quinta-feira, 21 de setembro de 2017

QUEM DESENHOU C@R$&%INHOS VOADORES NA NETFLIX?

por Renato Rodrigues
A Netflix tirou do ar o episódio 35 de uma série animada infantil (Maya the Bee) por um motivo muito curioso. Veja essa imagem:


Cara, QUEM VIU ISSO? E pior, QUEM desenhou isso?????

Os pais ficaram enlouquecidos e foram em cima da Netflix exigir satisfação. Imagina o atendente da Netflix recebendo as ligações: " A senhora achou no desenho O QUE?!?!?"

Aposto que isso foi obra de algum animador escravo coreano que ganhava uma merreca e decidiu se vingar do contratante, kkkkk

MAS A PERGUNTA CONTINUA:

 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MÃE! PERTURBADOR, APAVORANTE E BRILHANTE!

Por Eddie Van Feu 


De tempos em tempos, surge um filme que dá uma mexida na gente. Quanto mais tempo passa, mais difícil é encontrar um desses filmes porque você já está preparado para as surpresas que outros filmes já mostraram. Na segunda-feira, Ricky Nobre e eu fomos na cabine de imprensa do filme Mãe! Nós saímos do cinema totalmente desnorteados e só não paramos e sentamos em algum lugar porque nossas obrigações nos chamavam.



Mãe! é um filme de terror. Não espere um terror tradicional, com sustos apoiados em truques de som e clichês como gatos pulando de dentro do armário. Mãe! é um terror visceral, apavorante e que gera uma angústia tão profunda que tive vontade de levantar e sair do cinema várias vezes. Mas não sair andando, com classe, mas sair dali gritando e correndo como uma mulherzinha!



No início, somos apresentados a um simpático casal (Javier Bardem e Jennifer Lawrence) que mora sozinho em uma casa que sofreu um recente incêndio. Enquanto ele, um escritor que tenta vencer uma crise criativa de inspiração, ela se dedica a reformar a casa. Um dia, um estranho chega e muda a rotina do casal. Depois dele, chega a esposa. E depois, seus filhos. E então nunca mais para de chegar gente naquela casa!



Nós vamos acompanhando tudo pelos olhos dela e, como ela, ficamos confusos, chocados e, finalmente, irados com a falta de noção das pessoas. Durante todo o filme eu procurei explicações para o que estava acontecendo, mas não encontrei.



Depois que saímos do cinema, perdidos e meio trôpegos, trocamos algumas palavras no metrô, ainda muito confusos. Horas depois, quando eu tinha me desligado completamente do filme e já estava envolvida com as tarefas da cozinha, eu entendi! E foi como se duas paredes tivessem caído e me revelado parte de um cenário completamente novo. Eu falei com Ricky e ele ficou chocado. Mais tarde, eu estava na academia e uma terceira parede caiu quando eu não estava mais pensando nisso e eu percebi mais uma informação. E então Ricky me ligou e derrubou a quarta parede! E foi quando desvendamos por completo o filme e sua mensagem. Foi como se ele precisasse de um tempo dentro de nós para atingir o ponto, como um bolo.


Infelizmente, eu não posso falar nada sobre nossas descobertas, porque não seria justo com você. Eu realmente acho que você deva ver esse filme, mesmo que não goste de filmes de terror. E deve se desafiar a sobreviver às cenas de tensão e angústia e se abrir para o que ele realmente quer dizer. Muita gente vai sair do cinema reclamando porque não vai entender, outros vão fingir que entenderam, mas eu acredito naqueles que vão entender de verdade permitindo que a história penetre em si mesmos como água na terra.



Eu também indico que você não procure saber muito sobre esse filme, já que nem todo mundo vai ter a cortesia de deixar que você mastigue sozinho sua própria comida. Vá sabendo o mínimo possível. Vá de coração aberto. Vá.



O diretor Daren Aronofsky escreveu boa parte do roteiro em apenas cinco dias em um tipo de surto febril que eu conheço bem, pois também já escrevi livros inteiros em poucas semanas. Michele Pfeifer não entendeu nada, mas gostou da personagem e quis fazê-la. E Jennifer Lawrence desistiu de outro projeto para se dedicar a esse de tão empolgada que ficou. Desnecessário dizer que o elenco dá um show. A fotografia é crua e bela e não é um filme que você vê e se dá ao luxo de esquecer.



