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sábado, 11 de outubro de 2014

Os Dragões de Titânia, A Dama da Montanha

Por Nanael Soubaim

  Certo, fui lerdo e quem casou já está amamentando o rebento. Lamento, as coisas nunca saem como esperamos, pelo menos para mim.

  A Dama da Montanha é mais uma demonstração do enorme talento do amigo Renato Rodrigues para administrar muitos, mas muitos personagens ao mesmo tempo. Outro enorme talento dele é mostrar que ser louco não significa ser idiota, e vice versa.

  Este terceiro livro da saga mostra uma maturidade já consolidada da trama, prevista para ter quinze livros, por isso cada um pode ter tão poucas páginas, por conseqüência ter custos mais baixos de produção para seu autor. Sim, o número de páginas não é determinante, nada é determinante, mas são mais horas de funcionamento da impressora, mais horas de salário para os montadores, mais caminhões para carregar toda a edição, enfim. Por isso vai uma dica, se a história for muito longa, é melhor dividir em fascículos. Páginas encarecem.

  Já que toquei no assunto, este livro nos mostra justamente isso, que absolutamente nenhum fator isolado determina o desenrolar e o final de uma trama, o que vale também e principalmente para a vida real. O leitor atento e ávido por conteúdo pode se irritar com o jogo de "Wataru é bom! Wataru é mau! Wataru é bom! Wataru é mau!" que toma boa parte do livro, mas a persistência na leitura mostrará que o lorde manequim de funerária tem seus motivos para agir daquela forma. Aliás, todos têm seus motivos para suas esquisitices, como é na vida real e o nosso bom amigo mostra isso com maestria.

  Em dado momento parece que o Renato enlouqueceu, se deixou influenciar demais por séries estúpidas de televisão e colocou tudo a perder. Depois parece que ele ficou preso em um elevador jamaicano e saiu doidão directo para seu computador, depois ainda dá a entender que se arrependeu e tentou consertar tudo, mas gostou tanto do estrago que resolveu deixá-lo lá mesmo. Mas não é essa zorra que parece. como o Citröen 2CV, que parece ter sido feito de qualquer jeito, mas foi
cuidadosamente desenhado para o que se propunha. A trama também é assim, mas só nos últimos capítulos é que o leitor vai se dar conta de quase tudo o que aconteceu. Eu disse "QUASE" porque só nas últimas páginas é que muita coisa começa a fazer um débil sentido, porque os esqueletos só começarão a sair do armário no livro quatro, ainda em gestação.

  Uma característica deste volume é ter sido escrito a quatro mãos. Renato teve a colaboração de sua adorável esposa para escrever um dos capítulos, onde o leitor habitual vai pensar que o rivotril fez efeito contrário. É um manicômio! Dois personagens preciosos dos Dragões de Titânia pensam que estão entrando em um país, mas entram em um sanatório e caem justo na ala dos casos perdidos. Morre de dó das vaquinhas marrons, mas devora sem dó o porquinho selvagem... Sei... Bem, o facto é que nossos adoráveis e cômicos personagens não voltam sozinhos à Titânia, embora ninguém seja visto com eles. Só sei que o amor é lindo!

  Há ainda cenas que seriam proibidas para menores de dezesseis anos, em um ambiente psicodélico de fazer inveja aos anos setenta. Parece, mas ninguém aproveitou a viagem para se servir de cogumelos ardentes, A partir deste ponto, decepções e revelações acontecem, coisas que sozinhas renderiam um livro exclusivo. Esta fase ainda nos brinda com o fio da meada, o que realmente causou toda essa confusão, e mostra que eles estão apenas ganhando tempo, força e aliados para o confronto final.

  O que o livro nos ensina?

  Primeiro que jamais devemos confiar no óbvio. O que nos parece claro e inequívoco a ponto de xingarmos quem não enxergar o mesmo, pode ser uma ilusão, uma armadilha do ego que se apropriou da conclusão que lhe era mais confortável, como a recusa em acreditar que a figura tida como herói não passa de um canalha, ou vice versa.

  Mostra também que o mal mente sempre, que o mal é sempre covarde, que sempre se encolhe quando está em desvantagem. Que aquela frase usada por cidadãos revoltados para os bandidos, serve direitinho para ditadores. Nenhum deve ser admirado, ditadores mentem sempre.

  Mostra ainda o quanto são absurdamente cotidianas e até infantis, as motivações de eventos de grande envergadura, que uma dor de cotovelo pode ser o estopim de uma guerra, um casamento mal sucedido o motivo da busca pelo poder, enfim... Não existem motivações extraordinárias, transcendentes ou sobrenaturais para os vultos históricos, não são nem mesmo razoáveis em sua maioria. O leitor atento vai reconhecer esta e outras lições no decorrer do livro.

  Mostra finalmente, que não existe poder bom ou mau, bom ou mau é quem faz uso dele. E mesmo um poderoso mau pode se arrepender e se tornar bom, mas sem se tornar idiota, que ser bom E idiota é coisa da DC Comics.

