quarta-feira, 19 de julho de 2017

Chá das Cinco #133 - Uma Palhinha do Evento "Tecedores de Histórias"

Eddie Van Feu e Carolina Mylius estiveram nesse fim de semana em SP para participar de uma conversa sobre RPG e Literatura. Vamos ver um pedacinho?

Obrigado pelo convite, Dany Fernandez (www.baratoliterario.com.br)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Chá das Cinco #132 - Nossas Lembranças dos "Homens Aranhas"

Cada geração cresceu com uma encarnação do Homem Aranha diferente. Lembraremos dos nossos e você conta aí nos comentários qual foi o seu!

Presentes os nostálgicos Renato Rodrigues, JM, Patricia Balan, Ricky Nobre e Eddie Van Feu

 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Chá das Cinco #130 - Quem aí colecionou álbuns de figurinhas?


Você completou algum álbum de figurinhas na vida?
Conta aí nos comentários qual!

Presentes os figuras: Eddie Van Feu, Patricia Balan, Renato Rodrigues e Ricky Nobre

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Chá das Cinco #129 - Homem Aranha Proibidão (SÓ SPOILER)

Hoje é aquela parte do Vlog onde jogamos tudo no ventilador. Quem morre? Quem vive?
Então só veja se já assistiu ao filme, belê?

Presentes: Patrícia Balan, Renato Rodrigues, Eddie Van Feu , Ricky Nobre e JM

CORREEEEEEE!!! E-BOOKS POR 1,99!!!!!

GENTE! Tem um monte de e-book da Linhas Tortas em promoção por 1,99 lá na Amazon! Não sei bem quais, mas tem ficção, magia e as antigas Wiccas! Mas lembre-se de que são E-BOOKS! Não espere que o correio entregue em casa. Aproveite a pechincha porque os preços serão reajustados! Então corre lá!



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chá das Cinco #128 - Evento de RPG e Literatura em Sampa

Bate papo com a Dany Fernandez ( www.baratoliterario.com.br ) uma das organizadoras do evento “Tecedores de Histórias: O que RPG e Literatura tem em comum?”, em que a Eddie Van Feu e a Carolina Mylius também estarão nesse fim de semana.

terça-feira, 11 de julho de 2017

TECEDORES DE HISTÓRIAS NA PAULISTA

Se você está em São Paulo, aproveite para da uma passadinha na Livraria da Vila nesse sábado onde acontecerá o  TECEDORES DE HISTÓRIAS. O evento que reunirá palestrantes que falarão um pouco sobre o RPG e a literatura.  Presentes na mesa as lobas da Alcateia, Eddie Van Feu e Carolina Mylius. Eddie Van Feu escreve a saga Crônicas de Leemyar que está em seu terceiro volume e divide o universo com Dragões de Titânia, escrito pelo lobo Renato Rodrigues. Ambas as séries foram inspiradas em divertidas e dramáticas aventuras de RPG que ambos participaram. Carolina Mylius é responsável pelas capas de vários livros nacionais e estrangeiros e estará lá para falar da experiência dela ilustrando livros de fantasia. Sorteios e brindes estão na pauta!  O Tecedores de Histórias é uma iniciativa do blog Barato Literário, Covil da Abdução e Luke Produções. Que tal compartilhar e espalhar a notícia?

Tecedores de Histórias
Dia 15 de julho, sábado, das 18 às 20 horas
Livraria da Vila
Alamera Lorena, 1731, São Paulo (perto do Metrô da Consolação)



Chá das Cinco #127 - Perdido na JEDICON

JM infiltrou-se na aliança rebelde e visitou a JEDICON 2017 aqui do Rio, evento temático de Star Wars que rolou no último fim de semana. 
Vamos ver como foi?

AS PANTERAS... quase


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Chá das Cinco #126 - GIRO DA SEMANA

Um seriado do Jetsons, a volta de Annabelle, Lanternas Verdes no cinema, reboot de Nárnia, nova temporada do Demolidor e o falecimento da esposa de Stan Lee no resumão de notícias

com Eddie Van Feu, Ricky Nobre, Patricia Bala, JM e Renato Rodrigues

domingo, 9 de julho de 2017

VLOG Alcateia #110 - O que achamos de "Homem Aranha - De Volta ao Lar" (SEM SPOILER)

O Homem Aranha está definitivamente no universo Marvel nos cinemas e esse sempre foi o sonho de nós, leitores. Valeu a pena toda essa espera?

