segunda-feira, 20 de novembro de 2017

GIRO DA SEMANA - Chá das Cinco #193

Jovem Dumbledore, uma continuação da Pixar, V de Jon Snow(?) e Gal Gadot Maravilha na vida real estão no resumão das notícias com Eddie Van Feu, Renato Rodrigues e Patricia Balan

DRAGON BALL SUPER - A VEZ DAS MULHERES


Por Gabriel Maia
Dragon Ball é um anime lotado de personagens de todos os tipos, temos alienígenas, bruxas, velhos tarados, lutadores shao lin, mais alienígenas, androides, clones híbridos, deuses e mais deuses e uma infinidade de outros tipos de personagens. Mas o anime carecia de um tipo de personagem em especial; mulheres. Não, calma. O anime não é misógeno, mas as mulheres tinham papéis sem tanto destaque. 
Tivemos Bulma, a brilhante inventora que criou o radar do dragão e tantas outras criações que inovaram a corporação de seu pai. 

Chichi, a lutadora que se aposentou para ser mãe em tempo integral (de Gohan, Goten e até de Goku). 

Tivemos a número18 que surgiu como uma vilã, mas foi conquistada pelo charme todo especial de Kuririn.

E...só?
É, não parecia um bom número de mulheres. Não que eu esteja exigindo papéis para mulheres até porque quando uma coisa é forçada (você tem que colocar mulheres e pronto) acaba ficando ruim porque não sai aquela inspiração natural.
Mas aí na nova saga (Dragon Ball Super) o universo de Goku descobriu que haviam universos alternativos e neles havia novos personagens mais poderosos. 

Entre estes personagens tivemos alguns em destaque como a deusa da destruição Jerez;

Brianne de Chateau;

Sanka Kuu

Vikal;

e Suu rose do segundo universo.

Mas ninguém chamou tanta atenção quanto as irmãs do sexto universo (vizinho ao de Goku); Caulifla e Kale.

Kale é uma mulher de pele bronzeada e usa o cabelo num rabo de cavalo com uma mecha caindo na frente do rosto, usa uma camiseta e uma saia vermelhas, e usa braceletes e sapatos dourados. Dona de uma personalidade gentil, amedrontada e pessimista sobre si ela surpreendeu se transformando no que é conhecido como lendário super saiya jin. 

Ué, mas Goku e outros não se transformam também? Sim, mas na lenda do planeta deles haveria um habitante especial com poder descomunal, muito acima de todos. No universo de Goku este lendário ser era Brolly, dono de um profundo ódio por Goku e um poder sem limites que aumentava exponencialmente a cada segundo. 

Kale era assim, apesar de outros saiya jins se transformarem, ela podia atingir um poder incomensurável.

Caulifla é a irmã de Kale e a dona da zorra toda no sexto universo. Caulifla é uma delinquente com um ótimo sentido de lutas. Ela tem um cabelo bem volumoso e espetado, e é dona de um gênio difícil e grande ambição em lutas.

Levando pela parte de realidades paralelas há fãs que levam Kyabe como a versão de Vegeta, Kale como a versão de Brolly, e Caulifla como a versão de Goku. Apesar dos nomes e alguns outros pontos diferirem, a essência deles se assemelha muito, bem como as contrariedades de personalidade acabarem se realçando ao se tratar de versões paralelas.
Desculpe, não vamos entrar nessa discussão, vamos voltar ao ponto.
E o ponto é que Kale e Caulifla deram um verdadeiro show de luta no torneio do poder e as meninas tiveram mais alguém em quem se inspirar no anime. Kale é gentil, ama sua irmã, quer ser merecedora de respeito e vencer sua timidez. Caulifla, com seu jeitão divertido e transgressor, quer ser a mais poderosa de todas.

As duas desafiaram Goku e pelo jeito tem torcida para que seu universo sobreviva e elas possam se desenvolver mais e mais. 
Goku parece ter adotado as duas como discípulas 

assim como Vegeta adotou Kyabe.

