sábado, 25 de fevereiro de 2017

FRAMBOESA 2017 safou a cara do Snyder


por Renato Rodrigues
A macumba do Zac Snyder é boa e BvS não foi o PIOR FILME DO ANO (segundo os zoeiros do FRAMBOESA DE OURO). O vencedor, ou perdedor, sei lá, foi o documentário "A História Secreta do Partido Democrata". Segue a listinha da premiação pré-Oscar:
Pior Filme: Hillary’s America: The Story of the Democratic Party 
Pior Ator: Dinesh D’Souza, por Hillary’s America: The Story of the Democratic Party 
Pior Atriz: Becky Turner, por Hillary’s America: The Story of the Democratic Party 
Pior Atriz Coadjuvante: Kristen Wiig, por Zoolander 2 
Pior Ator Coadjuvante: Jesse Eisenberg, por Batman vs Superman (Merecido, fala a verdade?) 
Pior Combinação em Tela: Ben Affleck e Henry Cavill em BvS (SOC, TUM, POF) 
Pior prequel, remake, cópia e o cacete à quatro: Batman vs Superman (Boooing) 
Pior Diretor: Dinesh D’Souza e Bruce Schooley, por Hillary’s America: The Story of the Democratic Party 
Pior Roteiro: Batman vs Superman (Tibummm)


Os filmes do Oscar: MANCHESTER À BEIRA MAR (6 indicações)


Por Ricky Nobre 




Histórias de grandes tragédias pessoais costumam ter uma abordagem padrão em Hollywood. Geralmente, servem como base para filmes “inspiradores”, que mostram personagens passando por experiências traumáticas e enfrentando enormes dificuldades para, no final, deixarem uma bela mensagem sobre fé, persistência e superação. Isso absolutamente NÃO descreve Manchester à Beira Mar. 

 

Lee (Casey Affleck, sensacional) é um faz tudo num condomínio que leva uma vida monocórdica, fazendo reparos em apartamentos em troca de um salário mínimo e um quartinho pra dormir. Quando o irmão que sofria de uma doença cardíaca acaba falecendo, Lee descobre que este havia determinado em testamento que ele deveria tornar-se o tutor do sobrinho (Lucas Hedges), sem jamais ter discutido isso com o irmão. Lee passa algumas semanas cuidando do sobrinho na casa deste, mas pretende levá-lo para sua própria casa, numa cidade vizinha, para morar permanentemente com ele, sob os veementes protestos do garoto que não vê motivo para se afastar de sua escola e de todos os seus amigos. 

 

O filme do escritor e diretor Kenneth Lonergan não é feito de momentos arrebatadores, muito pelo contrário. Salvo talvez uma única cena de profundo impacto dramático, Manchester à Beira Mar é feito de frases, gestos e ações simples, mas carregadas de emoção dolorosamente contida. Nisso, o texto contido e discreto, que prefere dizer muito com pouco, depende muito de seu elenco, e Lonergan foi extremamente feliz ao escalá-lo. O filme, de fato, deferia ser dirigido e interpretado por Matt Damon. Mas uma série de atrasos o deixou apenas como produtor, e Lonergan assumiu a direção do roteiro que escreveu e Affleck acabou ficando com a oportunidade de mostrar o gigante de ator que é. Toda a raiva, culpa, tristeza, frustração e medo de Lee são expressos com impressionante atenção aos detalhes, olhares, posturas corporais e com o desconfortável silêncio do personagem. Lucas Hedges também se sai muito bem e Michelle Williams prova porque uma personagem com tão pouco tempo na tela precisava de uma atriz do seu calibre para interpretá-la, mostrando mais uma vez porque é uma das melhores e mais subestimadas atrizes de sua geração.

