segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A SONY ESTÁ VACILANDO? - Espiões, selva e mundo do crime



Por Gabriel Maia
Já comentei como a briga da Sony com a Marvel pelo direito de usar o Homem-Aranha tem sido ruim não só para as empresas, mas para os fãs também, pois acabamos ficando sem ter o melhor do que poderíamos ter do personagem e seu universo.
O universo que envolve o Homem-Aranha é realmente muito vasto, e pode ser melhor explorado pela Sony enquanto a Marvel trabalharia o Homem-Aranha sob os olhos da Sony.
Já mencionei como a Sony poderia explorar os personagens para o público feminino, assim como para o público que curte cyberpunk.
Agora, que tal uma ação insana?
Aqui, mais três personagens que poderiam nos dar filmes nas áreas da espionagem, selva e submundo do crime.

Camaleão
O Camaleão, Dmitri Smerdyakov, foi o primeiro supervilão a aparecer nas revistas do Homem-Aranha. O Camaleão é o meio-irmão mais novo de Sergei Kravinoff, Kraven, o Caçador, com quem morou na Rússia antes de ambos se mudarem para o EUA.
Ele é descrito como um mestre do disfarce que, além de atuar bem como outra pessoa, ele consegue imitar a voz, deixando mais realista seu disfarce. Mais do que um simples mestre dos disfarces, o Camaleão encarna a pessoa que ele imita.
Dmitri Smerdyakov foi ensinado a se odiar desde a sua chegada na família Kravinoff. Seu pai odiava a visão de seu rosto e sua mãe o considerava uma humilhação. O único membro de sua família que pouco o tolerava era o legítimo filho Sergei, que o rejeitava e maltratava, mas lhe dava migalhas de atenção e, para Dmitri, isso era muito. A fim de impressionar Sergei, ele tentava ser seu melhor amigo fazendo todas as suas vontades e suportando todas as humilhações. Dmitri estava tão profundamente marcado que ele reprimiu sua própria identidade e passou a acreditar que ele tinha sido amigo de Sergei. No entanto, sua própria família nunca o aceitou.
Sua capacidade de imitar acabou por chamar a atenção dos países comunistas, que o treinaram como espião. O Camaleão contou com suas habilidades e uma mistura de trajes e maquiagem para se infiltrar em qualquer lugar. Munido de material para disfarces rápidos ele podia se passar por qualquer pessoa.
Este é um personagem que pode dar filmes excelentes no nível de filmes como "Missão impossível".


Kraven; o caçador
Antes de se tornar o Caçador, Sergei Kravinoff era membro de uma família abastada na antiga Rússia czarista. Durante a revolução bolchevique, que modificou aquele país e criou a União Soviética, a família Kravinoff acabou tendo que se refugiar na América. Kraven decidiu usar sua fortuna para fazer fama como o maior caçador da história. Não existia animal que Kraven não pudesse caçar e capturar usando as próprias mãos, mesmo sendo um mestre na captura com recursos. Quanto maior o desafio, maior a glória. O Caçador estava sempre preparado para um desafio, por isso, ele aceitou o desafio de caçar a maior presa de todas: o Homem-Aranha.
Infelizmente, Kraven nunca foi capaz de derrotar o Homem-Aranha em definitivo, algo que se tornou uma mancha em sua honra, e nada era mais importante para o Caçador do que sua honra.
Enquanto outros vilões desejavam poder, riqueza ou dominação mundial, a ambição de Kraven era apenas em torno de sua honra. Vencer o Homem-Aranha se tornou sua obsessão pessoal e, por ela, acabou consumido.
Kraven daria um excelente filme ambientado na África com o crescimento deste homem que desafiava os limites do corpo humano e das suas próprias capacidades. Ele é um personagem diferente dos demais e, por isso mesmo, precisa ser bem trabalhado. 