  O que me causa estranheza é a semelhança da narrativa do Dom Renatonski com a minha, dá a impressão de que bebemos na mesma fonte, no Norte dos estados Unidos. Conversarei com ele mais tarde. O facto é que eu recomendo, rebebendo e redançando o livro. Exemplares desta edição ainda podem ser encontrados nas lojas de departamento e no site da Linhas Tortas (clicar aqui). Por agora eu aguardo o próximo hospício, digo, volume da saga de OS DRAGÕES DE TITÂNIA.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Uma Guerra de Luz e Sombras - Resenha

Cena de A Divina Comédia
Por Nanael Soubaim

Quando a Eddie me convidou para ajudar na revisão desse livro, logo fiquei de orelha em pé. Ela sabe de minha cisma com histórias de terror, ainda mais se houver violência; e o livro é muito violento! Contraindico para pessoas sensíveis, desaconselho para crianças.

Eu não me refiro àquela coisinha estúpida de desocupados do "clube da luta", me refiro a gente que tem motivos reais para ser cruel, querer que o outro sofra até depois da morte, não somente para ter emoção ou provar que é macho... algo que prova justo o oposto.

Bem, voltemos ao livro. Trata-se de literatura fantástica, mas com os pés bem plantados no mundo dos mortais. A autora passou muitos anos estudando, pesquisando e embasando sua trama, para depois pô-la sob o crivo crítico de seus leitores. É um livro grande, levei uns meses para ler e digerir tudo.

A ambientação, o argumento, o roteiro, tudo beira a perfeição. Algo que um filme, infelizmente, não reproduziria nas telas... Os livros sempre são melhores  do que os filmes derivados. Até o mundo espiritual é descrito como mesmo as obras espíritas falham em fazê-lo. Sabiam que vocês podem criar um mundo espiritual do seu jeito? E mais, ir morar lá, quando se desvencilharem do corpo físico... Só que não é tarefa para qualquer um. Aliás, o livro também não é para todo tipo de leitor, não ter preguiça é fator eliminatório.

Qualquer um com um pouco de imaginação, pode se ver dentro de cada ambiente, com grandes chances de outros leitores descreverem quase que os mesmos detalhes, porque ela é detalhista, vai contando o que tem e como é, enquanto a porrada corre solta. Mas como eu disse, nada no livro é gratuito, mesmo o que nos parece ser. O que parece não ter sentido agora, algumas páginas ou capítulos mais tarde, terá sua função revelada.

Os traumas mais brandos e esquecidos, são usados pelo inimigo para atingir nossos heróis, especialmente o mocinho, que acaba virando o bode expiatório de todos os outros personagens... ao menos dos que conseguem sobreviver. Prestem atenção a isso, quando começarem a ler, porque são alertas e lições sérias para a vida real, com ou sem magia. As pessoas de verdade também fazem um pouco disso, não te mandando para o deleite de demônios, quando fores dormir, mas fazem.

O que pode desagradar muita gente, é que ela colocou sua essência na trama. Eddie é uma bruxa. O livro está recheado de princípios mágicos, de feitiços, mancias, algumas vezes até ensina alguns rituais e bruxarias pesadas. Nada, porém, que o leitor disposto a correr o risco não possa fazer, em um momento de urgência. Ela é meio maluquinha, mas não é irresponsável.

O ritual de banimento, baseado na oração do Pai Bento, é o que fica mais claro e fácil, mesmo para quem nunca sequer deu três pulinhos para São Longuinho. Isto também vai irritar muita gente, porque desmente alguns dogmas da Igreja, revelando ao cristão comum um poder que ele não sabe que tem.

Para a trama, Eddie Van Feu recrutou, na marra, um grupo de policiais bem barra pesada, e um comandante que já foi processado por coisas bem ruins. Ou seja, ninguém lá é santo. Bem intencionados, talvez, tenho minhas dúvidas, mas nenhum é irrepreensível.

Quanto aos vilões, vou dizer com base em minha experiência lidando com bandidos da pior espécie, e com os policiais que os reprimem; o mais bonzinho desses vilões é pior do que o traficante mais perigoso. Muito mais. O traficante quer se dar bem às sua custas, te deixar vivo é um bônus para eles, os vilões do livro necessariamente precisam da desgraça de alguém para se sentirem satisfeitos. E não é apenas fazer mal e procurar outra vítima, é perpetuar o sofrimento e buscar outra vítima para acrescentar sofrimento. principalmente, o traficante não tem idéia de que não passa de uma marionete, os nossos vilões são da turma dos manipuladores.

Algo, aliás, que minha amiga deixa claro, é uma das muitas diferenças ente os bons e os maus. Estes sempre aprendem com seus actos, mas jamais com as lições que eles oferecem, ou deixariam de ser maus.

Um ponto que vai agradar muita gente, talvez até os que odiarem o livro, é o banho de cultura e humor. Escrito no mesmo formato das séries policiais americanas, a trama descreve brevemente, por exemplo, os aspectos da magia haitiana, na pessoa de um dos personagens mais carismáticos... e também dos mais perigosos, um feiticeiro chamado Landau.

Não é este Landau, mas há similaridades.