 

Os flashbacks que contam a vida de Lee antes de se tornar um faz tudo recluso entremeiam a narrativa muitas vezes sem uma separação temporal clara, e é preciso atenção do espectador para separar passado e presente sem se confundir. Mas a principal dica que entrega claramente o que é passado e futuro é o próprio Lee. No passado ele é leve, engraçado, amoroso, vivo. No presente é fechado, vivendo no automático, falando o mínimo possível e arrumando brigas em bares absolutamente sem motivo algum. A trilha musical é composta apenas com peças clássicas, algo que às vezes apresenta problemas. A cena-chave que mostra a grande tragédia da vida de Lee acontece ao som do Adágio em Sol Menor, de Albinoni, peça excessivamente conhecida, o que pode gerar alguma distração.

 

A tragédia que mudou a vida de Lee e que passou a defini-lo é a mesma que inicialmente o faz pensar que a melhor decisão é incluir o sobrinho em sua vida de zumbi, sem objetivo. Mas também pode ser a que o fará tomar sua decisão final, talvez não a certa, mas a melhor que ele pode tomar. Manchester à Beira Mar não é um filme sobre superações exemplares. É sobre pessoas comuns vivendo com dores profundas e tentando fazê-lo da melhor forma possível. Se sua impressão será de um final triste que é feliz ou de um final feliz que é triste, depende apenas de você. 

 

INDICAÇÕES AO OSCAR
Filme
Diretor: Kenneth Lonergan
Ator: Casey Affleck
Ator coadjuvante: Lucas Hedges
Atriz coadjuvante: Michelle Williams
Roteiro original: Kenneth Lonergan

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Chá das Cinco #35 - Sobre o filme "A Chegada"

Mais um bate papo de Eddie e Renato, dessa vez sobre "A Chegada", filme com 8 indicações que mostra os esforços de estabelecer contato com recém chegados alienígenas. 

Lembrando que estaremos ao vivo neste domingo, dia 26, uma hora antes da festa do Oscar aqui na nossa página (www.facebook.com/sitealcateia) comentando nossos favoritos, as curiosidades desse ano e dando brinde!


 

INDICAÇÕES AO OSCAR
Filme
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro adaptado: Eric Heisserer baseado em "Story of Your Life" de Ted Chiang
Fotografia: Bradford Young
Montagem: Joe Walker
Edição de som: Sylvain Bellemare
Mixagem de som: Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye
Design de produção: Patrice Vermette e Paul Hotte

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Os filmes do Oscar: MULHERES DO SÉCULO VINTE (1 indicação)


Por Ricky Nobre


Pode confiar que não tem erro: é batata! Se quiser ver os melhores filmes deste Oscar, basta procurar os que têm apenas uma indicação. O diretor e roteirista Mike Mills construiu Mulheres do Século Vinte levemente baseado em suas experiências de juventude e de sua própria mãe. Em 1979, Dorothea (Annette Bening) é uma mulher de 55 anos, ativa, inteligente, que cria sozinha seu filho Jemie (Lucas Jade Zumann), de 15 anos. Ela luta para entender o rapaz e o mundo em que ele está inserido, muito diferente daquele em que ela foi criada. Julgando-se sem referências para um mundo em tão rápida mudança, com uma juventude que ela não compreende, ela pede a ajuda de Julie (Elle Fanning), amiga do filho e vizinha de 17 anos, e Abbie (Greta Gerwig), fotógrafa de 24 anos que aluga um dos quartos de Dorothea e luta contra um câncer.

