quarta-feira, 15 de maio de 2019

Hanna Barbera para maiores

Por Nanael Soubaim
Mas é claro que eu editei! Isto é um blog de família!
Não é de hoje que os fãs dos personagens da Hanna Barbera esperam pelo retorno da grife ao mundo da animação e, quiçá, seu glorioso ingresso ao crescente e altamente lucrativo universo das versões live action. Sim, tivemos Scooby-Doo, mas sinceramente não foi o que nós, mais velhos, conhecemos quando o desenho era repetido ad infinitum na televisão.

    Nem vou falar daquele vexame que fizeram com o Manda-Chuva que foi um personagem rico, mas incompreendido pelos americanos na época porque se tratava de um malandro tipicamente brasileiro, o que eles ainda hoje simplesmente não comprendem.

    Que dirá dos Jetsons? Era moderno demais para a época, dizem alguns especialistas, mas eu acredito mesmo é que as pessoas não estavam tão interessadas em ver então uma série futurista baseada no cotidiano de um cidadão comum; ainda mais que os problemas tipicamente mundanos estavam presentes e escrachados no desenho.




Eu poderia passar anos escrevendo e não abrangeria decentemente todos os personagens HB, seria um livro só para listar os nomes de todos eles.

Acontece que mesmo com a simplicidade extrema da maioria das animações, a Hanna Barbera conseguia o feito de dar carisma e personalidade a TODAS elas, mesmo quando não pareciam ser mais do que versões diferentes de um mesmo tema; o que geralmente era, mas aí vai o talento de uma equipe que pega um Fusca e transforma em Variant, Brasília, TL, TC, Karmann Ghia, Kombi, Puma, Miura, MP Lafer, bugues infinitos e kits a perder de vista. Todos têm a mesma base e origem, mas cada um tem seu próprio comportamento e prazer de dirigir para tipos diferentes de motorista.

Era esse o mote da HB. Fazia o pasteurizado ter personalidade, como se uma montadora tivesse divisões ou concessões homologadas para customização para versões de nicho. Alô, General Motors, esse puxão de orelha não é uma indirecta, é para vocês mesmo!


Voltando ao tópico de entretenimento, é justo essa versatilidade que fazia personagens que eram praticamente copiados e colados terem personalidades próprias, e fazia a legião de fãs angariada relevar uma base secreta do alto de um edifício no centro de uma metrópole de onde saía um jato e NENHUM VIZINHO SEQUER PERCEBIA O ESTRONDO. É um absurdo? Sim, é um tremendo absurdo, mas fazia parte da diversão; era para rir mesmo, quem quisesse chorar assistia ao jornal logo a seguir.

Ao contrário do que se pensava até os malfadados anos 1990, essa legião de fãs não só não desapareceu como cresceu. Gente que nunca tinha visto as reprises no festival Hanna Barbera, nas tardes ao longo da semana, simplesmente ama a grife. Gente que sequer tinha nascido quando a internet começou a trazer toda essa nação de personagens de volta à tona, constitui uma verdadeira torcida organizada.



Basta um ilustrador talentoso divulgar um pôster alusivo e a rede se enche de esperançosos pelo não só retorno à programação televisiva, ou por streaming, como por filmes block busters que realmente valham o ingresso e a memória de William e Joseph. Perceberam o que quero dizer? Em uma época em que as franquias de heróis veteranos se expande mais rápido do que o universo, há um público cativo ávido por gastar seu suadi dinheirinho em ingressos e bugigangas com a marca Hanna Barbera. É um pomar de bilhões só esperando pela colheita.

Ok, já apresentei o paraíso, agora mostrarei o purgatório. Assim como a Marvel com o quarteto fantástico, as melhores intenções para com a HB esbarram em um imbróglio incompreensível de licenças e patentes em que NINGUÉM se senta para discutir a divisão de dividendos, que seriam imensos, decorrentes do sucesso da exploração adequada desses personagens. Fica todo mundo emburrado de cara para a parede e mostrando a língua para quem tenta argumentar. É como se um monte de confeiteiros tivesse cada um, um ingrediente para um bolo viciante, mas nenhum se dispusesse a entregar o seu para fazer esse bolo.