Eu até poderia dizer como o livro termina, mas estragaria o que ele tem de melhor a oferecer, que são as lições da história. O que importa, para quem sabe viver, não é simplesmente chegar, mas a carga com que se chega, e Uma Guerra de Luz e Sombras oferece muito conteúdo ao leitor atento. Chegando à última das mais de seiscentas páginas, o bom leitor descobre que o viajante de verdade jamais chega, porque cada destino é um ponto de partida. E tudo o que Danny Shelley quer, depois de ter, a rigor, morrido, é continuar sua vida e chegar à próxima estação, ciente de que sempre haverá outra.

Eu recomendo a obra para o leitor ávido por uma história inteligente, gostosa de se ler, mas com nervos fortes e mente aberta, porque é uma trama muito pesada. Como eu disse, nada é de graça no livro, os vilões premeditam milimetricamente cada maldade, de modo a extrair o máximo de prazer de cada uma, não importa a que custo para a vítima e sua família.

Asseguro que depois do "Fim", ma parte de vocês terá morrido, mas haverá outra bem mais aprimorada no lugar. Boa leitura.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Os Dragõers de Titânia - A queda do César - Resenha



Por Nanael Soubaim

Renato Rodrigues é meu amigo pessoal, sujeito que prezo muito e a quem dou liberdade para certas brincadeiras, que ele faz se cerimônia... Inclusive com minha idade. Com tudo isso, eu me vejo no direito de fazer críticas constructivas, de apontar falhas e dizer que não gostei de algo. Bem, caríssimi, não é o caso. Novamente Don Renatonski acertou em cheio, mesmo nas partes em que eu gostaria de puxar sua orelha até virar cachecol. Por que ele fez aquilo com aquela menina??? 

Vamos ao livro e ao que vocês aprenderão com ele, se forem bons leitores. Mas antes, um aviso a muitos que parecem não ter compreendido a linguagem dele. Renato é nerd, casado com uma nerd e vive cercado de nerds, um nerdster por excelência. É fã de video game, RPG, quadrinhos, séries de televisão, cinéfilo, entre outras drogas pesadas do gênero. Quem não estiver familiarizado com a linguagem dessa cultura pop, realmente vai encontrar dificuldades em acompanhar sua narrativa. Ela é muito ágil e conta com a inteligência activa do leitor, quando pensas que a espada está voando, a cabeça já rolou e a turma já está amargando o luto, no dia seguinte. 

O livro começa onde o anterior terminou, o que mostra que meu amigo não é essa bagunça que vocês pensam dele. Apesar disso, quem (EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ) não leu A batalha de Argos vai conseguir compreender a trama, se estiver com o raciocínio em dia. Entretanto, o aprendizado que o livro oferece, fica mais bem sucedido que o anterior já estiver devidamente digerido. Vejamos... 

O anterior mostrou como nascem as conspirações, pois A Queda do César mostra sem disfarces como ela se desenrola. O leitor vai aprender que não deve ser surfista político, indo na onda de uma multidão que adora, teme ou adora e teme um figurão. O dito cujo, que está sob holofotes, é apenas uma marionete, que será descartada assim que não servir mais, ou que sua preservação for menos interessante do que sua ruína. Aliás, o autor mostra em detalhes, com a sutileza de um beija-flor e a frieza de um psicopata. Ele não te poupa da verdade, ainda que sob andrajos de uma ficção. É como se ele dissesse "Eddie, eu vou esquartejar esse cara legal aqui e já vou almoçar". 

Às vezes ele dá a impressão de que seus livros são escritos a vários pares de mãos, às vezes me dá a certeza de que sim.

  Acontece que as pessoas realmente sujas, são discretas. Elas se preservam da ira popular, porque sabem que é implacável. Quem viu o jogo de manipulações no livro anterior, ainda assim vai se impressionar com as dimensões que toma neste. 

Aprenderá que a causa mais nobre e bem intencionada pode ser facilmente corrompida, se o grupo radicalizar sua posição. Por que? Porque os manipuladores estão atentos, prontos para suprir as necessidades imediatas em troca de submissão. As pessoas não precisam saber que estão sendo submissas, há muitas formas de o serem sem que percebam. e quando percebem, já é tarde, estão viciadas na vontade do manipulador. E serão descartada assim que não servirem mais, ou ele encontrar marionetes melhores. 

Quando falo em descartar, não digo que vai deixar ir embora livremente, me refiro a assassinato cruél e exemplar. Isso acontece todos os dias e o amigo Renato esmiuça os requintes de crueldade, na ficção. Não pensem que quem elegemos é menos demoníaco do que o Castellian, só não tem as mesmas ferramentas. 

Aprenderá ainda que as motivações de um evento gigantesco, podem muito bem ter origem em um facto cotidiano, uma frustração ou mesmo uma dor de cotovelo. Mesmo uma figura sagrada perde completamente seu valor, quando o ego está em jogo. Aliás, não é esta a causa primaria de todos os conflitos? Todas as guerras, no fundo, foram e são guerras de egos. A vida ensina de forma dura, mas o renato nos mostra isso no conforto de uma leitura, antes que a pancada nos atinja, por falta de prevenção. 