 

Tudo neste emocionante e adorável filme funciona à perfeição, a começar pelo roteiro, detentor da única indicação que o filme recebeu e que, se houvesse justiça nesse mundo, levaria a estatueta pra casa. Não é nada fácil escrever um filme sem trama, principalmente por não ser possível usar as fórmulas e truquezinhos dos manuais. Assim como Abbie fotografa objetos que lhe pertencem na tentativa de criar um retrato geral de si mesma, o filme é uma série de retalhos, extremamente bem costurados, da vida dos personagens naquele período em particular. O retrato resultante é não apenas o daquelas pessoas, ou de uma época, mas também, e principalmente, daquelas pessoas descobrindo a vida, vida esta indissociável daquele momento da história. Não é aleatória a escolha do ano em que o filme se passa. O último ano da década de 70 é um símbolo dos últimos momentos de um período efervescente na revolução dos costumes, direitos civis, revolução sexual, feminismo. Em determinado ponto, a narração de Dorothea chama a atenção para o fato de que os personagens, naquele momento, não faziam ideia de que o movimento punk e todo o espírito dos anos 70 estavam de fato dando seus últimos suspiros, pois a Era Reagan estava aguardando logo adiante, iniciando uma década marcada pelo conservadorismo e individualismo.

 

É fascinante como o filme mostra essas mulheres do século 20, principalmente na derrubada de alguns mitos e pressuposições. Dorothea foi sempre uma mulher forte e à frente de seu tempo. Alistou-se e treinou para ser piloto de caça na Segunda Guerra, mas as guerra acabou antes que ela conseguisse terminar o treinamento. Divorciada sem neuras, trabalha, cria o filho e monitora diariamente seus investimentos em ações. Mas tem dificuldades em lidar com os livros feministas que lê, e ofende-se terrivelmente quando Abbie começa a falar de menstruação como um assunto corriqueiro. Abbie é independente, saiu de casa cedo para cursar faculdade, possui profundo conhecimento teórico do feminismo e enfrenta o câncer com bravura. Mas precisa montar um teatrinho para sentir-se confortável no sexo, e a possibilidade de não ter filhos a fragiliza e entristece. Julie ainda é menor de idade, mas tem vida sexual bastante ativa. Sendo filha de psicóloga, gosta de analisar as pessoas e até faz isso muito bem. Mas nunca teve orgasmo com garoto nenhum. Não são clichês de mulheres modernas. São mulheres reais. Tudo isso é obra não apenas no excelente roteiro mas também do elenco impecável, onde Benning pode se juntar à Amy Adams para dar queixa contra roubo de indicação.

 

Mas o filme não é só das mulheres. O jovem Jamie, alter ego de Mike Mills, aprende sobre a vida justamente através destas três mulheres. Ele conhece o movimento punk e a vida noturna com Abbie, tenta lidar com a amizade de infância que se transformou em paixão não correspondida por Julie e tenta ajudar a mãe, pois acredita que ela se dedica tanto à felicidade dele, enquanto ela mesma não é feliz. E há também William (Billy Crudup), outro inquilino de Dorothea, remanescente da cultura hippie, que mesmo fascinado pelas mulheres e com facilidade de levá-las para a cama, não consegue forjar ligações duradouras com elas.

 

Sem a pretensão de fazer um filme feminista, Mills admite que é uma visão masculina das mulheres daquela época ao colocar Jamie como protagonista junto com Dorothea. Como o próprio Mills disse, é uma homenagem às mulheres que o tornaram o homem que ele é. As narrações, a estrutura da montagem, as fotos de época, a música (punk rock acompanhando os personagens jovens e os sucessos dos anos trinta e quarenta com Dorothea), tudo isso funciona como a perfeita encadernação de um belíssimo, emocional e fascinante álbum de memórias. Mulheres do Século 20 é um filme lindo e adorável.

 

INDICAÇÃO AO OSCAR:

Roteiro original: Mike Mills

Chá das Cinco #34 - Sobre o filme "Estrelas Além do Tempo"

Na trilha do Oscar: Eddie e Renato batem um papo sobre a inspiradora história de três das dezenas de calculadoras negras que trabalharam na NASA durante a corrida espacial.