Rei do Crime
Wilson Fisk já teve algumas versões como no filme e na série do “Demolidor”. Porém, o personagem tem muito a contar.
Wilson foi apresentado nas HQs do Homem-Aranha como um líder criminoso obeso, mas o que se achava ser gordura na verdade era puro músculo, o que fazia com que o homem pudesse competir com super seres usando as mãos.
Mais do que isso, Wilson é um personagem denso. Ele se firmou como um líder criminoso e isso, por si só, já daria uma boa história, mas ele também é um homem apaixonado. Sim, Fisk se apaixonou por Wanessa, uma mulher que não compactuava com a vida criminosa dele, mas infelizmente o amava.
Wilson Fisk começou sua vida como uma pobre criança, sendo ridicularizado por seus colegas por estar acima do peso. Após sofrer muitas intimidações, ele começou a treinar combate. Usando sua nova força, ele obrigou seus antigos agressores a se juntar à sua gangue e começou a trilhar um caminho que o levaria a ser um dos criminosos mais bem sucedidos em Nova York. No inicio ele possuía apenas um pequeno grupo, mas eventualmente ele foi encontrado pelo senhor do crime Don Rigoletto. Logo Fisk se tornou guarda-costas e mão direita de Rigoletto, e após o assassinar, assumiu o controle de sua gangue, tornando-se um dos criminosos mais poderosos da cidade.
Ao contrário do que se pensa, o Rei do Crime não sofre de obesidade, visto que seu corpo é enorme e volumoso, na verdade, simplesmente possui musculatura anormalmente grande, principalmente na região do tronco, o que o faz parecer gordo e conferindo-lhe aparência semelhante a um lutador de sumô. Ainda a respeito de artes marciais, Fisk é especialista em combate corpo-a-corpo armado e desarmado, particularmente Sumô, Hapkido, Esgrima e até Luta-livre.
Em matéria de intelecto, o vilão é extremamente inteligente e perspicaz, apreciador de cultura clássica e mestre de articulações políticas e sociais, tendo formação acadêmica em ciências políticas, ele controla e gerencia como ninguém negócios de diversos tipos, tanto lícitos quanto criminais. Sendo também um verdadeiro organizador, tático e estrategista social e até psicológico, ele chega a manipular pessoas (incluindo super-heróis inimigos) para derrotar outros criminosos que representem uma ameaça ao seu império vilânico.
O rei do crime protagonizou grandes histórias de muita emoção e sagas muito interessantes tanto no universo do Homem-Aranha, quanto do Demolidor e do Justiceiro. O Rei é o tipo de vilão que atua tão bem que pode, inclusive, representar ameaça ao mundo inteiro ou apenas para uma cidade.
Ele pode matar um homem esmagando seu crânio com as mãos enquanto ouve música clássica durante um jantar requintado.
Fisk, sem dúvidas, é um personagem digno de atenção por parte da Sony.

Aqui teríamos mais três filmes que, com certeza, roubariam a atenção dos fãs e criariam um público próprio.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

VOCÊ ESTÁ LENDO MAIS OU MENOS QUE ANTES?

Por Eddie Van Feu

Gente, não tem jeito! A ressaca da Bienal sempre me pega! Mas o legal é que essa Bienal me trouxe muita inspiração! Não só inspiração para escrever (acredita que eu tive ideias para Leemyar #4 enquanto autografava um Leemyar #3?), mas inspiração para ler! Eu tenho tido muitas dificuldades em ler nos últimos anos. Sempre foi um dos meus passatempos favoritos e eu me pergunto por que não estou mais lendo. E aí percebo que estou sobrecarregada de trabalho e não sei quando parar. E que não viajo mais tanto quando antes, nem pego condução, já que trabalho em casa. Eram ocasiões em que eu lia muito. Mas eu também lia em casa. Então, o que houve? 



Houve distrações! Celular com whatsapp, facebook, youtube, e a Netflix e Amazon Prime com o mal do século: AS SÉRIES! Foi conversando com o Renato que percebi que coisas estavam comendo meu tempo, como os langoleers do Stephen King (só os fortes entenderão).

Essa Bienal me deu um CLIQUE. Eu vi que muita gente estava com o mesmo problema que eu. Gente que comprou vários livros e não leu nenhum. Ou leu um de dez. Ou meio. Alguns estavam perdidos no vórtice dos TCCs, faculdades intermináveis, mestrados, etc. Mas a maioria não sabia explicar porque não estava lendo tanto quanto antes.



Eu retomei o hábito da leitura. Parei de procurar coisas pra fazer quando tinha uma folga, porque SEMPRE vai ter alguma coisa pra fazer numa casa. Agora eu simplesmente paro e leio. E estou adorando! No momento, estou lendo dois livros e já estou nos capítulos finais: Deus na Neve, de Niel Martins, e Equilíbrio: A Vida Não Faz Acordos, de Flávia Mariano (no kindle). Ou seja, estou terminando dois livros de autores nacionais! E estou gostando dos dois! Termino essa semana e postarei resenha escrita em em vídeo. Também vou mostrar os livros que comprei nessa Bienal.

Outra coisa que percebi que atrapalha minha leitura é a desorganização. Muitas vezes, não sei onde coloquei o livro, ou ele some depois do dia da faxina. Lembro que faltavam quatro páginas para terminar O Caçador de Pipas (que eu odiei) e o livro sumiu na mudança. Acabei vendo o filme e só fui terminar o livro anos depois, quando o maldito apareceu. A minha bagunça atrapalha! Isso também será resolvido!