Confira o bate papo de Patricia Balan, Ricky Nobre, Eddie Van Feu, JM e Renato Rodrigues

 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A era tosca, digo, dos Halley

TEXTO VELHO! TEXTO VELHO! TEXTO VELHO! TEXTO VELHO!



por Nanael Solbain

Em 1985 (mil novecentos e oitenta e cinco, leste direito) o mundo inteiro estava tomado pela febre do cometa Halley, que passaria em 1986 bem próximo da Terra, após ter aterrorizado os incautos terráqueos da belle époque. mas como naquela época, então os grupos de catastrofistaas apocalípticos estavam a disseminar mensagens sobre o fim do mundo, um monte de dogmopatas riam dos ímpios que queimariam no inferno, mas esta é a parte idiota, tratarei só da parte tosca.

O Brasil em particular tinha uma reaçãozinha colateral por conta dessa febre: A Família Halley. Nunca ouviste falar? Pois é, caiu no limbo por um quarto de século, mas voltou a ser possível ter informações a respeito, graças à internet. Vamos lá.

Uma das especialidades das emissoras nos anos oitenta era a dos musicais, especialmente para crianças, especialmente a Globo. A Era dos Halley (aqui e aqui) foi exibida pelo plim-plim em onze de Outubro de 1985, há precisos vinte e seis anos. A família Halley era formada por Urian (Eduardo Conde, in memoriam), Mercur (Gabriel Vannucci), Juna (Carmem Monegal), Lyra (Suzane Carvalho), Big Halley (Castro Gonzaga, in memoriam) e o robô Halleyfante, havia personagens secundários, mas os seis sozinhos dariam conta do recado.

Os Halley eram remanescentes de Hydron, planeta destruído pela devastação ambiental e guerras nucleares há milhões de anos, e usavam o cometa de Halley como veículo para alertar outras civilizações sobre os perigos que corriam... Quem conhece um pouco de astronomia sabe que a órbita do cometa é bem mais restrita do que a ficção faz parecer, mas era só uma brincadeira, lucrativa, mas só uma brincadeira, vamos então brincar também.


A halleymania também era alimentada por histórias em quadrinhos editadas pela Abril, que praticamente não chegaram ao interior do país, entre outras bugigangas. O sucesso no país era estrondoso, finalmente tínhamos heróis nacionais com "classe internacional".

Ainda hoje é possível comprar a trilha sonora.

Só que durou pouco, pouquíssimo. O cometa passou, sim, mas só pôde ser visto do pólo sul, que é virtualmente desabitado. Atrelada à espectativa de se ver o Halley, a halleymania esfriou rapidamente, virou mico e caiu no esquecimento. O calcanhar de aquiles de nossos heróis, como de quase todos os criados no Brasil, é a inconsistência. Eles faziam basicamente o que muitos outros heróis já faziam desde o fim dos anos sessenta, com muito mais competência e carisma, como japonês Specteman (aqui). Só o Halleyfante, com mais apelo ao público infantil, continuou participando por algum tempo do programa Balão Mágico.

Em minha humilde e ranheta opinião, foi mais uma boa idéia mal conduzida pelos criadores, da mesma forma como conseguiram arruinar novelas excelentes sem muito esforço. A porca distribuição de revistas em território nacional, bem como subtração de brindes das mesmas, é de conhecimento geral, mas mesmo para estes padrões a divulgação da mídia material (revistas, figurinhas, botons, et cétera) foi muito ruim, concentrando-se quase que somente no sul-sudeste do país. Uma distribuição teria atenuado os efeitos nefastos da pouca consistência do grupo; Red Sonja ainda vende bem, não vende? Então!

Justo por ser uma boa idéia, que alguns internautas conseguiram trazer de volta à tona, a família Halley certamente teria uma boa chance de sucesso, se entregue às mãos dos japoneses, para ser transformada em animes e mangás, talvez nos moldes de Evangelion (aqui) ou similar. Claro, então o nome "Halley" poderia ser pelo uso do cometa como transporte, para instalação dos alienígenas na Antártida, a partir do quê a trama toda se desenrolaria.

