quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Chá das Cinco #29 - Dubladores que eternizaram seus personagens (parte 2)

Segunda parte de nosso vlog homenageando alguns dubladores que eternizaram algum ator ou personagem. São tantos que é difícil escolher, vamos fazer outros vídeo com esse tema no futuro!
Conosco hoje estão Renato, JM, Patrícia Balan e Kal J. Moon do www.poltronapop.com.br

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Chá das Cinco #28 - Dubladores que eternizaram seus personagens (parte 1)

Ontem todos se emocionaram com o vídeo do Isaac Bardavid se despedindo do Wolverine.
Então Eddie Van Feu, Antero Leivas, Patrícia Balan e Renato Rodrigues se juntaram para homenagear alguns dubladores queridos que deram vida em português para personagens que ficarão eternizados com suas vozes!

Foi difícil escolher, a vontade é ficar horas falando de TODOS!
Por isso, AMANHÃ tem a segunda parte deste vídeo!

 

Os filmes do Oscar: MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR (8 indicações)


Por Ricky Nobre



Estrelas Além do Tempo, Loving e Um Limite Entre Nós são filmes com temática negra que vieram do lado mais endinheirado de Hollywood. Moonlight, porém, é uma produção independente realizada com cerca de 5 milhões de dólares e que rendeu 20 milhões só nos EUA. É também um dos filmes com maior quantidade de indicações ao Oscar este ano, tendo também levado o Globo de Ouro de melhor filme (drama). Talvez seja o único com chances de enfrentar o alegre e adorado La La Land, mas é uma tarefa árdua para um dos filmes com menos “cara de Oscar” indicado nos últimos anos. 

 

Não é fácil realizar uma análise satisfatória de Moonlight sem entrar no polêmico terreno do spoiler, principalmente porque o próprio ato de discutir uma de suas principais qualidades, que é sua estrutura, pode acabar prejudicando muito a própria experiência do filme. Moonlight segue a trajetória de Chiron, morador de um bairro negro de Miami em três atos distintos: infância (Alex R. Hibbert), adolescência (Ashton Sanders) e fase adulta (Trevante Rhodes). Vítima frequente de bullying, o pequeno Chiron (apelidado de “Little”) vive largado no mundo fugindo dos garotos que o perseguem e evitando voltar para casa, onde mora com a mãe viciada em crack (Naomie Harris). Nos longos períodos em que fica fora de casa, Little conhece o traficante Juan (Mahershala Ali) e sua namorada Teresa (Janelle Monáe), que lhe servirão de porto seguro e referência para o futuro. 

 

O que mais surpreende em Moonlight é a simplicidade quase casual com que temas espinhosos são tratados, como homossexualidade na comunidade negra e a relação da juventude negra com tráfico e uso de drogas, violência e encarceramento. Sem qualquer fiapo de discurso panfletário, o filme mostra a relação entre o abandono da juventude e suas consequências nas vidas dessas pessoas. Com uma mãe incapaz de criar devidamente o filho graças ao vício e uma escola que não deu importância ao bullying até atingir trágicas consequências, foi justamente nas improváveis companhias de Juan e Teresa que Chiron encontra algum carinho e abrigo. Todos esses elementos, mais a relação com o amigo Kevin nessas três fases, serão fundamentais para compreender o homem que ele se tornará. 

 

A ausência total de sensacionalismo diante dos temas tratados é certamente originada na familiaridade de seus criadores com o universo apresentado. Tanto o diretor e roteirista Barry Jenkins quanto o autor da peça original Tarell Alvin McCraney moravam na mesma região de Miami mostrada no filme e tiveram mães viciadas em crack. Moonlight é um filme essencialmente negro, masculino e da periferia. É também complexo e simples, cruel e delicado. E, apesar de ser possível extrair dele uma “mensagem universal” que extrapole os limites da comunidade negra, não é um filme pra todo mundo, especialmente por ser completamente despido de moralismos.

 

INDICAÇÕES AO OSCAR
Filme
Diretor: Barry Jenkins
Ator coadjuvante: Mahershala Ali
Atriz coadjuvante: Naomie Harris
Roteiro adaptado: Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney baseado na peça Moonlight Black Boys Look Blue de Tarell Alvin McCraney
Música original: Nicholas Britell
Fotografia: James Laxton
Montagem: Nat Sanders e Joi McMillon

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Chá das Cinco #27 - Netflix, traz de volta pufavô

Vira e mexe alguma série ganha nova chance de uma reunião ou de nova temporada. Hoje, Renato, Eddie, Patrícia e JM vão jogar conversa fora e dizer  "Quais séries gostariam que voltasse à vida".

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

17 ANOS SEM MINDUIM


por Renato Rodrigues
Ontem, dia 12 de fevereiro de 2000, morria Charles Schulz, criador da tirinha "Peanuts", aos 77 anos, em sua casa, na Califórnia. A tirinha nasceu no dia 2 de outubro de 1950 e foi desenhado até 2000, quando Schulz anunciou sua aposentadoria.

"Peanuts" chegou a ser publicada em 2.600 jornais por todo o mundo e alcançou mais de 355 milhões de leitores em 75 países sendo traduzida para mais de 21 idiomas.

