quarta-feira, 30 de março de 2016

ALIVIANDO A BARRA DO BATMAN Vs SUPERMAN


por Renato Rodrigues
Se você teve saco de ouvir nosso Vlog sobre o filme BATMAN vs SUPERMAN deve ter notado que o filme levou mais porrada que o Demolidor quando sai de noite. E a rapaziada na Internet anda se estapeando tal qual PTralha X Coxinha sobre a qualidade do filme. 

Achamos o filme uma bosta? Não, poxa, concordamos que ele tem muitos méritos na produção, só peca nos furos de roteiro. Torcemos para a DC se ferrar? Claro que NÃO, a torcida era pra DC acertar o passo! Quem nunca sonhou em ver um filme da LIGA DA JUSTIÇA no cinema? 



Quem nunca quis ver Super-Homem e Batman de verdade lutando lado a lado? Ver a Mulher Maravilha, ícone feminino máximo dos quadrinhos, ganhando uma chance entre os grandes na telona? Claro que queremos! Concordar que um Lanterna Verde (personagem foda) teve um filme merda e o Deadpool (personagem merda) teve um filme de sucesso é de matar qualquer DCnauta de raiva!

Então por que criticar? Nós apontamos todos esses erros na vã esperança de um anjo passar, ouvir e soprar no ouvido da produção (Zack Snyyyyyyder). Assim quem sabe eles acertam... ou param de ERRAR pelo menos!

Agora vamos fazer um exercício de memória: as versões anteriores da DC que tanto amamos eram tão fiéis assim aos quadrinhos? Eram tão boas quanto nossa memória afetiva guarda no peito? Confira no REPLAY:


A franquia SUPERMAN é sempre lembrada por trazer a melhor personificação do herói graças ao carisma de Christopher Reeve. Mas se tivesse Internet na época o que o povo diria? "Ah, o Clark nunca foi tão trapalhão assim!!!! Esse plano imobiliário do Luthor é idiota!!! E esse Super-Homem apelão voltando no tempo? Saudade do George Reeves em preto e branco!".


Nós amamos a Lynda Carter e ela sempre será nossa MULHER MARAVILHA da infância. Mas o seu seriado era bem ruinzinho (tanto as histórias quanto as restrições orçamentárias e tecnologia da época). Eu recebo com aplausos esta nova MM como um dos grandes acertos do filme!!!


BATMAN já passou por poucas e boas no cinema durante os anos 90. E o Ben Affleck já chegou na franquia apanhando na internet, mas conseguiu dar a volta por cima e se salvar no meio da porradaria entre fãs. Ele roubou a cena e levou o filme nas costas com falas muito mais elaboradas que as dadas ao coitado do Henry Cavill (Que, como Ricky observou, nunca dizia nada nos trailers, só voava de lá pra cá).


O Lex "Zuckerberg" Luthor é o único ponto de união entre os que gostaram e os que odiaram o filme pelo seu jeito afetado. Esse era seu principal problema? Bom, o Coringa do Heath Ledger era "diferentão" também e no fim todos gostaram. Indo mais longe, o Gene Hackman fez um Luthor meio bufão em Superman I que era bem diferente do gênio cientista do quadrinho (na época). E o John Shea (de Lois & Clark) tinha cabelo, era galã e disputava o afeto da Lois. Ambos funcionaram em suas épocas. O que faltou no Lex "Zuckerberg"? Pra mim foi apenas um plano de verdade. Aquela malícia do Mindinho (de GoT) que joga inimigo contra inimigo sem sujar as mãos... Mas não, o cara resolveu soltar um monstro indestrutível na cidade. É, o Lex "Zuckerberg" não dá pra defender...

Acho que ele é o alter ego do diretor: um cara rico que passa o dia todo botando bonequinhos pra brigar!



ATUALIZANDO: Enquanto eu escrevia essa postagem, vi no Facebook que estão fazendo nos EUA um abaixo assinado pra tirar o diretor Zack Snyder do filme da Liga da Justiça!
CARACA, o bagulho tá doido!!! 