Mas sabem quais as chances de a Globo dar o braço a torcer? As mesmas de eu acordar agora, olhar para os lados e me lembrar que sou Albert II de Mônaco.

Aliás, tosco é apelido!

 

Chá das Cinco #125 - Os vilões que quase viraram mocinhos

Sabe aqueles inimigos que, de tão populares, acabam virando casaca e ajudando os heróis? Vamos listar alguns deles, você lembra de mais aliados traíras assim me filmes, séries ou livros?

Presentes os inimigos: Ricky Nobre, Patricia Balan, Renato Rodrigues e Eddie Van Feu

quinta-feira, 6 de julho de 2017

OS POBRES DIABOS

Por Ricky Nobre


Fazer o público rir é uma das qualidades do filme Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry. Mas é difícil não sair dele com certa tristeza, com um nó na garganta. Isso porque o filme fala de Brasil e, em particular, de arte popular brasileira. A sensação de abandono e frustração parecem inevitáveis. 


Uma trupe de circenses cruza o nordeste brasileiro à procura de lugares para se apresentarem. Sempre "no vermelho", não podem arcar com aluguel de terrenos próximos à cidade, então acabam montando o circo num terreno distante, onde a busca por público é bem mais difícil. Em meio à escassez e o amor à arte, o dono do circo, o palhaço, a cantora mexicana falsa, a menina que está aprendendo o ofício e todos os demais artistas continuam resistindo, cruzando a pequena cidade do sertão chamando público, ensaiando, e dividindo um ovo cozido e uma caneca de leite de cabra. 


Pobres Diabos não é nem muito original nem muito profundo em sua análise e crítica social, mas não parece ser esse seu objetivo. O filme sugere uma inadequação de uma manifestação cultural do calibre de um circo itinerante dentro dos desejos e repertório de entretenimento do povo simples de hoje, como parece sugerir a obsessão por novela da própria Creusa, cantora do circo, que não aguenta mais aquela pobreza. Os poucos espectadores que o circo consegue trazer, porém, parecem gostar bastante do que veem, e o filme parece querer estabelecer que o circo, assim como as tradicionais manifestações culturais populares, não envelheceram, mas tem cada vez mais dificuldade de atrair seu público. 


Ainda assim, o anacronismo do circo tradicional é discutido, seja no leão morto de fome a tempos, com sua presença forjada através de uma gravação de seu rugido, seja através do misterioso membro da trupe que, mascarado, tenta libertar os animais, como os gatos que virarão churrasquinho para ser vendido, ou a galinha que dá o ovo diário que os dois palhaços dividem. Na mesma medida em que a exploração do povo é denunciada e criticada através de um espetáculo que mostra o cangaceiro Lamparina dando um golpe no inferno, encenado por eles, o justiceiro misterioso denuncia a exploração sofrida pelos animais no circo, numa ação que pode selar o destino da trupe. 


O filme foi produzido em 2013, viajou pelos circuitos de festivais, mas só agora ganha seu lançamento comercial. Em meio a piadas sobre as dificuldades que o grupo passa e muitas sobre infidelidade (um tanto onipresentes), e diálogos e situações às vezes mais, às vezes menos inspirados, Pobres Diabos mostra um Brasil que é carente em muitos aspectos, mas que é rico em esperança.


POBRES DIABOS (2017)

Com: Everaldo Pontes, Sílvia Buarque, Chico Díaz, Sâmia Bittencourt, Gero Camilo, Georgina Castro e Everaldo Pontes.

Roteiro e direção: Rosemberg Cariry          

Fotografia: Petrus Cariry

Montagem: Petrus Cariry e Rosemberg Cariry

Música: Herlon Robson

COTAÇÃO: 

Chá das Cinco #124 - DICAS DE SÉRIES

Eddie Van Feu indica a série da Netflix GLOW sobre o início das lutas livres entre mulheres e Renato Rodrigues (quase) indica a série do Flash.

 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Chá das Cinco #123 - Filmes perturbadores que já vimos... ou não!