Abaixo o texto de despedida do Snoopy e de seu criador:
"Caros amigos, 
Eu tive a honra de desenhar Charlie Brown e seus amigos por quase 50 anos. Foi a realização de minha ambição de infância.
Infelizmente, eu não tenho mais a capacidade de manter o ritmo necessário para uma tirinha diária. A minha família não deseja que Peanuts seja continuado por mais ninguém, portanto eu estou anunciando a minha aposentadoria.
Eu sou muito agradecido por todos esses anos, pela lealdade de nossos editores e o apoio maravilhoso e amor expressado pelos fãs da tirinha.
Charlie Brown, Snoopy, Linus, Lucy... como eu poderia esquecê-los..."
 
Charles Schulz

Chá das Cinco #26 - O Futuro da TV

Rádio em greve, jornais e TVs economizando: A Internet vai garfar todo mundo? Bate-papo sério hoje com Renato, Eddie, JM e Patrícia sobre as mudanças na TV da era digital.

Os filmes do Oscar: UM LIMITE ENTRE NÓS (4 indicações)

Por Ricky Nobre


Um Limite Entre Nós (mais um presente da “criatividade” dos distribuidores brasileiros em traduzir títulos) é mais um filme deste Oscar sobre negritude. Enquanto Estrelas Além do Tempo é o mais previsível e Moonlight certamente o mais alternativo, esta terceira experiência de Denzel Washington como diretor guarda um trunfo precioso: a simplicidade de uma história familiar, onde a qualidade do texto e a dedicação do elenco forjam uma obra cativante.

 

Num bairro negro no início dos anos 50, o alegre e falastrão lixeiro Troy (Denzel, brilhando) adora contar histórias de autenticidade duvidosa, rir com o amigo Bono (Stephen Henderson) e a esposa Rose (Viola Davis, impecável como sempre), enquanto adia indefinidamente a construção de uma cerca em volta de casa pedida por Rose. O que o tira do sério são os conflitos com o filho adolescente que quer jogar futebol, coisa que ele não o permite fazer sem que mantenha um emprego paralelo. Dentre confissões de sofrimentos e pecados do passado e novos erros do presente, a personalidade expansiva e ao mesmo tempo turrona de Troy irá colocar seu relacionamento com cada um de seus familiares em xeque. 


 

Não é necessário qualquer conhecimento prévio sobre o filme para ter certeza, após meros dez minutos de projeção, que se trata de uma adaptação de peça teatral. Fazer cinema a partir de teatro nunca é um trabalho fácil, principalmente quando a fidelidade ao texto original é a escolha mais acertada. Desta forma, a eloquência dos diálogos, e até mesmo alguns monólogos, a mínima variação de cenários e, particularmente, a flagrante teatralidade da interpretação de Denzel (por mais que seu personagem Troy tenha mesmo uma personalidade teatral) compõem uma obra que raramente vai muito além do teatro filmado. E isso parece ter sido uma escolha deliberada da direção. Sucesso em sua estreia na década de 80 com James Earl Jones como o protagonista, a peça voltou à Broadway na década passada com os mesmos atores desta versão cinematográfica. Desta forma, Um Limite Entre Nós, enquanto cinema, parecer ter a função de apenas eternizar a versão destes artistas do texto original. 


 

A questão racial inevitavelmente se apresenta na trama, seja na luta de Troy para ser promovido a motorista do caminhão de lixo (função exclusiva dos brancos), seja na mágoa que guarda por não ter tido sucesso como atleta, apesar de seu excelente rendimento, justamente por ser negro. Por essa razão, ele desdenha dos sonhos do filho de jogar futebol, pois acredita que não há lugar para negros no esporte, recusando-se a aceitar os argumento do filho e da esposa de que os tempos estavam mudando e atletas negros já eram aceitos e faziam sucesso. 

 

Apesar das questões raciais serem essenciais na trama, o foco é nas relações familiares, no cotidiano, nos laços afetivos, nas mágoas, na humanidade dos personagens. E talvez essa seja a grande e essencial contribuição do filme para os dias de hoje: com elenco 100% negro e o cenário de um bairro negro da periferia, Um Limite Entre Nós fala de dramas que poderiam ter acontecido com qualquer um de nós, mas com especificidades da história dos negros americanos. É um filme sobre uma família negra. E, em sua mais elementar essência, um filme sobre família. 

 

INDICAÇÕES AO OSCAR
Filme
Ator: Denzel Washinton
Atriz coadjuvante: Viola Davis
Roteiro adaptado: August Wilson, baseado em sua peça

domingo, 12 de fevereiro de 2017

RIP AL JARREAU

O cantor americano Al Jarreau, conhecido por seu trabalho com jazz e R&B, morreu neste domingo (12) aos 76 anos. A informação foi divulgada no site oficial do cantor, mas não há detalhes sobre a causa da morte. Ele havia sido internado na quarta-feira (8) por exaustão, e não poderia mais se apresentar em 2017.

"A todos que estiveram em seus shows e ouviram seus álbuns: ele precisava de vocês, e vocês sempre estiveram lá por ele, por mais de 50 anos", diz a nota no seu site. "Ele era grato por vocês todos os dias, e fazia seu melhor para mostrar para cada um de vocês."

Nossa homenagem com um dos mais belos temas de séries da TV: