segunda-feira, 17 de maio de 2010

SMALLVILLE... ME ENGANA QUE EU GOSTO!

por Renato Rodrigues
A gente de vez em quando malha Smallville, que já deu o que tinha que dar, que é um chove não molha do caramba, que o Clark é um mané que nunca toma uma atitute... mas aí a WB vem e me aparece com um video que nem esse e a gente fica babaaaando...

Isso deve ser o maior 171... Eu sou mesmo um mané em cair nessa.

domingo, 16 de maio de 2010

SÉRIES CANCELADAS

Primeiro veio o anúncio do cancelamente de "Lei & Ordem" (que durou 20 temporadas e só perde agora para Os Simpsons que emplacará a vigésima primeira). Agora Heroes dá adeus nesta quarta temporada (e com um gancho que deixou a galera na pista).

Leia aqui

HEROES SUBIU NO TELHADO

por Renato Rodrigues
A produção do seriado Heroes vai ser encerrada após o final da atual temporada, a quarta. Pra quem está acompanhando via Torrent, o último episódio fica sendo o "Capítulo 18 - Admirável Mundo Novo", exibido em fevereiro nos EUA.

As últimas temporada foram decaindo em audiência quase ao mesmo tempo em que subiam os downloads. Segundo o site da "TV Guide", a NBC cogitou produzir mais alguns episódios, para ver a reação do público, mas desistiu por conta do alto custo da série.

Eu vi a primeira temporada amarradão... a segunda nem amarrado. Depois disseram que deu uma melhorada pra depois escafeder tudo. Por isso, nesse caso, nem dá pra culpar os downloads porque a série estava ruim mesmo!

Momento ironia: "Admirável Mundo Novo" é este que as Redes de TV estão enfrentando. Com as facilidades de se baixar séries som depender de horários e pulando os comerciais, as emissoras devem estar roendo os dedos dos pés em busca de alternativas... Eu não faço idéia de como será esse admirável mundo novo.

[Atualizado hoje] FlashForward também m-ó-r-r-e-u!!!! Antes ela do eu!

[Atualizado 19/05] - Mas séries que dão adeus: Old Christine, Ghost Whisperer, Accidentally on Purpose, Cold Case e Numb3rs

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MÔNICA QUARENTONA

por Renato Rodrigues
Esse mês de maio a revista Mônica completou 40 anos (E com corpinho de 8). A "dona do bairro" em pouco tempo se tornou também dona das bancas e suas revistas - unidas às do resto da turma - já venderam mais de 1 bilhão de exemplares no Brasil e no mundo.

O número 1 (na imagem) saiu pela Editora Abril. Em 87 ela pulou pra Globo e em 2007 para a Panini. E foi esta última que nos deu um presentaço: a coleção trazendo os primeiros números de todas as revistas (Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Magali). Já está na banca o box número 16, eu acho. É muita coragem investir em um lançamento mensal de revistas dos anos 70. Estou comprando todas!

Dono de um invejável tino comercial, Maurício de Sousa hoje é o mais importante nome do quadrinho nacional criando empregos em diversas áreas: TV, publicidade, teatro e até no Cinema. Sua mais recente aposta fez até os mais céticos (como eu!) quebrarem a cara e vendeu como água. Estou falando da Turma da Mônica Jovem em mangá que revitalizou a franquia trazendo novos leitores (e até alguns antigos como nossa amiga Luciana que passou a comprar direto).

Então parabéns pra Mônica e muitas coelhadas de vida!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ALICE NO PAÍS DE NÁRNIA

Alice com 19 anos, armadura e espada em punho? Sim, a mais nova bad trip de Tim Burton, dessa vez em 3D!