Sabe aquele filme que era tão perturbador que você jogou a pipoca pro alto e saiu correndo pra debaixo da cama? Confessamos alguns dos nossos, diga ai o seu nos comentários

com Ricky  Nobre, Patricia Balan, Eddie Van Feu e Renato Rodrigues

HOMEM ARANHA: DE VOLTA AO LAR


Por Ricky Nobre


Esse texto pode conter SPOILERS LEVES, nada que já não tenha sido mostrado ou sugerido nos trailers e no marketing da Marvel. Se você conseguiu se desviar de toda a informação já divulgada meses atrás, e gostaria de não saber nada do filme, talvez seja melhor ler apenas após ver o filme. 

Quando a Marvel virou estúdio e passou a produzir seus próprios filmes, ela estava pisando em territórios quase que totalmente inexplorados. Com exceção de Hulk, que teve um seriado de sucesso e um filme fracassado, todos os demais heróis de seus filmes tiveram pouquíssima ou nenhuma presença em telas, seja no cinema ou na TV. O Homem Aranha, porém apresenta um desafio inédito para o estúdio. Tendo não apenas uma, mas duas franquias anteriores, a Marvel tinha agora que encarar não apenas as inevitáveis comparações que leitores fariam entre os quadrinhos e os filmes, mas também a comparação do público em geral com os filmes anteriores, com o agravante de os dois primeiros filmes de Sam Raimi com o personagem serem praticamente uma unanimidade da crítica e do público em sua qualidade. 

 

Não é necessário mencionar o quão desnecessária foi a franquia recente. Basta dizer que os resultados foram tão desastrosos que acabaram acarretando em algo que parecia completamente impossível até o momento: um gigante da indústria do entretenimento devolveu um personagem extremamente rentável a seus donos originais, sob algumas condições contratuais de parceria. Após ter sido apresentado de forma extremamente bem sucedida em Guerra Civil, o cabeça de teia chega finalmente em seu primeiro filme solo no MCU (Marvel Cinematic Universe). Volta Ao Lar não poderia ter sido um título mais apropriado.

 

A trama é de uma simplicidade impressionante. Após os eventos em Guerra Civil, Peter Parker passa a operar como Homem Aranha sob a supervisão de Tony Stark, uma vez que Peter usa agora a roupa desenvolvida por ele. Peter tem certeza de que já tem tudo para ser um Vingador, e se sente frustrado por não atuar em “missões” maiores e ficar cuidando apenas de pequenos ladrões de rua. Quando ele descobre que alguém está construindo e vendendo armas poderosíssimas feitas a partir da sucata alienígena da batalha de Nova Iorque (a do clímax de Vingadores), Peter pode acabar tomando decisões precipitadas que podem custar caro. Tudo isso enquanto tenta não perder as provas, e chamar a garota que gosta pro baile. 

 

O que ficou claro em Guerra Civil e é desenvolvido e reforçado em Volta ao Lar é o fato de que Peter Parker é, de fato, um garoto de 15 anos. Toda o entusiasmo, as dúvidas, os medos, as trapalhadas da vida adolescente estão lá. Peter está constantemente deslumbrado não só com as próprias habilidades mas com a possibilidade de ser um Vingador, algo que ele persegue com insistência diária, para desespero de Happy Hogan e sua muito limitada paciência. E, como todo adolescente, ele tem pressa, e é justamente isso que o faz meter os pés pelas mãos e perder a confiança de Tony Stark. É aí que começa a verdadeira jornada do herói para Parker. Ele precisa encontrar o herói puro em si mesmo, e é incrivelmente ousada a decisão de apresentar o clímax do filme com o Aranha em sua roupa artesanal. Naquela fantasia tosca, larga e feia é onde o Homem Aranha verdadeiramente nasce e se define. Em uma situação desesperadora, ela grita e chora como um menino de 15 anos. Mas é ali que ele descobre que, para seguir adiante, precisar tirar o herói, o HOMEM Aranha de dentro de si.