E agora, Antero Leivas?????

terça-feira, 29 de março de 2016

VLOG ALCATEIA #78 - Filme "Batman vs Superman - A origem da justiça"

O Brasil pegando fogo e a gente aqui discutindo filme de super-herói? Pois é, esse é o nosso trabalho (não remunerado, diga-se de passagem). Confira nosso bate papo com Eddie, Ricky, Renato, JM e os convidados Carol e Kal J Moon do Poltrona Pop.

ALERTA SPOILERS HEIM!!! Veja o filme primeiro!!!!

domingo, 27 de março de 2016

BOA PÁSCOA

sexta-feira, 25 de março de 2016

Oficina de escrita criativa (literatura fantástica) para adolescentes



Esta oficina visa oferecer, de forma gratuita, aprimoramento de técnicas de escrita criativa para um grupo de alunos e alunas da rede pública de educação.

Duração: 21 horas
Data: 11/05 a 15/06/2016 (quartas)
Horário: 14:00 às 17:30
Mais informações: AQUI

quarta-feira, 23 de março de 2016

RESENHA DE LIVRO: "DEUSES AMERICANOS" (de Neil Gaiman)

por Patrícia Balan


Fazer uma crítica sobre um livro de Neil Gaiman é sempre um risco.

Estragar as surpresas da leitura é um pecado. Só não é um pecado maior do que fazer uma crítica genérica demais e inútil. Bom, tal e qual um personagem de Gaiman, percebo agora que já estou na situação que eu pretendia evitar e não tem mais volta.



Então vamos falar de Deuses Americanos.

Muita gente considera este livro o romance mais ambicioso de Gaiman. Ele parece mesmo ter sido uma ponte para um novo público – o americano. Gaiman mergulhou fundo na cultura americana mais pura, mais ancestral, mais acessível a todos e tirou dela uma aventura única. A América é observada em seu todo – presente e passado, interior e cidade grande. Gaiman fez questão de incluir em sua narrativa toda a diversidade que forma a cultura americana. Claro que não dá para cobrir tudo, ainda mais quando o autor não é americano.

Confesso que gosto muito mais de Neil Gaiman quando ele se mantém em um território familiar a ele. Deuses Americanos tem um “sotaque de turista” em sua narrativa. Claro que Gaiman continua brilhante. Um autor tão competente na narrativa de quadrinhos não nos desaponta na dinâmica dos diálogos. Os acontecimentos vão sendo narrados como um filme. Gaiman não peca na ambientação nem na narrativa. Ele parece saber o tempo mínimo e certo para preparar o cenário em nossa imaginação. O resto flui muito naturalmente. Mas o “sotaque de turista” continua lá. As descrições do livro talvez não agradem a quem não tem alma de mochileiro. O livro provavelmente saiu de algum diário de viagem. Está claro que Gaiman andou um bocado pelas estradas americanas até se sentir seguro de seu material. Mas ele descobriu algo mais. Ele descobriu os verdadeiros templos da América, os solos sagrados e... seus deuses – e estes estão muito longe do óbvio.

A grande qualidade de um livro de Neil Gaiman é que ele sempre vai mais fundo do que se espera, e descobre pontos de vista bastante originais. Sua visão é única e sua imaginação não tem limites. As situações são tão originais e tão únicas que acabam por prejudicar a compreensão do texto. Os deuses se manifestam em várias formas de acordo com a situação e muitas vezes não dá para acompanhar o que Gaiman está descrevendo sem voltar algumas páginas e recompor o cenário. Dá pra imaginar a situação se o livro fosse traduzido em quadrinhos. O desenhista ligaria desesperado para Gaiman procurando referências para o que precisa desenhar: “Como assim o deus-elefante veio montado em um rato e depois abriu as quatro mãos?”

Este livro é uma viagem em mais de uma maneira. Os personagens são muitos e são encontrados em diferentes lugares e épocas da América. Eles são apresentados, desenvolvidos e abandonados sem a menor misericórdia. Os cenários possuem muitos detalhes e todos eles são importantes para a ambientação. É fácil se perder em Deuses Americanos, assim como é fácil se perder na América. Mas não esqueçam, os leitores de Gaiman, que ele é o mestre tecelão e não deixa fio solto. Espere até o final do livro e você vai ver que nada gratuito – Nem a introdução do autor.