Ler é bom demais! Também amo séries, mas agora divido meu tempo livre entre eles. E, quando estiver mais equilibrada, dividirei entre outras coisas que amo fazer, como desenhar e pintar.

E você? Está conseguindo manter o hábito da leitura? Ou também está tendo o seu tempo devorado pelos langolleers? Responda nos comentários! Quero saber se só eu estou sendo afligida por esse mal!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O TEASER SECRETO DO ARANHA


por Renato Rodrigues
Com todas essas lembranças dos 18 anos do atentado às Torres Gêmeas me veio à memória o trailer engavetado do Homem Aranha com Tobey Maguire.

Em 2001 a SONY se preparava para levar o herói para as telonas em grande estilo e fez um teaser maneríssimo com uma sequência de ação onde assaltantes de banco fogem de helicóptero e acabam presos nas teias entre as torres, um dos símbolos de NY, lar do cabeça de teia.

Com o atentado o trailer foi pra gaveta e a sequência, que faria parte do filme, foi cortada em respeito ao muitos mortos e feridos.


A BIENAL DA TRETA


 por Eddie Van Feu


Para quem gosta de ler, a Bienal é tipo um Carnaval cheio de letras, cores, histórias e gente feliz. É uma oportunidade de conhecer outras linhas, ideias, traços e abrir a cabeça. A Bienal do Rio de 2019 contou com três pavilhões e uma mudança na entrada. A organização para os profissionais do livro me pareceu melhor e foi possível entrar sem problemas para quem já tinha se inscrito no site antes. Agora, para chegar até a Bienal, aí eram outros quinhentos.


O entorno da Bienal era um nó de trânsito e era preciso muita paciência. O trabalho de organizar e melhorar o trânsito da área era da Prefeitura, mas o prefeito Crivella estava muito ocupado caçando livros da Marvel para impedir que crianças vissem um beijo entre dois rapazes e se transformassem imediatamente em homossexuais. Essa foi a maior treta da Bienal que eu me lembro (e olha que já fui a muitas). A justificativa de que um beijo entre dois homens era “pornografia” (!!!) foi muito mal recebida pelos frequentadores da Bienal, pelos editores, pelos autores e por todas as pessoas com mais de dois neurônios. O caso foi parar na Justiça, e o prefeito perdeu logo de cara, por isso é censura. Mas aí um procurador apoiou e o prefeito mandou seus fiscais para a Bienal. Houve tentativa de entrada de homens armados da prefeitura, mas foram levados para uma sala e depois de uma longa conversa, não entraram, o que pode ter evitado uma tragédia de proporções bíblicas.

O STF, ainda no domingo, derrubou de novo a maluquice da prefeitura. No sábado de noite foi possível ouvir uma onda de gritos de apoio enquanto a organização lia a Constituição, esse livro que aparentemente o prefeito não leu.

Mas e fora isso? Fora isso a Bienal foi uma diversão! No clima do blog, o estande do Submarino que tinha os livros da Editora Darkside, também trouxe a temida Anabelle em sua caixa protegida. Calma, era só uma réplica. Acho.



A Faro Editorial também trouxe um pouco de suspense e terror para a Bienal, com livros como O Escravo de Capela, de Marcos DeBrito, que faz uma releitura mais sombria e assustadora de nossas lendas. O Vozes do Joelma também estava no estande da Faro, sendo uma coletânea de autores de terror (Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos, Victor Bonini e Tiago Toy) que nos contam algumas histórias assustadoras de uma das tragédias mais marcantes que o Brasil já teve, o incêndio do Edifício Joelma, que deixou 200 mortos, 300 feridos e uma população marcada por um local que parece amaldiçoado desde os tempos dos índios. 



O último final de semana da Bienal foi cheio. Muito cheio. MUITO CHEIO MESMO! Em alguns pontos, não dava pra andar. Em outros, parecia uma procissão. Lá fora, não havia mais lugar no estacionamento e era difícil chegar, sair, circular, voltar... Lá dentro, as filas dos banheiros femininos eram enormes, as filas para qualquer coisa com comida eram impraticáveis e isso talvez tenha afetado o humor de muitos compradores. Felizmente, eu que estava lá com o Renato Rodrigues, Ricky Nobre e o estreante Gabriel Maia autografando nossos livros no estande da Loyola, não encontramos ninguém mal humorado. O público que nos prestigiou foi ótimo e agradecemos aos velhos e novos leitores! Que possamos manter nossa amizade nos universos que nos unem!