Aprenderá que não existe danação eterna, simplesmente porque as pessoas não são infinitas, então não têm condições de fazer algo de tão ruim que jamais tenha conserto. O eterno e o infinito não pertencem às criaturas. Mas um manipulador de modo algum admite que se compreenda isso, porque lhe tira poderes. Ele fará de tudo para te convencer de que és impotente à sua presença, sem escrúpulos e sem medir conseqüências. 

Esses que se vangloriam de terem se livrado dos manipuladores, mas continuam em sua senda de maldades,  se pegarão cedo ou tarde mais comprometidos com eles do que quando cooperavam. O mal é uma marca, ele te encontra onde que que estejas e sabe exactamente onde e como te fragilizar. Não hesitará em usar teu corpo como luva, que descartará sem puderes para não deixar pistas de sua ação. 

Aprenderá também, se ler direito, que a convicção não deve ser confundida com certeza. Uma convicção arraigada, então, de modo algum deve ser vestida de certeza absoluta, pois esta só tem quem não erra, e quem não erra não aprende, quem não aprende não tem respostas e tampouco certezas. Se uma placa de trânsito avisa que há um barranco logo à frente, não significa que devas manter a direção e se estabacar lá em baixo. 

Os próximos livros, A Dama da Montanha e Crônicas de Leemyar - O Necromante, este da Eddie, trarão surpresas adicionais e luzes novas, com mais do que os sete habituais matizes a que nossos olhos preguiçosos se habituaram... Só que trarão ainda mais perguntas do que respostas, então treinem a arte da paciência. 

Aprenderá ainda, por fim, que não importa o quanto o seu grupo esteja ferrado, é muito melhor estar ferrado em grupo do que sozinho. O grupo te dá algo em que se apoiar ou, no mínimo, alguém em quem colocar a culpa.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

LOBOTECA: resenha de "O menino do pijama listrado"

  por Brunna Soares / Bruh Jolie

 Olá pessoal! Como vocês estão? Espero que todos estejam bem e lendo bastante. Hoje vou fazer a resenha de um livro que me emocionou, preparados?


  Meu primeiro contato com a história foi através do filme. Já tinha ouvido comentários sobre O menino do pijama listrado e numa tarde qualquer fui na locadora alugá-lo. Me emocionei com a história e fui ler o livro.


  O livro conta a história de dois meninos aparentemente diferentes que se tornam grandes amigos, Bruno e Shmuel. Bruno, um menino alemão de 9 anos, tem uma vida boa e uma casa confortável em Berlim. Ele mora com seu pai, um graduado militar alemão, a mãe, que cuida da casa e dos filhos, e Gretel, sua irmã mais velha a quem ele apelidou de "Caso Perdido".


  Um "belo dia", ao voltar da escola, Bruno vê a criada Maria arrumando suas coisas e fica sem entender nada. Sua mãe lhe explica que eles estão de mudança devido ao trabalho de seu pai. Ele nunca tinha entendido o trabalho de seu pai, o que ele fazia... Tudo o que ele sabia era que seu pai era uma pessoa importante, usava um uniforme bonito e que o "Fúria" tinha grandes planos para ele. (No livro, Bruno não consegue falar "Führer" corretamente, sempre sai "Fúria". Para quem não sabe "Führer" era como Adolf Hitler era comprimentado entre os soldados alemães.)


  Claro que Bruno não gosta nada da ideia já que sempre morou naquela casa, onde gostava de brincar de explorador e escorregar no corrimão da escada. Ele sofre com essa mudança tão repentina, principalmente por deixar pra trás seus melhores amigos, Karl, Daniel e Martin. "Mas eles são os três melhores amigos da minha vida toda", diz Bruno para sua mãe. Tudo em vão, já que eles se mudam assim.


  No seu novo quarto ele nota a presença de uma pequena janela e ao olhar através dela vê "crianças e fazendeiros de pijamas". Solitário ele se anima a brincar com as crianças, mas nota algo de estranho naquelas pessoas. Ao indagar seus pais ele permanece sem respostas...


  Entediado, Bruno resolve fazer um balanço com um pneu velho e se acidenta. Pavel, "o descascador de batatas" o socorre e trata de seu machucado. Nesse momento ficamos sabendo um pouco desse personagem tão triste e calado, Pavel era médico antes de ser pego pelos nazistas...


  Cansado de seu restrito espaço de brincar, Bruno resolve ir além e é aí que a história realmente começa.



  Depois de correr, correr e correr Bruno se depara com uma enorme cerca e encontra a tal "fazenda". Do outro lado da cerca um menino magrinho, sujo e careca o observa. É Shmuel, "o menino do pijama listrado". Shmuel é um menino polonês da mesma idade de Bruno e que, coincidentemente nasceu no mesmo dia que ele, mas cuja vivência é muito, na verdade, totalmente diferente da de Bruno. Shmuel é judeu, feito prisioneiro dos nazistas junto com a sua família. Triste e anêmico, ele é a antítese de Bruno. Enquanto Bruno é saudável e cheio de vida e curiosidade, Shmuel é calado, medroso e assustado, transparecendo os horrores pelos quais já passou.