Esperamos que as meninas possam ter chance de se desenvolver.

Fica nossa torcida.

domingo, 19 de novembro de 2017

O que achamos do filme “LIGA DA JUSTIÇA” – Vlog Alcateia #116

Esse deveria ser o filme do ano. Juntar os medalhões da DC (e o Zé Ruela do Ciborg, kkk) no mesmo filme deveria estar bombando em todos os assuntos! Vamos falar um pouco então sobre o que achamos do filme da Liga da Justiça, segunda grande virada da DC rumo ao acerto nas telonas.

 Presentes Renato Rodrigues, Eddie Van Feu, JM, Patricia Balan e Carlos Tavares.

 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

DISNEY + FOX seria bom ou ruim para os filmes de heróis? - Chá das Cinco #191

Lembra daquele boatão que rolou sobre a Disney comprar parte da FOX e aí, quem sabe, unificar os universos dos heróis Marvel? Conversamos se isso seria bom ou ruim para o mercado. E você, o que acha?

LIGA DA JUSTIÇA ou “Superman: a morte lhe cai bem” (SEM SPOILERS)


por Renato Rodrigues 

Em 2013 eu fiz um desabafo aqui no site relatando minha DCpção com o filme “Homem da Aço” apontando os erros na abordagem do Super-Homem. Em “Batman VS Superman” o mesmo diretor (Zack Snyder) continuou errando com o kryptoniano (Falamos AQUI no VLOG) mostrando uma pessoa com muitos poderes mas sem nenhuma personalidade e incapaz de dizer uma frase que nos inspirasse a ser melhores. Ironicamente, parecia não ter vontade alguma de viver. Ele não era um herói. Não era o campeão da Verdade e da Justiça e nem aquele amigo que salva o dia com o sorriso de uma criança, o que fazia a nossa criança interior sorrir também. Era só um alienígena perdido num mundo cínico que também lhe virou as costas com desconfiança. Até que ele morresse. Aí sim, os ingratos choraram sua perda.


Assim começa Liga da Justiça, mostrando um mundo que perdeu a esperança após a morte do Superman. Começa também, do lado de cá da tela, com uma plateia que (em boa parte) começou a perder e esperança no universo compartilhado da Warner/DC mesmo depois do sucesso de Mulher Maravilha.

Aliás, eu acredito piamente que a princesa amazona tornou-se a bússola que guiou a desnorteada Warner até o presente filme. Eles finalmente parecem ter entendido que estão trabalhando com personagens que são HERÓIS. Mas que também são humanos. E ser humano não quer dizer parecer com alguém que acabou de sair de um funeral. Ser humano é rir, chorar, amar e tentar dar o seu melhor. Isso é mostrado logo na primeira cena, um flashback muito bem bolado, onde crianças filmando com um celular perguntam na rua “coisas” que crianças perguntariam ao Superman. E ele responde com simpatia, sem parecer um deus caminhando entre mortais. E nesses preciosos segundos de humanidade, ele fala mais de ESPERANÇA (que afinal é o que o seu símbolo no peito significa em kryptoniano) que nos dois filmes anteriores.


Não temos como dizer ainda até onde foi a mão do Zack Snyder (diretor dos dois filmes anteriores e desse) já que uma tragédia pessoal o tirou da finalização das filmagens. Saiu o polêmico (para alguns) Snyder e entrou (o talvez polêmico para outros) Joss Whedon (diretor de Vingadores I e II) para ajeitar a Sala da Justiça. Era como chamar o Zico pra jogar no Vasco. Em tempo, Whedon também escreveu parte do roteiro e, aí sim, dá para perceber sua presença. 

Snyder ou Whedon? Quem é o pai da criança? DNA hoje, no Ratinho
A história do cinema mostra que muitas mãos mexendo no mesmo filme nunca dá muito certo no final. Para este fã do Homem de Aço desde guri, deu e muito. 