Apesar do sucesso nos Estados Unidos, eu não recomendo que este seja seu primeiro livro de Neil Gaiman. E nem recomendo que você leia algum livro de Gaiman se você não sonha. Ele ainda é o autor de Sandman. Ele ainda caminha pelo Sonhar esculpindo imagens perfeitamente reconhecíveis – para quem sonha, dormindo ou acordado.




OS PERSONAGENS: A tradução em português manteve os nomes originais em inglês. Isso facilita a compreensão, mas estraga um pouco da construção dos personagens. Muitos dos nomes são trocadilhos, ou charadas. Tomara que esta seja a sua primeira crítica antes de ler o livro. Há surpresas interessantes nas primeiras páginas. Não leia a contracapa ou as orelhas antes de começar a ler o livro. Vale a pena ficar tão perdido quanto o personagem principal desde o começo.

Shadow: Muito calado e reservado, ele passou os últimos três anos na cadeia e está contando os minutos para voltar para casa. Muitas vezes imaginamos maus agouros quando estamos perto de alcançar um desejo muito forte. Shadow está tendo arrepios nestes últimos dias na prisão. Um dos outros prisioneiros, um homem que parece saber de muita coisa, avisa que a tempestade está chegando. E ela vai ser forte. Para um personagem principal Shadow tem poucas opiniões e raramente expõe alguma. De certa forma ele deixa o caminho livre para o leitor tirar as próprias conclusões. Por outro lado o jeito lacônico de Shadow pode deixar o leitor um pouco perdido.

Wednesday: Ele tem um plano. E este não é o tipo de homem ao qual se diz “não”. De algum modo ele sempre consegue o que quer. É dono de um imenso carisma, mas qualquer um que tenha um pingo de sensibilidade percebe o perigo por trás do seu sorriso. É um homem que mistura o sorriso com um ameaçador ranger de dentes. Em certo momento do livro ele parece simplesmente tomar posse de Shadow.

Laura: Esposa de Shadow. Ela mantém a cumplicidade com o marido além do que qualquer um julgaria possível, mesmo com suas falhas.

Mad Sweeney: Um sujeito enorme, beberrão, irresponsável, de pavio curto, louco por brigas com imensos poderes e responsabilidades.

Sr. Nancy: Um velho conhecido de Wednesday. É um senhor divertidíssimo de bigode fino e chapéu de feltro. Sr. Nancy mora na Flórida e usa as expressões mais peculiares e engraçadas do livro. A maioria delas é usada para criticar os outros, principalmente Shadow.

Czernobog: Outro velho amigo de Wednesday. Com forte sotaque russo (pelo que pode ser notado a princípio) este senhor teve uma ocupação violenta no passado. Ele trabalhava em uma espécie de matadouro e especializou-se em usar seu martelo para dar uma morte instantânea de forma que os pobres animais não sofressem muito. Sua destreza em causar mortes instantâneas não deixa de causar preocupação a Shadow.

Existem muitos outros personagens. Não me atrevo a citar mais nenhum. Deuses Americanos traz muitas surpresas agradáveis, outras nem tanto. A melhor maneira de ler este livro é manter a mente aberta e os ouvidos atentos aos trovões. A tempestade está chegando.

segunda-feira, 21 de março de 2016

VLOG Alcateia #77 - Resenha do quadrinho "A História de Claudia"



Eddie Van Feu fala sobre o quadrinho inspirado na obra de Anne Rice chamado "A história de Claudia", a personagem que no filme "Entrevista com o vampiro" foi interpretada por Kirsten Dunst ainda criança.
Não confundir com...