 

Muitas críticas foram feitas ao personagem do Abutre e algumas delas são válidas. Mas os vilões não têm sido o forte dos filmes de heróis recentemente. Nesse contexto, o Abutre de Keaton está bem melhor que a média. Sem entrar em detalhes e revelar spoilers que estragariam a graça (afinal, ALGUMA coisa o marketing da Marvel tinha que deixar como surpresa), o personagem consegue ser humano em sua vilania, e com um discurso bastante plausível, principalmente quando coloca que o que ele faz e a forma com que Stark construiu sua fortuna não são nada diferentes, mas que esse é um privilégio dos ricos, mas que é criminalizado no cidadão comum. 

 

O humor do filme se iguala e, talvez, até supere o de Guardiões da Galáxia. Volta ao Lar é um filme simplesmente hilário e, assim como em Guardiões, era a coisa certa a fazer. Quem acompanhou o herói, seja nas animações seja nos quadrinhos, sabe que ele não para de soltar piadas o tempo inteiro, algo que foi completamente ausente na franquia de Raimi e só apareceu na franquia de Webb (um dos poucos acertos...). Mas, diferente do Aranha de Andrew Garfield, que era zoeiro como Aranha e gago e atrapalhado como Parker, o cabeça de teia do jovem e excelente Tom Holland é um personagem coeso e transparente. O mesmo humor, entusiasmo e alegria que ele demonstra como o Aranha, ele tem como Peter. Ele ama ser super-herói e só usa máscara e esconde a identidade por causa da tia. May, aliás, não tem uma participação muito ativa no filme, mas não deixa de ser engraçada a forma como o roteiro resolve brincar com o novo visual da tia que, tradicionalmente, parecia uma bisavó. 

 

Numa versão que finalmente resgata Peter Parker exatamente como ele era nos quadrinhos da década de 60, temos vários outros personagens clássicos que tiveram suas aparências e etnias modificadas, como Flash Thompson (escrito de forma inexpressiva) e Ned Leeds, o grande “parceirão” de Peter no filme, além de Betty Brant e Liz Allen, a paixão de Parker nessa primeira aventura. Michele, personagem que deu o que falar quando Zendaya foi escalada para interpretá-la, pode ser a Michele Gonzales adaptada (como foi Betty) ou outra coisa... Mas, num primeiro momento, parece estar ali apenas para preencher espaço, sem qualquer função.

 

Talvez o filme se beneficiasse de algum drama, que é praticamente ausente. Ao decidir (corretamente) de que o Tio Ben já morreu o suficiente no cinema, a Marvel parece ter decidido que o Aranha seria um herói completamente leve. De fato, só temos noção de existência e morte do Tio Ben por uma sugestão muito leve de Peter, ao citar “tudo pelo que ela (May) já passou”. Mesmo assim, Peter não parece carregar nenhum cicatriz de perda ou culpa pela tragédia, o que nos faz pensar se ela realmente aconteceu como na história original ou se a Marvel decidiu que apenas não era hora de falar disso. Aliás, a Marvel parece ter total controle do filme, o que dá para perceber pela escolha de um diretor competente mas de carreira totalmente inexpressiva e pelas seis mãos pelas quais o roteiro passou, o que sugere constantes revisões. 

 

Dessa forma, pelo maravilhoso visual original dos anos 60, pelo humor sensacional, pela juventude leve e revigorante de Peter, pela ação excelente e pela alegria com que o espectador sai do cinema, Volta ao Lar era o filme do Homem Aranha que os grandes fãs do personagem esperavam. Mesmo com muitas adaptações, é o mais perto que o cinema já chegou dos clássicos quadrinhos dos anos 60, 70 e 80. Talvez se possa esperar que, da mesma forma que os Guardiões da Galáxia no segundo filme, o drama chegue na hora e na dose certa. Por enquanto divirtam-se, e não deixem de ver a última cena pós créditos, talvez a mais importante até agora em toda a franquia do MCU. E para os preocupados com um possível onipresença de Tony Stark no filme, relaxem. Ele aparece pouco e nas horas certas, apenas o suficiente para pensar “que f*d@ o Homem de Ferro no filme do Homem Aranha! Sonhei com isso a vida toda!”. Pois é, crianças. O sonho se tornou realidade. 

 

HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR (Spider-Man: Homecoming, 2017)

Com: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya, Jacob Batalon, Laura Harrier, Tony Revolori, Bokeem Woodbine e Jennifer Connelly.