Eu não perco o American Idol VIII

por Eddie Van Feu
Gente! E quando você acha que não tem mais surpresas, que Papai Noel não existe e que não existe político honesto, eis que o American Idol para devolver nossas esperanças num mundo melhor! Não, não estou falando do Idol Gives Back, que é muito chato, mas do salvamento de Casey, que sobrevive milagrosamente a mais uma semana!
Nessa semana (ou semana passada lá fora) tivemos músicas de Sinatra. A maior responsa! O mentor, Harry Connik Jr, foi ótimo! Além de grande cantor, também tem ótimo senso de humor. Pra quem não lembra dele, assista P.S. Eu Te Amo. As dicas de Harry podem ter salvado Lee, que de repente achou uma personalidade, mas não ajudaram Casey, que se enrolou todo. Aqui, eu vou ter que discordar do meu amigo Ricky Nobre, que jura que Casey estava de má vontade com o programa. Não, eu não acredito. Ele é duro mesmo! O bichinho não tem o ritmo, o trejeito e a malemolência de um pop star e ponto final. E é uma coisa difícil de se aprender. Você vê ele tentando, mexendo as mãos, os braços, chutanto, parece alguém se defendendo de um ataque astral. Isso não é má vontade senhores. Isso é total falta de talento para a dança ou qualquer coisa parecida.

O Casey é uma gracinha, mas se for levar pro baile, melhor ficarem sentadinhos na mesa.

E sem sua guitarra, num ritmo alienígena pra ele, tentando passar alguma personalidade sem ter, Casey se enrolou tanto que só faltou esquecer a letra (coisa que ninguém fez nessa temporada ainda). Foi metralhado pelo júri. Agora, sem Tim e sem Siobhan, sobrou pra ele o corredor polonês.
Crystal foi lindíssima! E maravilhosa! E fantástica! Mas não surpreendeu, porque ela é sempre assim. Agora, Lee supreendeu! Deu um show e garantiu o leitinho das crianças por mais uma semana.

Lee é legal, mas precisa de um transplante de personalidade urgente.

Big Mike levou uma tremenda chamada de Harry Connick Jr que pediu, pelo amor de Deus, pra ele parar com esse negócio de que "é tudo pelo meu filho, porque eu quero sustentá-lo, porque eu quero dar uma vida boa pra ele", como se fosse o último emprego dos Estados Unidos. Isso foi bom, porque tem um monte de gente por aí sustentando filho sem ganhar o American Idol. No palco, Big Mike fez o que sabe fazer e foi aclamado pelo júri. Eu achei uma droga, mas eu não gosto do estilo dele, só isso.
Aaron não preenche o palco, como a Crystal, e isso não é coisa que se aprenda. Fez o que pôde e nem foi tão ruim. Mas seu fã clube dessa vez não fez o trabalho de casa e Aaron e Big Mike ficaram entre os menos votados.
Nessa semana, conformada com a saída de Casey, que ficou entre os menos votados nas duas últimas semanas, foi grande a minha alegria ao ter que me despedir de Aaron! Nada contra o garoto, que tem uma voz linda e só precisaria aprender a deixar de fazer aquelas firulas chatíssimas e piegas, mas já era tempo. Achei que ele seria como o Archuleta, do qual não consegui me livrar de jeito nenhum. Até esquecer a letra ele esqueceu, e não saiu. Ele era blindado.

Aaron, o Menudo de um homem só, diz adeus. Até que durou muito.

Tivemos dois shows interessantes. Lady Gaga e suas bizarrices e Harry Connick Jr mostrando a voz. Gostei dos dois! E Casey continua no páreo pra enfeitar o palco com o qual ele não sabe o que fazer. Pra mim, já tá bom!

Aaron hoje e há dois anos quando concorreu no American idol... Pensa que me engana!


terça-feira, 11 de maio de 2010

ALICE NO PAÍS DE NARNIA

Por Ricky Nobre
Existem coisas que são tão óbvias, tão clichê, que causam a sensação de que impedem a realização da própria obviedade. Explico. Um cineasta com o currículo do Tim Burton, especialista não apenas no sombrio, bizarro, mórbido, insano e gótico, mas, principalmente, no irônico existente nesses aspectos, nos parece o nome mais óbvio para realizar uma adaptação cinematográfica da história infantil mais lisérgica já escrita. Com situações e diálogos que zombavam dos conceitos de normalidade da classe média e alta inglesa, Alice no País das Maravilhas e sua continuação Alice Através do Espelho, ambos de Lewis Caroll, cativaram o imaginário popular e infantil, principalmente depois da adaptação da Disney do primeiro livro para um filme de animação em 1951. Seus personagens alucinados e diálogos afiados, embora bem reinterpretados pela Disney, careciam ainda de uma adaptação mais madura. Com todo o histórico das obras de Burton, que incluem Eduardo Mãos-de-Tesoura, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e Sweeney Todd, ele era o nome na ponta da língua para a tarefa, com ainda um agravante. Ele já havia refilmado A Fantástica Fábrica de Chocolate com esse mesmo objetivo: torná-lo mais próximo do livro e menos obviamente infantil. É aí que entra a dúvida: Burton filmar Alice não seria “mais do mesmo”? Não seria óbvio ao ponto do tédio? Não seria a hora de Burton investir em algo mais original, ao estilo de Peixe Grande, seu melhor fime?