Onde Comprar: em livrarias ou site da Editora Rocco, www.rocco.com.br

sexta-feira, 18 de março de 2016

Hora do reclame

  Enquanto o próximo texto não vem, apresentamos mais um campeão de visitas ao dentista... E ao troninho, porque se comesse quente...

terça-feira, 15 de março de 2016

Barra de saia Impossível, mas um longa é possível

Future Quest Project

  Por Nanael Soubaim, que viu todos esses desenhos entre a Sessão da Tarde e a novela das seis!

  Já faz algum tempo que DC Comics e Hanna-Barbera namoram, e é namoro sério. Entre as muitas versões apelativas profícuas na internet, os artistas da DC têm mostrado coisas que não exageram, mas mostram como seriam boas evoluções dos personagens das nossas tardes pueris. A coisa começou a engrenar de verdade quando Scooby-Doo voltou à activa e trouxe consigo, alguns heróis esquecidos pela mídia, alguns bastante repaginados.

  Um deles foi o Falcão Azul, que em um episódio das várias versões dos garotos e seu cão falante, deixou de ser um milionário com uma base secreta (ra, ra, ra, ra) na cobertura de um edifício no centro da cidade (ra, ra, ra, ra) e os vizinhos nunca notavam a movimentação e nem a decolagem de uma aeronave a jacto (ra, ra, ra, ra) bem no horário nobre da televisão. Agora ele é um ex vigilante abrutalhado e casca-grossa, que teve seu cão companheiro de guarda quase mortalmente ferido por bandidos. Ele recorreu ao Dr. Benton Quest para salvar seu amigo e daí, com o transplante do cérebro para um corpo biônico, nasceu o Bionicão; este o mesmo piadista sem noção dos anos 1970.

  O anúncio de um longa para Johnny Quest eriçou os pêlos com circunflexo dos nerds, inclusive os que nunca viram a gigantesca e intergalática família Hanna-Barbera em sua melhor fase.

  Com o anúncio das revistas mensais repaginando os heróis HB, ver aqui e aqui a histeria dos fãs quase babando nos teclados, um detalhe saltou aos olhos de todos, tanto os garotos quanto dos tios, como eu: O trio Os Impossíveis agora é um quarteto!

  Uma figura feminina de traços levemente orientais, agachada no capô do Carro Impossível, não foi explicada a contento, até onde sei. A equipe de arte das franqueadoras simplesmente fez o pôster que ilustra este texto e pronto, esperou para ver a reação. Não sabemos nome, poder ou mesmo instrumento que toca, mas é notório que faltava um baterista no trio.

  Se ela estará nas revistas? Não estaria no poster se já não estivesse confirmada. A boa idéia com acento é, em vez de uma surpresa, deixar os fãs no suspense, especulando e revendo tudo o que encontram dos heróis cantores, para verem se encontram alguma coisa. Impossível! Ela poderia ser no máximo uma fã de minissaia azul, figurante em algum episódio original.

  Se clicarem nos links do texto, verão uma pancada de belas artes que mostram muitos dos inúmeros personagens um pouco aprimorados, os Flintstones são os mais alterados e ainda assim estão fiéis ao original. Se lembrarmos que a DC é uma excelente bordadeira, saberemos que estes pontos todos têm bons nós. Se lembrarmos que o filão de filmes de heróis, ao contrário do que previam para 2012, só cresce, entenderemos as reais e bilionárias intenções das duas companhias.

  As novas revistas são, na verdade, geradoras de referências e termômetros para futuras produções cinematográficas, e isso inclui o agora quarteto de rock retrô Os Impossíveis.

  Aos mais atentos, as tramas da antiga Hanna Barbera eram muito simples, mas também muito bem amarradas e muito bem fechadas. Não eram bobinhas, a porrada corria solta e chamar o vilão de execrável não era motivo de protestos em redes sociais... Ou o que fosse mais próximo delas, na época.  Essa simplicidade permitiria facilmente a adaptação para as telas, muitos dos episódios pediriam apenas retificações para serem desenvolvidos.

  Para mim o longa é praticamente certo, temperado por algum romance que vez ou outra gerará ciúmes dentro do quarteto. O que me intriga é: Haverá desta vez um álbum musical de The Imposibles, como os fãs brasileiros chegaram a sonhar na época do Long Play?