3 INDICAÇÕES AO OSCAR
- Filme
- Atriz coadjuvante: Octavia Spencer
- Roteiro adaptado: Allison Schroeder e Theodore Melfi from baseado no livro de Margot Lee Shetterly

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os filmes do Oscar: FLORENCE: QUEM É ESSA MULHER (2 indicaçôes)


Por Ricky Nobre



Florence: Quem É Essa Mulher prova que existem três coisas com as quais podemos sempre contar: com a estupidez dos distribuidores brasileiros em traduzir títulos, que Stephen Frears sempre trará uma história humana inteligentemente filmada e com o brilhantismo de Meryl Streep. 

 

Baseado em fatos reais (mais um!!), o filme fala da estranha história da “pior cantora do mundo”. Durante a Segunda Guerra, a milionária socialite Florence Foster Jenkins (Meryl Streep, o que dizer...) ajudava a manter a cena da música erudita viva em Nova Iorque, com seu Clube Verdi e espetáculos beneficentes. Profundamente apaixonada por música, promovia espetáculos onde ela interpretava as mais difíceis árias, ainda que fosse absolutamente incapaz de sustentar, ou sequer acertar uma única nota. Tendo a admiração e respeito de artistas que iam de Toscanini a Cole Porter, Florence era, por incrível que pareça, um sucesso, seja para os amigos que sempre lhe prestariam elogios, não importando a tragédia de sua apresentação, seja dos que curtiam tudo como uma grande piada. Seu marido St Clair Bayfield (Hugh Grant, ótimo), controlava a venda de ingressos apenas para conhecidos e membros da imprensa dispostos a publicar críticas “amigáveis”. Chegou a lançar 5 discos 78rpm, que foram as maiores vendas da gravadora Melotone. Sua maior extravagância foi um espetáculo no Carnige Hall para duas mil pessoas.

 

Uma das grandes polêmicas em torno de Florence é o quanto ela tinha consciência real de seu “talento”. O filme de Frears parte do princípio de que ela realmente se considerava uma cantora, e das boas. Com alguns momentos mais dramáticos e sutis, o filme se ancora mesmo no tom cômico, e nisso o elenco garante um excelente espetáculo. Simon Helberg, como o pianista que acompanhou Florence nos últimos anos de sua carreira, está impagável. Mas por melhores que estejam seus companheiros de cena, o filme é mesmo de Streep. Ótima cantora (como já mostrou em outros filmes, especialmente Mama Mia), ela mesma foi responsável por todos os inacreditáveis sons emitidos por Florence, sempre gravados no momento da filmagem, sem uso de playback. 

 

Florence é retratada como uma figura fascinante e indomável, que decidiu que seria cantora não importasse o que dissessem, que viveu com sífilis durante 50 anos, contra os prognósticos de qualquer médico da época. Mas tinha também algo de frágil e trágica, não apenas pela inevitável instabilidade de sua saúde, mas também pela relação meramente platônica que tinha com o próprio marido (também por conta da doença), que mantinha seu próprio apartamento com outra mulher. Mesmo assim, Bayfield era profundamente dedicado a ela, não medindo esforços para manter intacta a frágil bolha que separa Florence da realidade de seu talento artístico. 

 

Ainda que Florence se concentre num período muito curto já bem avançado da vida de protagonista, até mesmo condensando excessivamente alguns fatos, ele é um filme leve e despretensioso que deve muito do seu brilho a seu elenco, guiado com perfeição por Frears. E, além de tudo, confirma a urgência da criação de uma lei que proíba Meryl Streep de concorrer ao Oscar, pra poder dar alguma chance para as outras pobres mortais.

 

INDICAÇÕES AO OSCAR

Atriz: Meryl Streep
Figurino: Consolata Boyle

Chá das Cinco #33 - Sobre o filme "Um limite entre nós"

Continuando nossos especiais pré-Oscar, Patrícia Balan e JM falam sobre o filme "Um Limite entre nós" que tem 4 indicações ao Oscar:

Melhor Filme
Melhor Ator: Denzel Washinton
Melhor Atriz coadjuvante: Viola Davis
e Melhor Roteiro adaptado: August Wilson

"A LEI DA NOITE" É UMA BOA SURPRESA


Por Eddie Van Feu

Nem todo filme que eu tenho visto está conseguindo prender minha atenção. Ou são bobos, ou são rasos, ou são cheios de furos. A Lei da Noite foi uma interessante exceção e uma boa surpresa.