  Em suas inocências Bruno e Shmuel trocam experiências e nós percebemos as entrelinhas. Na verdade Shmuel está preso em um campo de concentração, o temível e terrível campo de concentração Auschwitz. (Essa é outra palavra que Bruno não consegue falar corretamente, saindo sempre "Haja-Vista")


  Sempre que pode Bruno vai visitar Shmuel, levando-lhe algo de comer. Numa dessas visitas ele descobre que Shmuel é judeu, mas a amizade fala mais alto e ele não se afasta de Shmuel.


  Bruno vê sua vida mudar mais uma vez quando fica sabendo que vai se mudar novamente. Ele se desespera, já que não quer deixar o amigo. Conversando com Shmuel ele descobre que o pai dele sumiu com outros homens... Como está prestes a se mudar decide ir para o outro lado ajudar o amigo a procurá-lo.


  No dia seguinte ele vai para a cerca e Shmuel o está esperando com um pijama extra. Bruno veste o pijama e juntos eles cavam um buraco para Bruno passar. Mesmo com medo e vontade de ir embora ele decide ficar para ajudar o amigo. Até que algo estranho acontece... Os meninos se veem sendo arrastados com outros homens (todos judeus). Eles se despem e vão para uma sala pequena e apertada onde são mantidos presos. O que acontece a seguir me faz chorar e eu vou deixar pra vocês descobrirem quando lerem, embora não seja difícil imaginar o que aconteceu...


  O menino do pijama listrado explora a ingenuidade das crianças ante o horror do Holocausto e chega a ser chato nos momentos em que Bruno, uma criança tão inteligente, não percebe o que está acontecendo ao seu redor. Outro fato curioso é que seu pai, sendo um militar alemão, não o incentiva nem explica seus ideais. Também não é citada a Juventude Hitlerista, onde os jovens de 10 anos deveriam se alistar e iniciar sua doutrinação. Tudo bem que Bruno tem 1 ano a menos, mas... é um fato que não deveria ter ficado de fora, já que seu pai é um militar importante e ficaria muito orgulhoso em ver seu filho seguindo o mesmo caminho que ele, concordam? Tirando esses furos é um bom livro, recomendo. Nos faz refletir sobre os horrores  da Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus sob o ponto de vista de duas crianças inocentes.


Curiosidades   

- O filme escrito e dirigido pelo inglês Mark Herman, baseado no livro de John Boyne, não foi muito bem recebido pelas críticas e pelas pessoas que já tinham lido o livro. Muitos acharam comercial demais por ser todo em inglês, outros acharam o filme sem pé nem cabeça, já que muita coisa mudou no roteiro. Particularmente eu gostei, embora muitas coisas desaparecem para outras surgirem.


 Bom gente, por hoje é só! Desculpem a demora, minha vida tá meio louca na verdade. Espero que tenham gostado! Deixem seus comentários para eu saber o que acharam.
  Beijos e até a próxima!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

LOBOTECA: resenha "Destino de Ally Condie"

por Carolina Mylius
Olá pessoal!!
Essa resenha foi feita primeiramente para o blog Vida de Leitor.


Destino é o segundo livro com o tema futuro distópico que eu li e talvez por isso não tenha me agradado tanto quanto imaginava. Não depois de ter lido o sensacional Jogos Vorazes.
Imagine ter sua vida totalmente controlada pelo governo (na história esse governo é chamado de Sociedade). Você não tem direito a escolher o que come, o que veste, onde vai, nem mesmo com quem vai casar. Essa é a premissa do livro que é narrado sobre o ponto de vista de Cassia, uma adolescente que, no aniversário de 17 anos, está prestes a realizar um de seus grandes sonhos: conhecer o seu par. Na verdade o par que a Sociedade destinou para ela.


E para sua surpresa, o par escolhido é Xander, seu melhor amigo. Mas não é apenas de Xander as imagens que estão não cartão que ela recebe com as informações sobre o seu par. A imagem de outro garoto também surge na tela; ele é Ky, seu vizinho e colega de escola. Esse incidente, (teoricamente um erro de informação cometido pela sociedade) aliada a outras situações que ocorrem na vida de Cassia, a levam a questionar o seu direito de escolha e a forma de controle que a Sociedade tem sobre todas as pessoas além de despertar o interesse por Ky a deixando dividida entre os dois garotos.

O livro me atraiu primeiramente pela capa que é linda e tem tudo a ver com a história. E também pelos comentários e resenhas que li em blogs. Tinha grandes expectativas sobre ele. Mas achei o livro bem chato no início, ele tem pouca ação e se resume a narrar a vidinha totalmente planejada e rotineira de Cassia e seus questionamentos e angústias. Angústias que eu também sentia com ela. Em vários momentos eu tinha vontade de gritar.

Para todos os habitantes essa é a sociedade perfeita onde tudo é igual para todos, mas se essa é a sociedade perfeita prefiro continuar com a nossa.
Imagina nem poder escrever a mão ou desenhar, que pesadelo!!! Ninguém pode criar nada apenas copiar aquilo que foi determinado como bom pela Sociedade o que são apenas 100 poemas, 100 canções, 100 pinturas e 100 histórias.