Direção: Jon Watts

Argumento: Jonathan Goldstein & John Francis Daley

Roteiro: Jonathan Goldstein & John Francis Daley, Jon Watts & Christopher Ford e Chris McKenna & Erik Sommers

Fotografia: Salvatore Totino

Montagem: Debbie Berman e Dan Lebental

Música: Michael Giacchino

COTAÇÃO: 
 

terça-feira, 4 de julho de 2017

Chá das Cinco #122 - Trailer dos Inumanos

Falamos hoje do trailer dos Inumanos, a vindoura série da Marvel na TV filmada em IMAX.

com Eddie Van Feu, Renato Rodrigues, Patricia Balan e Ricky Nobre

 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Chá das Cinco #121 - GIRO DA SEMANA

Finalmente um final para SENSE 8 , o fiasco do filme CHIPs e uma notícia do Robert Downey Jr no resumão das semana de hoje.

com Renato Rodrigues, Eddie Van Feu, Ricky Nobre e Patricia Balan


sábado, 1 de julho de 2017

Saiu teaser dos novos Trapalhões no Canal VIVA. Bora dar uma olhadinha?

por Renato Rodrigues
Eu estou entoando os mantras da boa vontade. GOSTO dos Trapalhões etorço para que seja uma boa homenagem.

Infelizmente existe um ódio velado na Internet a tudo que diz respeito a Renato Aragão. Principalmente quem nasceu ontem e não pegou a trupe no auge...

Não sei se terei saco de ver todos os novos episódios mas, em nome da franquia que tanto me deu alegria, BOA SORTE, PSIT!


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Chá das Cinco#120 - DICAS DE SÉRIES

Renato Rodrigues fala da quinta temporada do seriado Arrow (aquela do Arqueiro Verde da DC Comics) que hoje só ele e o JM assistem e Eddie Van Feu indica o documentário The Keepers que mostra o assassinato nunca resolvido de uma freira no fim dos anos 60 em Baltimore, EUA

MAIS UM RECORD PARA A MULHER MARAVILHA

por Renato Rodrigues
A gente sabe que bilheteria não quer dizer qualidade (Estão aí os "Crepúsculos" e "50 tons" pra provar) mas essa notícia é sensacional: O site Box Office Guru divulgou que o filme da Mulher Maravilha já arrecadou US$ 330,5 milhões nos EUA ultrapassando (Nos EUA, heim) os US$ 330,3 de Batman vs Superman e os US$ 325 milhões de Esquadrão Suicida. Com isso, o filme se torna a maior bilheteria da DC no país, superando também O Homem de Aço, com seus minguados US$ 291 milhões.

CARA, isso me deixa muito feliz! MM é disparado o melhor filme deste universo compartilhado da DC! Espero que a Liga da Justiça, mesmo com uma pegada diferente, seja mais um sucesso!

Essa distinta concorrência pode forçar a Marvel a sair um pouco de sua zona de conforto e também melhorar alguns de seus pequenos problemas de repetição de fórmulas.

MULHER MARAVILHA, NÓS GOSTAMOS DE VOCÊ
Parapapapapapá!!!


quinta-feira, 29 de junho de 2017

UMA FAMÍLIA DE DOIS


Por Ricky Nobre


Não é apenas Hollywood que gosta de ganhar um dinheirinho refilmando sucessos internacionais, adequando-os melhor ao seu público. Uma Família de Dois de Hugo Gélin é um remake francês do recente sucesso mexicano Não Aceitamos Devoluções, escrito, dirigido e estrelado pelo comediante Eugenio Derbez. Enquanto o original leva o protagonista de Acapulco a Los Angeles, a nova versão vai da Marseille a Londres. 


 

O sorridente, festeiro e boa praça Samuel (Omar Sy) vive a vida que pediu a Deus como empregado de um resort, cercado de belíssimas turistas e toda a estrutura para promover festas de arromba, para a constante dor de cabeça de sua chefe. Num belo dia, uma mulher, Kristin (Clémence Poésy), o procura com uma menina de três meses nos braços, dizendo que é filha dele... e simplesmente desaparece. Ele vai até Londres desesperado, na certeza de que a encontraria para devolver a criança, mas, além de não conseguir, perde todo seu dinheiro, passaporte e, de quebra, seu emprego na França. Com um bebê nos braços, num país estrangeiro do qual ele não fala a língua, ele acaba aceitando um emprego de dublê, tentando ser pai do jeito que pode, inventando para a menina uma mãe que é agente secreta e viaja pelo mundo. 