Não... Esquecer esse filme não é uma opção. Não se esquece uma obra de arte, mesmo que ela seja extremamente perturbadora.








O ASSASSINO - O PRIMEIRO ALVO: UMA CATARSE BELA DE SE VER

Eddie Van Feu


Eu me lembro dos filmes de ação que meu pai adora até hoje, com o típico herói que atira, bate, dá pernada, explode tudo e no final saía andando, depois de ter salvo o mundo mais uma vez. Mas não é só meu pai que gosta de um bom filme de catarse. Eu era fã de Máquina Mortífera, via filmes do Charles Bronson e até do Chuck Norris, embora sentisse falta de um colírio e um pouco mais de roteiro.



O Assassino - O Primeiro Alvo chega para corrigir isso e deixar todas as Eddies e pais de Eddies felizes! É um filme de ação que não negligencia a história, surpreende com bons pontos de virada e encontrou um colírio ideal para prender a atenção das moçoilas.

Mas vamos ao plot! Jovem apaixonado com uma vida inteira pela frente perde a noiva de maneira bruta e covarde em um ataque terrorista, e passa, a partir de então, a se dedicar a um ambicioso projeto de vingança.



Vendo o potencial do rapaz, a CIA o coloca em um projeto com um mentor durão que treina assassinos no meio do mato. E então temos o encontro do rebelde Mitch Rapp (Dylan O’Brien) com o relutante e carne de pescoço Stan Hurley (Michael Keaton).

O filme é baseado no primeiro livro de uma série do escritor Vince Flynn e chega aos cinemas nessa quinta-feira, dia 21 de setembro.



Então, vamos ao que eu achei. As lutas são excelentes, a fotografia é bonita e os efeitos são ótimos. A história é batida, mas nem por isso não deveria ser vista. Inovar a velha história de aprendiz rebelde com mentor durão é difícil, porque se inovar demais, perde a graça. Os atores emprestam um carisma importante aos personagens, que talvez fossem ralos sem o peso de um Michael Keaton e o carisma natural de Dylan O’Brien. Essas duas escolhas foram muito importantes.




A atualização para a triste realidade de um mundo em que pessoas numa praia são metralhadas por um bando de psicopatas que se escondem atrás de uma religião é interessante, mas certamente vai incitar a fúria de pessoas que acham que os pobres terroristas estão apenas defendendo sua religião contra o Ocidente mau. Mitch fala claramente que essa gente tem que ter uma morte horrível e dolorosa e a maioria vai concordar com ele, porque terrorista é igual a nazista e zumbi, pode matar a vontade que ninguém liga.



Para quem espera um filme inovador que abale todas as estruturas estabelecidas, sugiro ir ver outra coisa. Esse é o filme para você ver numa sexta-feira, depois do trabalho, com os amigos ou com a família, e vibre quando as coisas começam a explodir. É um filme para quem gosta de torcer pelos mocinhos e quer ver os bandidos se explodirem ao menos na tela do cinema.



 

E essa temporada de Game of Thrones, heim? (spoilers) - Chá das Cinco #167

ALERTA SPOILERS!!!! Os atrasildos aqui comentam hoje sobre essa 7 temporada de GoT. Foi mesmo maneira ou virou novela? 

 presentes Eddie Van Feu, Renato Rodrigues, JM, Ricky Nobre e Patricia "know nothing" Balan

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

GIRO DA SEMANA - Chá das Cinco #166


VOLTAMOS!!! Hoje tem mudança na direção de Star War, Bozo no Oscar, comédia baseada em Jornada nas Estrelas, tributo aos falecidos e "Estranhos no Paraíso" no Cinema.
Presentes os sumidos: Renato Rodrigues, Eddie Van Feu, Ricky nobre, JM e Patrícia Balan

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

AMITYVILLE: O DESPERTAR - VERSÃO ADOLESCENTE QUE ASSUSTA

por Eddie Van Feu

Como rata de filme de terror desde criancinha (gosto herdado da minha mãe), eu achei que tinha visto todos os filmes de Amityville, até descobrir que não. São 12 filmes inspirados na casa onde ocorreu uma escabrosa história de homicídio em um subúrbio americano. O filho mais velho da família Defoe matou a tiros de carabina toda a sua família em 1974. Ele já tinha envolvimento com drogas antes, mas há vários detalhes estranhos nesse crime terrível. A casa na Avenida Ocean, número 112, ganhou fama de esquisita e, vamos combinar, com razão. Até o casal Warren (de Invocação do Mal #1 e #2) chegou a investigá-la, assim como uma série de outros médiuns e caça-fantasmas.