Um dos pontos altos do livro é Ky, um garoto considerado aberração pela Sociedade e que busca levar uma vida no anonimato mas que nem por isso baixa a cabeça e permite ser controlado. A cenas dele com Cassia são as melhores do livro na minha opinião. Apesar de achar o Xander uma gracinha também.

Outro personagem que gostei muito foi o avô de Cassia. Mesmo que tenha sido uma participação curta ele deixou sua marca no desfecho da trama plantando a sementinha da dúvida nas crenças de Cassia sobre essa vida perfeita estipulada pela sociedade.

Até uma certa altura do livro eu pensava em não continuar a série mas os capítulos finais me fizeram mudar de ideia. Acho que a história promete bons momentos em Crossed, próximo livro da série e pretendo saber como a história vai terminar.

Eu o considero 3 estrelas mas acho que a história tem tudo para ficar muito interessante nos próximos 2 volumes. Recomendado para quem gosta da temática distopia.

Um abraço,
Carol.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

LOBOTECA: resenha "Tempo dos Anjos" (de Anne Rice)

Victor SouzaPor Victor Augusto de Souza


Que os vampiros me mordam, mas prefiro muito mais voar nas asas de um anjo.

Não há como não falar de Anne Rice quando falamos na atual mania de ficção- vampiros;  ela foi a pioneira ao inovar o conceito literário neste gênero.
Porém, a “rainha dos vampiros” inova mais uma vez ao escrever uma história onde um anjo é visto como um dos personagens principais. Sim caro lobo, um anjo.


  • Serviço:
  • Editora: Rocco
  • Autor: ANNE RICE
  • ISBN: 9788532526106
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2010
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 288
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
  • Para comprar o livro, procure nas melhores livrarias ou compre por  aqui


O livro Tempo dos Anjos conta a história do problemático e encantador Toby O´Dare, sendo este personagem na minha visão encantador, pois, desde o começo do livro é retratado como um homem extremamente inteligente e perverso.
Toby possui o apelido de raposa  devido a sua habilidade de não deixar rastros e ninguém  nunca saber do seu passado;  o irônico anjo Malchian se apresenta ao assassino de aluguel após um grande ato criminoso. Toby a princípio acredita que isso não passa de algo de sua cabeça (sim ele também faz isso, assim como você), porém, o anjo continua a ficar visível para ele e por fim prova sua autenticidade ao mostrar o tenebroso e doloroso passado do seu protegido como se fosse simplesmente um filme da sessão da tarde.
Como modo a se redimir de seus pecados, Toby, recebe a missão de ajudar a salvar um casal de judeos acusados de assassinar uma de suas filhas. Para este missão, Toby volta ao tempo e se vê no século XII,  onde cristãos e judeus ainda estão aprendendo sobre liberdade religiosa.
Na grande maior parte do livro, Toby,  tenta salvar o casal acusado na Inglaterra. O desfecho do livro não irei contar para não retirar de você a mesma ânsia que tive para chegar  ao final deste livro.

Minha leitura para do Tempo dos Anjos foi lenta, o que habitualmente não costuma acontecer. 
Anne Rice segurando um terço, fazendo alusão a fé.
Demorei aproximadamente um mês para chegar ao seu fim. Meu intuito não é desistimular o futuro leitor passando a impressão de que o livro é ruim, porém, existem diversos tipos de leitura assim como existem vários tipos de vinhos,  este livro pede que seja apreciado e lido aos poucos, para que  não se tornar entediante.

Até a metade da história você se pergunta aonde estava com a cabeça na hora de comprar um livro que só fala de assasinato;  mas graças a Deus( desculpe a blasfêmia) o anjo entra na vida de Toby e a história engata, e se prepare para o final, te falo por experiência própria eu só não comecei a berrar de emoção ao chegar ao fim do livro porque estava dentro de um ônibus e estava chovendo! 

Admito que aguardo anciosamente a continuação deste livro.
A pouco mais de três meses tinha uma certa resistência para ficcção, porém, após ler o Lua das Fadas, O Portal e mais recentemente Tempo dos Anjos percebi que com estes livros consegui  relaxar minha mente, abrir meus horizontes, e aprender sobre os fatos da vida real por meio de histórias envolventes.

Bom, espero ter te passado uma boa impressão sobre o Tempo dos Anjos, um livro envolvente onde fé, morte e recomeços são narrados por um engraçado anjo.

Esta foi minha primeira contribuição para a Loboteca, espero ter disfarçado bem meu nervosismo de novato e agradado os lobos desta querida Alcatéia, conto que você faça uma deliciosa viagem ao ler o Tempo dos Anjos voltando no tempo e abrindo suas asas junto a Toby O´Dare.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

A ZONA MORTA de Stephen King

por Luciana Teixeira
Que me perdoem os que desconfiam de autores de Best Sellers, mas Stephen King é um dos meus escritores preferidos. A Zona Morta foi lançado em 1979, mas no Brasil só chegou em 1985, pela editora Abril Cultural.