Pois é, as pessoas gostam “do mesmo” e da segurança do conhecido. Os executivos de Hollywood também. Então lá foi Burton rodar sua versão de Alice, amparado por um orçamento milionário que apostava, também, no altíssimo retorno que as produções em 3D vêm angariando. As imagens de Johnny Depp (em seu sétimo filme com Burton) fantasiado de Visconde de Sabugosa, digo, de Chapeleiro Louco encantaram o público que esperava mais um delirante filme de Burton.

A primeira coisa que chama a atenção é o fato de que não, Alice NÃO é uma fiel adaptação do livro original. Ele é uma continuação, uma elaboração sobre um destino maior que a menina, no filme já com 19 anos (longe da ninfeta do autor supostamente pedófilo), teria com o país das maravilhas de seus sonhos, uma grande tarefa ainda a ser realizada. Transformando o personagem do Chapeleiro em quase protagonista, Burton enche o filme com suas onipresentes sombras e sua estética de cemitério, onde todo mundo parece meio morto. Se filmes como Cavaleiro sem Cabeça e Swenney Todd clamam por esse visual, aqui ele não é totalmente apropriado. Assim como a constante escuridão de A Fantástica Fábrica de Chocolate mostrava que Burton confundia pouca luz com sombrio e este com maturidade (já que sua versão era a “adulta”), aqui ele parece sugerir que qualquer mundo fantástico, qualquer dimensão além do nosso mundo visível comum, é necessariamente algo meio pós-morte. A palidez dos personagens é constante e a vegetação é sempre morta ou tenebrosa. Sim, aquele mundo está à beira da destruição e da dominação definitiva pela Rainha Vermelha (Helena Bohan Carter, a melhor do filme com seu cabeção digital), justificando a aura de morte eminente de tudo e todos. Mas a Rainha Branca de Anne Hathaway, supostamente a boazinha do filme, é tão assustadora que parece que ela vai se revelar a grande vilã da história a qualquer momento. Essa não dá pra explicar.

Se o filme possui qualidades, elas são expressivas e mantém o público interessado o suficiente para torná-lo um fenômeno que já arrecadou 960 milhões de dólares no mundo todo. O visual, mesmo mórbido, é deslumbrante e os efeitos 3D são muito dinâmicos, divertidos e até servem às cenas até certo ponto. Lá pelas tantas, a grande batalha final entre as duas rainhas e seus campeões e exércitos, acabam evocando excessivamente os filmes da série Nárnia, algo que, sinceramente, não tem cabimento de um cineasta da estatura do Tim Burton fazer. Mas o povo gosta.

O que acaba ficando ao fim de Alice é o viés feminista do filme. Aproveitando o fato de que as principais figuras da história eram femininas, Burton trata da opressão sofrida por elas naquele final do século XIX e narra uma crônica sobre a libertação de uma jovem moça de uma família e uma sociedade que controla seu destino como uma questão de tradição. Toda a nova viagem de Alice por seu país maravilhoso pode, ao contrário do que o filme sugere, ser mesmo um sonho, um devaneio, um símbolo ou uma alucinação da jovem, uma alegoria psicológica de sua libertação da opressão e da tomada das rédeas de sua própria vida. O roteiro não nega o velho clichê do “escolhido”, mesmo que Alice lute contra esse destino pré determinado muito mais do que o também clichê da negação do herói.

O final do “mundo real” acaba parecendo mais fantasioso do que o do país das maravilhas. Tudo parece muito simples e “então tá, né”. Mas o filme é sim divertido e pode agradar até às crianças, que parece ser a grande aposta do distribuidor nacional que colocou quase que exclusivamente cópias dubladas em exibição. Enquanto não chega um Burton mais maduro e original, divirtam-se com Alice de armadura e espada em punho.