 

Algumas cenas de Uma Família de Dois são transcrições exatas do original. Contudo, além das mais óbvias adaptações resultantes da diferença entre os países, existe uma principal diferença entre as versões que é a que dá a real personalidade do filme: Samuel. Enquanto o personagem original (e o próprio filme em si, na realidade) foi criado por Eugenio Derbez para ser um veículo seu como comediante, apesar das ambições dramáticas, o Samuel de Omar Sy é composto de forma bem menos caricata, apesar de, sendo uma comédia, a caricatura estar presente de forma mais ou menos marcante em diversos personagens. É curioso como a inclusão de um personagem gay é uma das melhores mudanças do filme em relação ao original, principalmente a inserção bem mais pessoal dele na vida do amigo e sua filha. Porém, infelizmente, é o personagem que acaba caindo mais fortemente na caricatura, com uma hiperssexualização que soa como piada velha. 

 

No fundo, Samuel é uma crianção, que nunca cresceu, e seu apartamento parece um parque de diversões, onde fica sempre dúbio se ele o fez assim apenas para a filha ou para si mesmo. O tema da recusa em crescer substitui o tema do medo no filme original, que neste é apenas ligado de forma tangencial ao tema da aversão à maturidade. Ele parece criar a filha num mundo de fantasia próprio e, se por uma lado ele justifica com a ideia de que "toda criança tem o direto de sonhar", ele também parece a estar protegendo de uma realidade mais dura, num ligeiro eco de A Vida é Bela

 

A direção é mais refinada, deixando de lado o humor mais rude e por vezes racista e machista do original (apesar dos problemas já citados do personagem gay). Com sua inesgotável simpatia e alegria de viver, o Samuel de Omar Sy convence muito mais como o cara cuca fresca e cercado de lindas turistas do que o Valentin de Eugenio Derbez.  Por outro lado, o original desafiava o público a, progressivamente, simpatizar com um personagem grosseiro e antipático, enquanto a versão francesa pegou um atalho no enorme carisma e sorriso de Samuel. 

 

É justamente nesse maior refinamento da direção que está o segredo de um filme bem mais sensível, substituindo a emocionalidade mais breguinha do original por momentos de emoção mais sutis e tocantes, principalmente no inesperado desfecho. Porém, o maior desafio do remake era quanto a escalação da personagem da menina, que no original era a sensacional Loreto Peralta, mas que encontrou na estreante Gloria Colston uma versão à altura. Se o filme tem algum problema mais sério, este é a personagem Kristin, uma vez que tudo o que é relativo a ela parece saído da cartola e nenhuma de suas motivações é explicada ou explorada, nem o abandono, nem seu retorno e nem todas as suas ações posteriores, além de um vago “porque eu quis”. Mesmo não sendo a personagem principal, Kristin deveria ser melhor estruturada, pois parece mais um furacão que acontece na vida de Samuel e Gloria do que uma pessoa de verdade. 

 

O título brasileiro reflete o título internacional em inglês oficial do filme, que a maioria dos países seguiu. Porém, o título original francês é Demain Tout Commence, literalmente, Amanhã Tudo Começa, que é justamente a última frase do filme, momento em que ao menos metade das pessoas na plateia estará procurando lenços de papel nos bolsos que elas não sabiam que iriam precisar. Fica a dica. 

 

UMA FAMÍLIA DE DOIS (Demain tout commence, 2016)
Com: Omar Sy, Clémence Poésy, Antoine Bertrand, Ashley Walters e Gloria Colston.
Direção: Hugo Gélin
Roteiro: Hugo Gélin, Mathieu Oullion e Jean-André Yerles, baseado no roteiro original de Eugenio Derbez, Guillermo Ríos e Leticia López Margalli
Fotografia: Nicolas Massart
Montagem: Valentin Feron e Grégoire Sivan
Música: Rob Simonsen