Stephen King é conhecido pelas histórias de terror, mas esse é um dos dramas, que ele também sabe contar, e muito bem. A história tem como protagonista um professor chamado John Smith. O cara tem uma vida boa, um emprego, uma namorada, tudo indo bem. Mas uma noite ele sofre um acidente de carro e o resultado são quatro aninhos em coma.

Sim, ele acorda. A namorada já está casada, e a mãe, um pouco perturbada. Se não bastassem essas mudanças bacanas, ele ainda desenvolve um poder muito louco de prever o futuro quando toca nas pessoas. Se não me engano é “psicometria” o nome de algo parecido com isso... mas não tenho certeza. Bom, ele ajuda algumas pessoas e é atazanado pela imprensa.

Mas a situação se agrava quando ele descobre que um político pode acabar provocando uma guerra nuclear. E aí, o que ele pode fazer para impedir? Ele deve interferir? E como?

É claro que eu não vou contar. O livro vale muito a pena; a leitura é muito agradável e você não quer parar de virar as páginas.

Essa história, como muitas do King, virou filme. Na Hora da Zona Morta é um longa de 1983 com Christopher Walken no papel de John Smith e Brooke Adams como a namoradinha. Vi só 14 minutos do filme, então não sei se é bom! Você admite que Stephen King é um bom autor quando percebe os detalhes. Além do ritmo super legal da história, me surpreendeu as informações que acabei lendo sobre o que acontece quando alguém sai do coma; as cirurgias que são feitas, a fisioterapia, etc.

Sinceramente eu gosto muito quando esse autor sai do terror. Meu livro preferido dele é Os Olhos do Dragão. Mas desse eu falo outro dia.

Lu Teixeira é nossa colunista convidade de hoje. Conheça AQUI o seu BLOG.

Morte e Vida de Charlie St Cloud: O livro e o filme


por Eddie Van Feu

            Acabo de ler o livro Morte e Vida de Charlie St Cloud, onde tive o prazer de viver no cemitério por algumas semanas. Escrito por Ben Sherowood, o livro conta a história de Charlie St. Cloud, um jovem com uma vida inteira pela frente que não consegue superar a perda do irmão mais novo, Sam. Assim, ele vive no cemitério, onde um milagre acontece todas as tardes, na hora do crepúsculo.
            O livro é narrado por Florio Ferrente, um paramédico, e é uma delícia de ser lido. A história flui e nós nos encantamos com Charlie, esse jovenzinho meio problemático, mas encantador. Conhecemos também Tess, uma intrépida navegadora que quer ganhar o mundo, Sam, o irmãozinho menor por quem nós também nos apaixonamos, e um monte de outras figuras carismáticas na pequena cidade de Marbleheads.
             

Autor: Ben Sherwood
Titulo: Morte e Vida de Charlie St. Cloud 
ISBN: 9788563219183 
Selo: NOVO CONCEITO 
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 304
Formato/Acabamento: 16X23
Peso: 0.44 kl
Preço Sugerido: R$ 29.90
Área Principal: LITERATURA
Assuntos: ROMANCE;FICÇÃO
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A narrativa é muito fluida, natural e cativante. Sherwood nos ganha pela simplicidade, pois sua linguagem é simples, nem um pouco pomposa. Seu conhecimento da dor da perda (que ele revela mais tarde ao falar um pouco sobre a criação do livro) nos convence e nós nos sentimos quase tão magoados quanto Charlie. Com grande empatia, o autor também nos apresenta ótimos personagens, como Tink e “A Mulher que Escuta”, uma senhora que ficava sentada em sua calçada e cobrava por hora para qualquer um que quisesse falar sobre qualquer coisa. Mais barata que uma terapeuta, ela ainda dava descontos para parentes e amigos.
            O livro tem um pé no misticismo espírita e dá uma escorregada quando se torna um pouco didático demais ao explicar o que acontece quando se vai pro lado de lá, quando se fica do lado de cá ou quando empacamos no meio. Por mais interessantes que sejam as informações, parece quebrar um pouco o ritmo da história. O fim também se arrasta um pouco, como se o autor não quisesse sair da história. Nem nós queremos, mas sabemos que é hora de partir. Falta um gran finale ou mesmo um final mais doce, mais cativante, coisa que o filme ajeitou rapidinho com uma linguagem mais hollywoodiana. Mas eu falo do filme daqui a pouco!
            Morte e Vida de Charlie St Cloud é uma delícia de se ler, especialmente se você sofreu alguma perda. Se há algo que nos faz irmãos é a dor. Nesse ponto, o livro é um ótimo apoio para quem precisa de um ombro e de uma luz nesse lugar escuro que é a tristeza da saudade.