NOTA: 2,5/5

THE FLASH

Mais rápido que o Flash só mesmo o tempo. E lá se vão 20 anos desde que a série foi ao ar na TV americana (aqui estreou em 91, no tempo em que a Globo passava o seriado, lembra? Tá ficando velho, hein?). Com apenas uma temporada, a série só é relembrada hoje por quem é mesmo fã de quadrinhos mas, com um pouco de boa vontade, quem sabe eu o convenço de que a série tinha lá suas qualidades.

por Renato Rodrigues
A história é muito similar à dos quadrinhos, reunindo várias fases do herói numa só origem: Barry Allen é um policial científico de Central City até que seu laboratório é atingido por um raio e... adivinha? Ganha poderes de velocidade e resistência muito acima do normal, assim como uma grande necessidade para repor calorias perdidas durante a corrida, o que aumenta consideravelmente sua conta no mercado. Nos Laboratórios Star conhece a perita em velocidade Tina McGee, que o ajuda a lidar com suas novas habilidades, arranjando-lhe até uma roupa especial para resistir à fricção enquanto corre (um explicação plausível para a roupa colorida. Ahá!). Como todo herói tem que ter uma "motivação", Jay Allen, seu irmão mais velho, é assassinado e morre nos braços de Barry, que jura vingança.
O resto já sabe, né, muitas corridas em alta velocidade, porrada em bandido, piadas sobre rapidez e o que de mais interessante existia sobre efeitos especiais para a TV... em 1990.

A ambientação de Central City era bem-cuidada, uma mistura da Gothan de Tim Burton com o colorido de Dick Tracy. Aliás, a batmania de 89 pode ter sido um dos fatores que animaram a Warner a produzir a série. E as comparações não param por aí, a trilha de Danny Elfman, as cenas noturnas, o jeito noir e as figuras bizarras davam personalidade ao universo do Flash, mesmo com uma pitada Burtonniana.

Talvez pela interferência de escritores de HQ, como Howard Chaykin, envolvidos na redação, a série acabava mais próxima da linguagem do mundo dos quadrinhos do que as tentativas anteriores (Mulher Maravilha, Hulk, Capitão Marvel e similares), que, mesmo sendo mais memoráveis que The Flash, mais pareciam histórias policiais com gente fantasiada no meio do que uma aventura de super-herói. E ainda tem essa: o conceito de super-herói mudou muito desde os tempos de Adam West. O final dos anos 80 ficou marcado pela valorização do "sangue, porrada e lágrimas", com heróis mais humanos e passíveis de erros, o que dificultava as coisas para os certinhos como Flash, Superman e outros.

Como o público em geral se amarra num romance, Barry e Tina ficavam naquele chove-não-molha, porém sua relação parecia caminhar mais para a parceria do que outra coisa (o que é imperdoável para a audiência que não vive sem um novelão). A Warner aprendeu a lição não repetindo o mesmo "erro" com Lois & Clark, cujo romance foi explorado à exaustão (mesmo).

O amigos policiais de Barry davam uma pitada de humor na série, enquanto alguns vilões dos quadrinhos acabaram dando as caras bem timidamente como o Capitão Frio e o Trickster (Mark Hamil pagando um mico-colorido). Como a galeria de inimigos de Flash rivalizava em esquisitice com Batman, eles ficaram com medo de que a série caísse no ridículo e deram uma maneirada nas participações, talvez visando às próximas temporadas.

O fim precoce de The Flash pode ter ocorrido tanto pela baixa audiência, quanto pelo custo de produção (o piloto custou 6 milhões e cada episódio pouco mais de 1 milhão de dólares). A verdade é que é muito difícil tentar agradar ao mesmo tempo os leitores de HQ, fãs de Sci-Fi e o público em geral, é uma tarefa inglória. Mesmo melosos, Lois & Clark foram heróis (sem trocadilho), conseguindo ficar tanto tempo no ar sem perder o nível.

Olhando por todos esses lados, sem me alongar muito, eu encerro minha defesa com Batman Eternamente e Batman e Robin, de Joel Schumacher. Faça a comparação e você verá que The Flash até que não era tão mal, era?