Só que ao contrário do que acontece com o quarteto, zombado com memes (“As coisas estão estranhas”, “esticaram demais o filme”, “roteiro invisível”, “a franquia se queimou”) os fãs da HB dedicam sua fúria aos executivos engomadinhos que não saem de suas salas climatizadas; síndrome da Chrysler, talvez: excelentes carros e péssimas decisões.



    Enquanto isso, os fãs continuam a se nutrir de versões independentes na internet, onde artistas e roteiristas (que são artistas das letras) esbanjam seus talentos em quadrinhos e pôsteres de fazer inveja a qualquer estúdio gigantesco de Hollywood. Eu me surpreendi há uns dez anos, quando digitei os nomes de alguns personagens e vi uma miríade, do mais tosco ao mais refinado, de desenhos independentes relacionados. Mesmo com a estilização que a maioria impunha, cada personagem era perfeitamente reconhecível, desde as versões mais fofas e inocentes até as mais adultas… e picantes… e indecentes... e outras coisas que nem se o que são… é aqui que a porca torce o rabo, meus amigos.

    Digite “Captain Caveman” e aparecerão milhares de resultados, alguns impróprios para menores. Acrescente “hot” e, em vez de restringir, os resultados serão maiores e mais diversificados. Coloque “hentai” ou “porn” e vais se surpreender tanto com a quantidade quanto com a ousadia. Isso vale para todos os personagens, aliás, podem até procurar genericamente por “Hanna Barbera” que esses resultados dignos da Sexta Sexy aparecem, ainda mais acrescentando as extensões. Pinterest e Deviant Art estão repletos deles. Nem adianta colocar filtros, porque aparecem assim mesmo e, dou a mão à palmatória, a arte geralmente é invejável. Os produtores dessas versões se esmeram em realçar a beleza facial das garotas como nenhum estúdio oficial foi capaz até hoje. Quem não está procurando por onanismo simplesmente fica hipnotizado pelos rostos que eles pintam.




   Torcendo mais o rabo da porca, conclui o que já suspeitava há tempos, a indústria da pornografia é a que mais preserva e divulga a memória do entretenimento, e também a que mais lucra com isso. Alguns vão dizer que estou de sacanagem, mas asseguro meus amigos, aquilo que os filtros tentam barrar sem sucesso é justo o que me levou a conhecer versões renovadas e não eróticas dos clássicos da Hanna Barbera. Hoje não me rendo mais ao rubor, é digitando “Josie and the Pussycats hentai” que as versões em arte mais finas e bem-acabadas, e apresentáveis à família, são encontradas com mais facilidade e profusão. Eu não estou brincando, precisaria praticamente viver disso para poder vasculhar todas as opções de censura livre! Imaginem as com tabela etária…

Enquanto os estúdios de quadrinhos e filmes se digladiam, cada um escondendo seu ovo e sua farinha, a enxuta e ágil indústria do erotismo vende pequenos e bem-feitos bolos em larga escala. Os bocós não querem ganhar fortunas de uma só vez com nababescos bolos de noiva? Eles ganham fortunas com pequenos cupcakes de fino acabamento vendidos aos milhares, não se envergonhando em desenhar mulheres com traços graciosos e encantadores. Enquanto muitas vezes os estúdios apelam ao “custo/benefício” e depois se perguntam o que teria dado errado, os independentes ouvem seus seguidores e fazem o melhor que eles querem comprar, e fazem em grandes quantidades; e vendem tudo.







   Eles não perdem tempo com disputas internas e reuniões intermináveis, eles focam nos interesses comuns e depois acertam o resto, o importante é atender à demanda e pagar os custos da produção, os dividendos e a distribuição da renda resultante são meras conseqüências dessa agilidade e racionalidade: o fã quer, o fã tem. Ah, claro! Eles LÊEM os quadrinhos e VÊEM os desenhos clássicos, discutem em iguais condições com os nerds mais avançados, enquanto o executivo engomadinho com NBA em coaching pensa que Ben Grimm é um dos irmãos Grimm!