E eis que chega aos cinemas o 13º filme sobre a casa mais famosa do mundo. Amityville: O Despertar estava previsto para chegar em junho aos cinemas, mas acabou sofrendo atrasos e estreando nas telas em setembro. E o que esperar de mais esse filme de Amityville?



Vamos lá, a primeira coisa que vou lhe dizer é que o filme é bem interessante, com um alto nível de tensão e bons sustos, o que se espera de um bom filme de terror. Não é uma prequela, nem um reboot, mas uma história completamente nova nos dias de hoje. Uma nova família se muda para a fatídica casa. Uma mãe obcecada em manter um filho com morte cerebral em estado vegetativo consigo e suas duas filhas negligenciadas por esse amor doentio passam a viver momentos de pesadelo alternados com confusão mental e esperança, pois o irmão com morte cerebral começa a exibir melhoras. O filme é mais centrado na filha mais velha que acaba dando o tom de filme adolescente para a trama.




O filme é bom, com uma história intrigante e momentos de tensão genuína. Chegam a fazer menções aos filmes anteriores e um dos raros momentos de humor. O roteiro é bem legal e fiel ao que conheço do mundo místico/espiritual. Sempre que uma história se baseia em algo estudado ela ganha mais credibilidade. Os efeitos são perturbadores em alguns momentos e o fato de ter uma pessoa em estado vegetativo definhando em uma cama acaba sendo mais aterrorizante do que qualquer demônio.

Mas podia ser melhor. Falta humor e personalidade em quase todos os personagens. O melhor é Terrence, interpretado por Thoman Mann, personagem muito parecido com o Noah de John Karna da série Scream. Jennifer Jason Leigh está ótima como a mãe maluca obcecada, mas temos vontade de dar um soco nela. Já Bella Thorne está chatinha que só ela como a adolescente problemática. No fim das contas, o elenco não tem muito o que fazer sem texto. O filme não escapa de alguns clichês, mas é perdoável. O final é meio corrido e a explicação é narrada de forma pouco criativa, parecendo que foi feito às pressas.



O saldo é positivo! É um bom filme de terror que teria ganho muito com um texto melhor e personagens mais carismáticos. Fugir da velha história que todo mundo já conhece do maluco possuído que mata a família foi o maior acerto dessa versão 2017. Ah, sim! A versão dublada está muito boa e não aconselho a ver o trailer. Além de cenas que não existem no filme, ele fala demais. Vá na surpresa!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

BAT-papo com o dublador MARCIO SEIXAS - VLOG Alcateia #111

Por conta da Bienal essa semana não tem CHÁ DAS CINCO. Mas eis que surge um VLOG ALCATEIA pré-feriado para vocês não esquecerem que a gente existe!

No início do ano 2000 entrevistamos vários dubladores para nossa revista "Séries TV e Cinema". Vamos aos poucos retomar essas conversas com pessoas tão queridas cujas vozes estão em nossas TVs e memórias afetivas. Logo, para começar, chamamos o primeiro entrevistado na época da revista, o dublador/locutor MARCIO SEIXAS. Bom divertimento!

PS: Nossa, que emblemático: "Há exatamente 25 anos, em 5 de setembro de 1992, Batman: The Animated Series estreava nos EUA."


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Nossos Micos e Histórias da Bienal - Chá das Cinco #165

Vamos dar uma paradinha no Chá das Cinco por conta da Bienal mas em meados de Setembro a gente volta. Para despedida fizemos um especial relembrando nossos micos e trapalhadas em todos esses anos nesta indústria vital que é a Bienal de Livros! Até breve! 

 com Eddie Van Feu, Renato Rodrigues, Ricky Nobre e Patricia Balan