Liga da Justiça está longe de ser um filme inovador. Não tem viradas mirabolantes e nem um vilão carismático com falas rebuscadas (O que é uma pena). É um filme de origem onde o primeiro ato é a apresentação dos novos “superamigos” do Batman enquanto o vilão corre por fora recolhendo aquelas famosas “coisas-que-quando-unidas-vão-destruir-tudo”. 

Mas é tudo muito dinâmico e funciona. As ceninhas bônus para os leitores de HQ (os easter eggs) estão espalhadas pela trama sem querer roubar a atenção de ninguém. O Flash/Barry Allen traz juventude e o bom humor que nos acostumamos a ver no desenho. Aquaman ganha profundidade (sem trocadilho) e dá uma palhinha do que está por vir em seu futuro filme. Ciborgue parecia estar sobrando nos trailers, mas sua participação é justificada, até porque sua origem é ligada a tudo o que está acontecendo. 

Bat-Affleck tá no pilotão automático, mas passa bem a culpa de ter deixado o Superman perecer em batalha. Ele na verdade parece quase envergonhado por ter caído na pegadinha do "Luthor Sérgio-Malandro". Eu espero que o Ben Affleck se anime com o resultado do filme (que eu acredito que seja um suce$$o), e continue na franquia.

E Diana? Diana é a maravilha de sempre em todas as cenas que aparece. Diana e Alfred são as vozes da razão mantendo o equilíbrio entre o humano e o super-humano neste admirável mundo novo que o Batman está para enfrentar. 


Bom, a essa altura do campeonato não é SPOILER dizer que o Superman volta a vida em algum momento. Você sabia que isso aconteceria 5 minutos depois que ele morreu, não sabia? A gente só não sabia era COMO isso iria acontecer. Enfim, talvez esse seja o ponto fraco na trama já que é uma sacada que o Batman tira sabe-se lá de onde (do Bat-cinto, não sei) e que, num passe de mágica disfarçada de tecnologia, traz Kal-el de volta ao mundo dos vivos. 

Aliás, errei. Não trás ele de volta. Traz o verdadeiro Superman para a tela. Ele nasceu nesse filme! É como se o diretor (seja lá qual) dissesse, “pode sair Henry Cavill, o castigo acabou, você está livre para ser você mesmo!”. Ele salva inocentes, bate forte nos inimigos sem quebrar o pescoço de ninguém e esbanja simpatia de bom samaritano. E tudo com a pompa de tons do tema clássico de John Willians sob a batuta do, sempre batuta, Danny Elfman. Compositor que também tirou lá do baú os acordes do seu Batman numa cena de ação. Isso é uma festa para os ouvidos da velha guarda, como nós! 
(ATENÇÃO: Quase spoiler) A coroação final vem numa narração de Lois Lane enquanto escreve uma matéria. Ela fala dos heróis e de como eles sempre estiveram lá zelando por nós. “Mesmo que nas sombras” disse ela. Eu vi isso como uma espécie de mea-culpa da Warner. Um pedido de desculpa pelas lambanças anteriores e uma promessa de que isso passou e que “agora vai”. (Fim do quase spoiler)

Obrigado por romper esses grilhões, Mulher Maravilha! Eu confesso que não sei se as pessoas que gostaram da visão anterior, sombria e lúgubre, vão gostar da simplicidade heroica de Liga da Justiça. Se vai ter aquela guerrinha nas redes ou rejeição por qualquer associação ao estilo da colorida concorrente. Se houver será algo injusto. A DC parece ter encontrado a sua cara. O humor é equilibrado na trama cheia de ação e lhe falta apenas vilões à altura. Afinal, convenhamos, tirando o Zod, nenhum prestou até agora nesse universo. 

