar qualquer
um num FDP”. Tá, a teoria não é bem essa, mas todo mundo
entendeu... Os efeitos
especiais são um espetáculo à parte e as cenas de ação põem no
chinelo qualquer película meia boca dos Vins Diesels e similares.
Batman está mais
bruto, mais calejado e... vá lá, mais sombrio do que nunca. A
origem já foi contada e o que sobra é transbordar pancadaria,
correria e suspense, além de deixar claro o fôlego eterno que o
Cruzado Embuçado tem na tela grande. Pode vir no mínimo mais umas
20 seqüências com a metragem triplicada que estarei vibrando em
qualquer cinema enregelante. Christopher Nolan fez aqui o que Bryan
Singer fez com os dois primeiros X-Men: conferiu um garbo
majestático à Batman – The Darknight como pouco se vê
nesse estilo de cinema hoje em dia. Christian Bale é Bruce Wayne,
percebi isso desde o “Begins”, mas está mais
Bruce Wayne do que nunca. Quase um simulado Tony Stark! Aliás,
faltou Stark na festa que Wayne proporciona ao advogado Dent. E os
filmes da DC não brincam com as referencias, a exemplo da
rival Marvel. Também não tem Stan Lee...
E falando em
“defeitos”... O que o Cillian Murphy tá fazendo no prólogo?
Maggie Gyllenhall, bonitinha e excelente atriz, faz o que pode com
sua limitada Rachel, mas precisávamos dela?
Ah sim, mais um
“defeito”: não vi o trailer do melhor filme de 2009: Watchmen.
Aquele que fará Alan Moore se revirar no seu castelo...
Ledger e etc
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O Cavaleiro
das Trevas... O roteiro prima pela meticulosidade e tem o
cuidado de deixar brecha (fantástica) para Batman 3 que, se
eles forem um pouco malandros, chamam um Dave McKean pra diretor de
arte, trazem os dois vilões de volta e ainda acrescentam o Charada
ou Scarlett Johansson, ou melhor, A Mulher Gato.
Nolan está mais
seguro do que nunca, Bale é tão Batman quanto Oldman é Gordon,
quanto Eckhart é Dent e Heath Ledger não deveria ter morrido.
Vigoroso Ator e em seu melhor papel, assemelhando-se a uma arte viva
de Bill Sienkwicz, Dave Gibbons ou do próprio McKean. Que Jack
Nicholson que nada...
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Talvez Jude Law
ou Johnny Depp possam assumir o posto nalguma seqüência
vindoura...
Este é um filme
seqüente, porém independente de seu antecessor e pode ser visto
como arte e/ou diversão sem medo. A não ser do Coringa. E do Duas
Caras, claro.
Que venha logo
2011 e Jason Todd de preferência, pra poder morrer e deixar-nos
satisfeitos...

Batman – O
Cavaleiro das Trevas, primoroso épico e complementar a Batman
– Cavaleiro de Gothan, o anime. Assunto deste velho lobo do
bar, em nosso próximo encontro...
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SINOPSE:
A luta de
Batman contra o crime em Gothan City já dura dois anos.
Contando com a ajuda de dois grandes cidadãos: o
tenente de polícia James Gordon e o promotor público
Harvey Dent, parece que o Homem Morcego vai tendo êxito
em sua cruzada.
O problema é que a corrupção impera na cidade e os
chefões da contravenção estão incomodados com o
“prejuízo”. |
Tudo
piora quando entra em cena um criminoso bem mais perigoso, O
Coringa, um louco capaz de tudo para fazer com que Batman
ultrapasse a linha que separa o herói de um insano
justiceiro.
Ficha técnica:
Título Original: The Dark Knight
Título em Português: Batman, O Cavaleiro das
Trevas
Gênero: Ação/Aventura
Tempo de Duração: 142 min
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Estúdio: Warner Bros. Pictures
/ Legendary Pictures / DC Comics / Syncopy
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Jonathan Nolan e Christopher Nolan, baseado em estória
de Christopher Nolan e David S. Goyer e nos personagens
criados por Bob Kane
Produção: Christopher Nolan, Charles Roven e Emma Thomas
Trilha Sonora: James Newton Howard e Hans Zimmer
Fotografia: Wally Pfister
Desenho de Produção: Nathan Crowley
Direção de Arte: Mark Bartholomew, James Hambidge, Kevin
Kavanaugh, Simon Lamont, Naaman Marshall e Steven Lawrence
Figurino: Lindy Hemming
Efeitos Especiais: Double Negative / BUF / Gentle Giant Studos
/ New Deal Studios
Elenco:
Christian Bale (Bruce Wayne/Batman)
Michael Caine (Alfred Pennyworth)
Heath Ledger (Coringa)
Gary Oldman (Tenente James Gordon)
Aaron Eckhart (Harvey Dent / Duas-Caras)
Maggie Gyllenhall (Rachel Dawes)
Morgan Freeman (Lucius Fox)
Eric Roberts (Salvarote Maroni)
Cillian Murphy (Dr. Jonathan Crane / Espantalho)
Anthony Michael Hall (Mike Engel)
Monique Curnen (Detetive Ramirez)
Nestor Carbonell (Prefeito)
Joshua Harto (Reese)
Colin McFarlane (Comissário Gillian B. Loeb)
Melinda McCraw (Barbara Gordon)
Nathan Gamble (James Gordon Jr.) |
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