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Poucas
continuações na história do cinema superaram suas
“matrizes” originais. O Poderoso Chefão jamais foi
superado, porém Império Contra-Ataca foi disparado o
melhor de Guerra nas Estrelas. Rocky, Um Lutador
ainda é o melhor da série, mas quem há de discordar da
superioridade do segundo Homem Aranha em relação ao
terceiro? E falando em super-heróis, o caso fica ainda mais
raro. Superman II é bom, contudo nunca melhor que Superman,
O Filme de 1978. Batman Begins é o primeirão
e ainda aguardamos o segundo. Tá, X-Men talvez, mas há
controvérsias.
No
caso desta segunda aventura do Quarteto Fantástico não
há controvérsia alguma...
Os
personagens estão mais bem delineados, Reed Richards, Sue
Richards, Ben Grimm e Johnny Storm podem mostrar heroísmo em
doses iguais, ou seja, todo mundo é poderoso pra caramba!!! O
Dr. Destino está mais Destino do que nunca, embora seja
limitado para o trabalho de ator (qualquer computação gráfica
daria conta do cara da máscara de ferro. Não há necessidade
de um ator, especificamente. Portanto, se o canastrão Julian
McMahon virar estrela por conta de Nip-Tuck (seriado
onde vive o cirurgião Christian Troy) pode emprestar somente
a voz nas próximas aventuras que falta efetiva não fará.
Assim como O Surfista, nada que um bom software não
interprete em seu filme-solo ou sejam quais foram as aventuras
vindouras. Jéssica Alba está uma gracinha, mas as feições
afro e aquele cabelo dourado e alisado de chapinha criam uma
Sue Richards, mais egressa de um baile funk do que
propriamente do Edifício Baxter. O Tocha Humana/Chris Evans
cresce em importância na trama e não é apenas o cara das
piadinhas. Até Michael Chiklis (o policial Vic Mackey da série
The Shield) tem oportunidade de aparecer um pouco
quando O Coisa retorna à pele de Ben Grimm (literalmente).
Mas e a trama?

Bom,
arauto de uma entidade cósmica invade a Terra no intuito de
fazer daqui uma fonte alimentar para seu mestre. Acaba
capturado pelo exército e, mesmo sob tortura, termina por
simpatizar com os humanos. Basicamente é isso. Tudo muito rápido
e distribuído modestamente em seus 90 minutos de projeção.
Pelo menos não faz que nem a enormidade inútil de Piratas
do Caribe que, se Deus quiser, não deve prosseguir.
Pontos altos: os primeiros minutos mostrando um planeta sendo
extinto pela entidade e a trajetória do Surfista pelo nosso
planeta causando alterações climáticas mundo afora. Ioan
Gruffudd, o Reed Richards está mais solto em seu papel de Sr.
Fantástico (alguém chama ele assim?) e o assédio da
imprensa aos heróis-celebridades é um show à parte. Até a
participação do “bom velhinho” Stan Lee está mais
criativa. Os efeitos se mostram eficazes e é louvável a solução
para Galactus (não, não tentem adivinhar nada).

Pontos
negativos: A Latvéria mal aparece, a história do Surfista e
suas motivações soam muito das mal explicadas e o roteiro
comete alguns pecados básicos em relação aos quadrinhos.
Mas nada que comprometa a qualidade da obra. As batalhas estão
mais afinadas, assim como os entrosamentos no elenco. Tem mais
ação, brilho e é diversão garantida para toda a família.
Como O Quarteto Fantástico sempre foi. Esperemos que
mantenha o nível nas próximas continuações.
Antero
Leivas
Nota:
  
Site
Oficial: www.fantasticfourmovie.com
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