Mas vamos manter a... ESPERANÇA. “Liga da Justiça” tem seu maior mérito ao trazer para a telona O Super-Homem que não víamos desde 2006 quando Brandon Routh o personificou no esquecido “Retorno”. Ou, ignorando esse filmeco, desde que Christopher Reeve vestia no cinema o manto sagrado azul e vermelho. Muito prazer em conhecê-lo, Superman Henry Cavill. Eu voltei a acreditar que um homem pode voar. Espero que vocês também o façam.


Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Henry Cavill, Jason Momoa, Ray Fisher, Ezra Miller, Jeremy Irons e Amy Adams.
Direção: Zack Snyder
Roteiro: Joss Whedon, Chris Terrio

COTAÇÃO: 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

GIRO DA SEMANA - Chá das Cinco #190

Novidades num futuro distante, muito distante, para Star Wars e Punho de Ferro. Também trazemos dois obituários no resumão de notícias da semana.

com Renato Rodrigues, Eddie Van Feu, JM, Patricia Balan e o convidado Igor Mairinque do facebook.com/ParaGostarDeDublagem

QUEM PODERÁ NOS DEFENDER?


Por Gabriel Maia
A Marvel tem tentado renovar os rostos no seu hall de super pessoas e dar um novo ar para a empresa e seus componentes.
Nesse ponto ela tem um bom histórico, tivemos excelentes ideias, mas ultimamente a casa das ideias tem tido ideias não muito boas tentando se encaixar no momento sociocultural atual.
Enfim, há algum tempo saiu a notícia de uma homenagem a um ícone pop mundial; o Chapolin colorado.

Não, você não leu errado e seus olhos não te enganam. O Chapolin, criado como uma forma de homenagear os heróis da ficção e o herói dentro de cada um será homenageado. O herói mexicano não era forte, nem rápido, nem inteligente e era muito atrapalhado com pitadas de covardia

 mas ele estava sempre lá quando precisavam dele. O Chapolin representava cada um de nós, sem jeito nenhum pra ser o super-herói que precisamos, mas muito disposto a ajudar com tudo o que tinha. De posse de sua marreta biônica, corneta paralisadora, pílulas de nanicolina e muita loucura na cabeça, ele fez a infância de muita gente por aí.
E agora, criada por Mark Waid e Humberto Ramos, Red Locust (Gafanhoto Vermelho em português) é homenagem ao personagem criado por Roberto Bolaños.

A heroína é alter ego de Fernanda Ramirez e foi criada pelo roteirista americano Mark Waid e pelo desenhista mexicano Humberto Ramos. Em entrevistas, o artista explicou que Waid queria uma nova integrante com "ascendência fortemente mexicana" para a super-equipe Campeões, formada em 2016 por seus heróis mais jovens como; Homem-aranha (Miles Morales), Hulk (Amadeus Cho), Miss Marvel (Kamala Khan), Nova e um Ciclope de uma realidade paralela.

Após falar com a Marvel, Ramos explicou a homenagem para a filha de Bolaños, Paulina Gómez Fernández que deu sua benção sobre a herdeira do manto do herói.
Na história a filha do Visão conhece a Gafanhoto durante uma viagem à cidade americana de San Diego.
A história da personagem conta que seu pai pertencia a uma linhagem de heróis que passava uma armadura de pai para filho (parecido com o Fantasma) e como o pai da moça não teve um filho homem que herdasse a armadura ela ficou com a herança.
O fato de ser uma herança passada de pai para filho também simboliza Roberto Bolaños passando o manto à nova personagem, assim como poderia servir de explicação para a presença do Chapolin em tantas épocas diferentes, pois quem acompanhava a série via o Chapolin interagindo com vários personagens e momentos diferentes da história.



 Chapolin contra mafiosos

Chapolin e os piratas


Chapolin no velho oeste, e muitos outros eventos onde esteve, além de pontos diferentes da história, em lugares do mundo sendo explicados pela passagem do legado do herói de pai para filho.

Bem, esperamos que a Gafanhoto seja uma boa homenagem a um herói que fez parte da infância de muita gente. Ele é um legado que Roberto deixou a todos os seus fãs.