Teve também o lançamento do primeiro livro de Niel Martins, radialista, que conta uma história inspirada em uma viagem que fez ao fim do mundo. Deus na Neve mostra as mudanças na vida de um jovem quando começa a ouvir Deus. Não, ele não foi ler a Bíblia. Ele realmente passa a ouvir Deus em uma experiência sobrenatural, o que só alimenta seus questionamentos. Estou lendo e posto resenha aqui assim que terminar!


Ah, sim! A Editora Linhas Tortas também estava lançando! O autor Gabriel Maia veio lá de Brasília para lançar seu primeiro livro com as aventuras do detetive Aliguieri em Conto Sombrios, que chamou muito a atenção do público curioso da Bienal. Renato Rodrigues e eu estávamos lançando Sol Negro e A Balada do Gladiador, mas estávamos com quase todos os nossos livros lá no estande da Loyola. 


E agradecemos de coração a todos que puderam passar lá e prestigiar nossa produção. É por vocês que nossos corações batem, nossas mentem viajam a outros mundos e nossos dedos digitam o mais rápido possível! A Bienal é como um energético poderoso, o espinafre do Popeye pra gente. 



Boas leituras e a gente se vê na próxima Bienal!!!






segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A SONY ESTÁ VACILANDO? – Universos Cyberpunk




Por Gabriel Maia
Enquanto a Sony briga com a Disney pelo Homem-Aranha, e decidem o que fazer com o personagem, a empresa perde tempo valioso que poderia ser usado em outros projetos.
Já falei a respeito dos filmes com protagonismo feminino e agora é a vez do gênero cyberpunk.
Já viu aqueles filmes com pegada futurista de alta tecnologia e, geralmente, baixa qualidade de vida? Pois é, graças ao aranhaverso aqui temos alguns exemplos de filmes do Homem-Aranha que poderiam ter este estilo.
  
Homem-Aranha do universo 31411
O doutor Aaron Aikman, um cientista que trabalhava para o Ikegami Medical Center, se especializou em encontrar aplicações medicinais para venenos de insetos. Durante seus trabalhos, usou a si como cobaia em um experimento que unia seu DNA ao de uma aranha e, assim, desenvolveu poderes aracnídeos.
Diante dessa nova realidade em sua vida, ele criou um equipamento mecanizado que potencializava seus poderes e ainda contava com: uma armadura-aranha e um ferrão de pulso neural ligado a um cabo retrátil em seu cinto. Este é um Homem-Aranha com recursos tecnológicos, praticamente, ilimitados.


Homem-Aranha 2211 (Terra-9500)
O dr. Max Borne não possui nenhum poder de aranha, mas fez uma armadura com alta tecnologia com braços extras para combater o crime. Este Homem-Aranha faz parte de uma organização que tenta prevenir disrupções na linha do tempo. Ele seria ideal para fazer um link entre os universos do Homem-Aranha.

Homem-Aranha 2099
Miguel O’Hara era um dos cientistas envolvidos em um projeto de super soldado no ano de 2099. Ele teve o destino drasticamente alterado após o trágico experimento que visava ampliar a força de um condenado usado como cobaia, mas acabou levando o condenado à morte. Decidido a abandonar a companhia, Miguel foi contaminado pelo dono da empresa, Tyler Stone, com um alucinógeno chamado Êxtase. Uma vez ingerida, a substância tornava a pessoa tão dependente quanto o oxigênio. E, assim, Miguel precisaria continuar trabalhando para Stone e manter seu vício.
O’Hara parecia não ter escolha a não ser se submeter ao jogo da empresa Alchemax. Como ele havia usado seu próprio código genético em algumas experiências, decidiu fazer uso do material para reestruturar sua estrutura molecular e assim livrar-se da dependência do Êxtase.
Infelizmente sua tentativa de cura foi sabotada por um colega que pretendia mata-lo e se livrar da “concorrência” que Miguel representava. O homem misturou a programação de O’Hara com os códigos do Projeto Aranha. O que poderia ser um fracasso na sua cura, tornou-se algo além. Miguel saiu da câmara de reestruturação completamente mudado.
Ele possuía super força e agilidade, assim como a habilidade de escalar paredes, além de disparar teias orgânicas e garras nas pontas dos dedos.


Punk Aranha
Hobart Brown é o super-herói anarquista conhecido como Homem-Aranha, o principal opositor do regime totalitarista do Presidente Osborn, que estava aliado de Venom. O Homem-Aranha conquistou o apoio das classes mais baixas da sociedade e formou seu Exército-Aranha, que marchou em protesto contra Osborn. Com uma banda de punk rock e muita ousadia, seu mundo enfrenta autoritarismo e vilania.



Enfim, estas são só algumas das imensas possibilidades que a Sony poderia explorar indo além do Homem-Aranha que conhecemos e amamos.
Tem um universo infinito.
Pode acreditar.