Para começar, deixa eu falar umas coisas. Eu não gosto do Ben Afleck. Não gosto de filme de gangster. Não gosto de filme dos anos 1920. Isso posto, apesar de ter ido ver o filme com boa vontade, não estava na melhor das expectativas.

E eis que começo a me surpreender pela fotografia, linda da primeira à última cena. Em poucos minutos, eu já estava envolvida nos dilemas morais dos personagens, rindo com o texto inteligente e me prendendo na cadeira nas perseguições de carro. Admito que não via uma corrida de carros velhos tão empolgante desde Os Intocáveis.



A história
Filho de um comissário de polícia desgostoso pelas atrocidades que teve que cometer na guerra volta com a convicção de nunca mais seguir ordens. E aí vira um ladrão. Não bastasse ficar contra a lei, continua em seu caminho de autodestruição tendo um caso com a peguete do chefão. É claro que em algum momento um roubo dá errado, o namoro dá errado e tudo dá errado, levando o personagem a um plano de vingança. Porém, no decorrer do plano, ele conhece pessoas, se apaixona de novo e percebe que a vida é mais do que isso.

Efeito Manada?
Fiquei muito surpresa com as críticas negativas que o filme recebeu nos Estados Unidos. Não entendi. Das poucas críticas que ouvi, nenhuma fez sentido. Por exemplo, houve quem reclamou que o filme começa como um filme de gangster, vira filme de vingança e de repente vira romance. Isso me parece uma visão limitada de que um filme precisa se encaixar num único gênero. Se é aventura, não pode ter romance. Se é romance, não pode ter violência. E por aí vai. A outra coisa que vi foi sobre as interpretações, que eu achei boas – e isso vindo de alguém que não é grande admiradora do Ben Afleck, que estava muito bem, diga-se de passagem. Sinceramente, acho muito provável que esteja ocorrendo o efeito manada. Um pequeno grupo fala mal e todo mundo se determina a não gostar do filme para não ficar de fora.

O texto é bem legal, com boas sacadas de humor nos momentos certos. A história é bem amarrada, do início ao fim, não deixando nada sem desfecho. A trilha sonora é bem discreta e talvez pudesse ter mais personalidade. O que mais gostei de A Lei da Noite foi ver a jornada do herói, que é um bandido. Joe Coughlin, personagem de Ben Afleck, tem um amadurecimento muito bacana. Ele cresce, evolui e vai aprendendo a fazer escolhas melhores. Isso faz com que fiquemos ao lado dele, mesmo que ele seja um gangster. O paralelo entre relacionamentos foi bem interessante também. Um chefe de polícia tem um filho escroque. O pai o ama, mas não o protege de suas próprias escolhas. No entanto, faz o possível para ajudá-lo, dentro de suas possibilidades. Esse relacionamento encontra um espelho distorcido no relacionamento do mafioso Maso Pescatori (Remo Girone) e seu filho imbecil. As três mulheres do filme são fundamentais para a evolução do personagem e contribuem muito com a trama.

O filme toca em assuntos como preconceito, fanatismo religioso, a indústria do crime e a violência como um meio burro de se chegar aonde se quer. Ótimo filme e estou quase aprendendo a gostar do Ben Afleck.

A Lei da Noite

Genero: Ação
Titulo original: Live By Night
Ano: 2016
Pais: EUA
Duracao: 2h 09min
Diretor: Ben Affleck
Elenco: Ben Affleck, Zoe Saldana, Elle Fanning, Sienna Miller, Brendan Gleeson, Scott Eastwood, Chris Cooper e Anthony Michael Hall.