 
O FILME

            O filme é lindo! Tá, tenho que explicar um pouco mais... É com Zac Efron!!!! Pra mim, já tá bom! Falando sério, o filme é bom e é um pecado que não tenha tido uma melhor promoção aqui no Brasil, onde ninguém sabe que o filme existe. Com um ritmo empolgante, nós nos surpreendemos em seus primeiros minutos, nos comovemos logo depois e, entre boas risadas, também nos debulhamos em lágrimas.
            A culpa não é só da direção e da fotografia que resolveu fazer um filme realmente lindo em matéria de visual (filmado no Canadá, que era mais barato que a verdadeira Marbleheads, em Massashussets). A escolha dos atores foi muito feliz, incluindo inclusões e trocas de personagens do livro. Joe, o Ateu, colega de trabalho de Charlie no livro, foi substituído felizmente por Alistair Wooley, na pele de Augustus Prew, um homem obcecado pelos gansos que atrapalham seu trabalho e que dá a dose de humor que Joe, o Ateu, nunca deu. Tess Carrol ganhou um pouco mais de simpatia na pele da bela Amanda Crew. No livro, Tess chega a ser meio irritante no começo por causa de suas escolhas estúpidas e quase incompreensíveis. No filme, isso é amenizado. Charlie Tahan é um ótimo irmão mais novo e dá vontade de levar ele pra casa. Donal Logue ficou perfeito como Tink. Matt Ward interpreta Connors, que não existe no livro, mas precisou entrar no filme pra dar uma dose de conflito. Kim Bassinger só aparece por alguns minutos, mas é bom saber que ela está linda, e Ray Liotta foi uma boa surpresa como Florio Ferrente, embora a gente achasse que ele fosse surtar a qualquer momento e virar um assassino. Sim, eu tenho medo do Ray Liotta. Tenho certeza que ele é um cara legal, mas ele sempre vai parecer um maluco pra mim!

            E Charlie St Cloud ficou com o belo e talentoso Zac Efron. A escolha surpreendeu o autor do livro, já que ele imaginava alguém mais velho e com mais bagagem emocional do que Zac. No livro, Sherwood compartilha notas sobre o filme, onde admite que se surpreendeu, já que Zac segurou a onda muitíssimo bem.
            Há muito mais informações sobre a vida após a morte (e o que acontece no meio) no livro do que no filme, o que pode dar a impressão de que o filme não tem todas as explicações que deveria. Mesmo assim, foi um trabalho muito caprichado, incluindo o trabalho com a música (a cena de Charlie e Tess no cemitério de noite é linda).

terça-feira, 28 de junho de 2011

LUA DAS FADAS: Resenha

por Carolina Mylius

Como minha primeira resenha, resolvi falar de um livro que tive o prazer de participar como ilustradora. É meio difícil escrever sobre este livro sem parecer um pouco deslumbrada. Sinto um orgulho imenso de ter feito parte dele e acompanhado o seu desenvolvimento junto com a autora. Mas confesso que o livro foi muito além das minha espectativas iniciais sobre a história.
O livro conta a história de Bianca, uma adolescente de 16 anos que, junto com sua melhor amiga Analice, resolve fazer uma sessão de tabuleiro oui-ja. Mas as coisas fogem ao controle e Analice acaba desaparecendo sem deixar vestígios. Bianca passa então a buscar compreender o que aconteceu e encontrar pistas que possam levar a onde está sua amiga. Nessa busca, ela consegue a ajuda de um anjo chamado Zacariel e juntos eles partem para uma grande aventura num mundo encantado cheio de seres incriveis, mas também muito perigosos. Nessa viagem, em meio as situações e perigos enfrentados, um profundo sentimento começa a surgir entre eles.
Não vou falar mais do que isso pra não dar spoiler, mas tem muita coisa a ser revelada sobre os personagens, principalmente sobre Zac (como Bianca chama o anjo). Eu já sabia mais ou menos o que acontecia no inicio da história porque a Eddie e eu discutíamos sobre ela quase que diáriamente por causa das ilustrações e da capa. Só que eu não esperava o que aconteceu na história do meio pro final. Foi uma supresa emocionante que me arrancou lágrimas dos olhos.
E a Bianca que parecia uma mocinha frágil, que vivia no meio de uma família perfeita, mostrou que tinha muito mais coragem e perseverança do que todos imaginavam (principalmente o Zac). Zac também me surpreendeu muito. Não imaginava os segredos que ele escondia, foi uma enorme surpresa e passei a gostar muito mais dele depois de saber disso.

 

Realmente adorei o livro. Adoro o estilo de escrita da Eddie, que mistura situações engraçadas com outras extremamente drámaticas e envolventes. Aliado também ao profundo conhecimento que ela tem sobre magia e seres encantados, que enriquecem a narrativa sobre essa temática. Já tive a oportunidade de ler outros livros dela como “O Portal” e “Alcatéia Prateada” e recomendo todos.
Talvez alguns vejam semelhanças com o livro O Rei do Ferro da Julie Kagawa (apesar da autora nunca ter ouvido falar desse livro). Tem alguns pontos semelhantes, mais pelo fato de ser também no reino das fadas, mas as histórias são bem diferentes. Enfim, leitura recomendadíssima para todas as idades!!!

Espero que gostem!

Abaixo estão algumas das ilustrações do miolo do livro (sim, ele é ilustrado!).


 
O livro está disponível em todas as bancas do Brasil, mas se não encontrar, você pode pedir diretamente para a editora. É só clicar AQUI. O livro tem blog próprio com novidades e constantes atualizações. Visite-o clicando aqui!