Sem trocadilhos infames, os estúdios deveriam voltar às suas origens, reaprender a atender ao público vendo seus rostos e se inserirem até o fundo daquela caverna de criatividade e frescor que há décadas eles não conhecem, mas os artistas independentes, livres leves e soltos exploram com fervor.

Até lá… Well… Até lá vamos continuar digitando “Penelope Pitstop hot” para suprir superficialmente a demanda que os engravatados não conseguem, inclusive com os crossovers mais bacanas que se possam imaginar… mas o mimimi corporativo proíbe.


P.S: Sim, voltei depois da longa hibernação para onde estou voltando. Até a próxima bronca.

X-MEN DAY - VÍDEO COMEMORATIVO.

Por Carlos "Summers" Tavares


A Fox Film revelou um material exclusivo celebrando o X-Men Day, que foi comemorado nesta segunda-feira dia 13. Um novo trailer de “X-Men: Fênix Negra” foi divulgado, e mostra uma pequena retrospectiva desde do primeiro filme da saga, em 2000.


“A 20th Century Fox comemora neste dia 13 de maio o ‘X-Men Day’ – dia escolhido para a celebração global da saga X-Men, com apoio da sua base de fãs e com a participação de todos os personagens da saga”.



segunda-feira, 13 de maio de 2019

Doris Day (1922-2019)

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, texto

por Renato Rodrigues
Até o fim dos anos 80 a Sessão da Tarde passava filmes das Mil e Uma Noites, aventuras de capa e espada, dramas e divertidas comédias dos anos 50 e 60. E, entre uma comédia e outra, lá estava ela: DORIS DAY, sempre elegante e às voltas com algum galã numa série de mal-entendidos até que ficavam juntos no final. Era uma época mais simples e ingênua e, por isso, tão saudosas.

Por vontade própria a atriz estava afastada da vida artística. Pena que seus filmes também, ficando reclusos a algumas madrugadas na TV ou a algum canal cult de clássicos.

Tudo tem seu tempo, mas Doris Day é eterna... e também ardida como pimenta.
Vá em paz

quarta-feira, 1 de maio de 2019

25 anos sem AYRTON SENNA: relembrando o gibi do Senninha


por Renato Rodrigues
Em 1994 a Editora Abril lançou a revista do Senninha. No mesmo ano, quando a revista #4 chegara às bancas, o inesperado aconteceu: Ayrton Senna faleceu após sofrer um acidente no GP de San Marino, justamente num 1 de maio. O Brasil parou e a produção do gibi também. O que fazer com o projeto recém-lançado? Nunca houve algo semelhante na história das HQs brasileiras. A Abril ficou a espera de uma decisão da família sobre o que fazer. E foi o pai de Ayrton quem deu o OK para a continuidade do projeto como uma forma de homenagear o filho.

Na edição 5, que já estava semi-pronta, a Abril colocou um encarte, com uma ilustração trazendo os personagens tristes pela perda de seu ídolo.



E na edição 6, explicaram ao leitor como a perda era encarada pelos personagens, especialmente o Senninha, seu grande admirador. Talvez a única hq de toda a série que não contou nenhuma aventura do herói, nem uma piada, nada.
Uma bela homenagem dos autores Rogério Martins e Ridaut Dias Jr.


Hoje, completamos 25 anos sem o campeão Ayrton Senna. As manhãs de domingo perderam a força assim como as bancas de jornal que quase não trazem mais quadrinhos para a garotada.

Para quem viveu essa época, fica um aperto no coração e a saudade de tempos mais audaciosos onde éramos todos campeões.



Dedicado ao amigo Wagner Pratti,
maior fã que conheci do corredor

sexta-feira, 26 de abril de 2019

(LIVE) VINGADORES ULTIMATO - Bate-papo sobre o filme - Vlog Alcateia #134

SPOILER ALERT
Chegou a hora de dar adeus a um ciclo de 11 anos da Marvel! VINGADORES - ULTIMATO encerra a Saga do Infinito. E agora?
Se você já viu no cinema OU se não liga para SPOILERS vem com a gente: Conversamos hoje sobre os erros e acertos de roteiro desta divertida epopeia e vamos tentar imaginar os próximos passos destes heróis na TV e nos futuros filmes!

JÁ JÀ

O QUE ACHEI DE VINGADORES: ULTIMATO (CUIDADO SPOILERS)


Por Carlos Tavares

O que dizer de uma obra de arte? 

Teve seus deslizes, e seus "furos" mas se tratando de viajar no tempo isso é normal. Kevin Feige estava certo em dizer que tínhamos que levar nossos lenços. A emoção já te atinge desde o começo do filme até o final arrasador. 


Um filme que fez mais que encerrar a Saga do Infinito, um filme que foi uma celebração a tudo que a Marvel fez no cinema até agora. Um prêmio para nós que tivemos o privilégio de acompanhar todo o planejamento, todo o respeito ao material usado e todo o respeito à nós, fãs desse Estúdio que revolucionou a indústria do cinema. Uma história amarradinha, viajando entre vários filmes, o trabalho primoroso no rejuvenescimento de alguns atores, as cenas fan services que não foram poucas. Um fechamento primoroso de uma Saga de 22 filmes. Sim, acabou. 


Acabou essa Saga, para muitos personagens, assim como se inicia a história de outros. Deixamos pra trás o Playboy, o Escoteiro, o vingador mais forte, o senhor do trovão, o gavião e a viúva. A Viúva.....

Mas as histórias não acabaram. Ficaremos com o Mago, com o Rei, com a Carol, com o amigão da vizinhança, entre outros. Muitos outros aliás pois não podemos nos esquecer dos Mutantes e do Quarteto.

Parabéns a Marvel pelo excelente material apresentado, e parabéns para nós que tivemos o privilégio de estar lá, ao lado de nossos heróis, se emocionando, vibrando, gritando e aplaudindo. 

O que dizer de um filme que durante a exibição me remeteu a filmes como o Retorno do Rei e Star Trek VI? Na verdade não há o que ser dito e sim sentido. E eu estou muito feliz com o que eu senti.


Marvel Studios, eu te amo, três mil vezes....



terça-feira, 23 de abril de 2019

ALEX KURTZMAN FALA SOBRE STAR TREK.

Por Carlos Tavares


Star Trek: Discovery chegou ao final da segunda temporada. Agora Alex Kurtzman fala um pouco sobre o que tudo isso significa, já que agora se abre um território completamente inexplorado à frente. 

Kurtzman fala sobre a 3ª temporada do Discovery 

Falando com o The Hollywood Reporter, o co-criador de Star Trek: Discovery e co-showrunner Alex Kurtzman removeu qualquer dúvida sobre onde à série está indo: 

“Estamos saltando 950 anos no futuro para a terceira temporada.” 

Kurtzman falou sobre como a decisão de saltar a série para o século 33 os liberta: 

“Nós amamos brinca com o cânone. É um prazer e um privilégio. É divertido explorar cantos e recantos do universo que as pessoas ainda não exploraram completamente. Dito isto, sentimos que queríamos nos dar uma energia inteiramente nova para a terceira temporada com um novo conjunto de problemas. Estamos mais longe do que qualquer série de Jornada nas Estrelas já foi. Eu também tive experiência trabalhando nos filmes onde estávamos presos a problemas canônicos. Sabíamos como Kirk havia morrido e nos perguntamos como poderíamos colocá-lo em perigo para que parecesse real. Isso é o que nos levou a seguir um cronograma alternativo; de repente, poderíamos contar a história de uma maneira totalmente imprevisível. Esse é o mesmo processo de pensamento que nos fez saltar 950 anos no futuro. Agora estamos completamente livres de cânone e temos todo um novo universo para explorar.” 

Quando perguntado se personagens das outras séries podem aparecer, Kurtzman notou novamente que o salto no tempo coloca a série muito além do que já esteve: 

“Haverá referências canônicas para tudo o que aconteceu nas várias séries; nós não estamos apagando isso. Mas estamos tão longe desse ponto que tudo isso é uma memória muito distante. Estamos muito animados em colocar os elementos de Star Trek em um universo totalmente novo.” 

Não foram fornecidos detalhes sobre o que a tripulação da Discovery terá que enfrentar no século 33, mas ele indicou que não vai ser nada fácil: 

“Tudo o que posso dizer é que o Controle está oficialmente neutralizado, mas haverá problemas muito maiores quando chegarem ao outro lado do buraco de minhoca.” 


Kurtzman também falou sobre o universo em expansão de Star Trek que ele supervisiona, incluindo o burburinho em torno de uma série da USS Enterprise do Capitão Pike, deixando claro que eles estão cientes do interesse: 

“Os fãs foram ouvidos. Tudo é possível no universo de Jornada. Eu adorei trazer de volta essa tripulação mais do que tudo. Foi um enorme risco para nós. Uma das coisas mais gratificantes foi ver quão profundamente os fãs abraçaram Pike, Spock, Number One e a Enterprise. A idéia de contar mais histórias com eles seria uma delícia para todos nós.” 


A próxima série a ser lançado será a série Picard estrelada por Sir Patrick Stewart. No início desta semana, a CBS anunciou que mais três atores se juntaram ao elenco. Falando ao THR, Kurtzman deu uma pequena atualização sobre o status do show: 

“[A série Picard] vai ser incrível. Nós começaremos a filmar em breve. Será realmente diferente de Discovery em tom, ritmo e história. Estou muito animado com a forma como o nosso elenco se juntou. Hanelle Culpepper, nossa diretora, é incrível. Estamos muito animados porque é muito diferente. No entanto, acho que pessoas que gostaram de The Next Generation reconhecerão que isso é feito por pessoas que a amam igualmente. Será realmente interessante ver como as pessoas respondem.” 

O produtor executivo também discutiu brevemente a série da Seção 31 planejada para entrar em produção após a terceira temporada de Discovery: 

“Se você é fã de Deep Space Nine, provavelmente passou os últimos dois anos dizendo: "O que diabos eles estão fazendo com a Seção 31? Isso não é nada como a Seção 31 que conhecemos.” Isso está absolutamente correto. Em Deep Space Nine, eles não tinham insígnias ou naves. Eles são uma organização clandestina. O que você vê em Discovery e na nossa próxima série com Michelle Yeoh é como a Seção 31 se tornou essa organização e porque estava tão underground no momento em que o Deep Space Nine apareceu.” 


A showrunner de Alex Kurtzman (e co-autora do final da temporada) Michelle Paradise discutiu “Such Sweet Sorrow” com Entertainment Tonight, explicando o raciocínio por trás da solução de como sincronizar a série com o cânone: 

“Resumindo essa história e deixando claro que, devido ao perigo que o Controle apresentou, devido ao motor de esporos, devido a essa tecnologia de viajar no tempo ... Por essas razões e para impedir que qualquer entidade perigosa tentasse acessar essas coisas novamente, devemos cortar no botão. A mentira sobre isso é uma proteção para a Frota Estelar. Essa é a razão pela qual eles fazem isso e é também para ter certeza de que se a Seção 31 tiver algum design em fazer a próxima versão do Controle, que não podem deixar que novamente saia do controle - sem trocadilhos - e criar um problema similar no futuro. Foi sobre responder à história da segunda temporada, eliminando a ameaça do Controle para que nós, como espectadores, entendêssemos que o Controle foi eliminado. O objetivo desta temporada foi cuidar desse problema e nós cuidamos desse problema com sucesso. E, ao mesmo tempo, isso também nos coloca em sintonia com o cânone. “ 

Também foram fornecidos alguns antecedentes sobre sua abordagem para encerrar o arco de Spock e Burnham: 

“Nós tivemos muito trabalho em desenvolver o relacionamento de Burnham e Spock ao longo desta temporada. Sabíamos desde o começo que queríamos iniciá-los em um lugar onde eles fossem fraturados e que a jornada da temporada seria trazê-los de volta e curar as feridas entre eles. É claro que ele tem que ir para a Enterprise em algum momento, então você traz o relacionamento deles para uma conclusão satisfatória onde as mágoas do passado foram curadas e onde elas puderam ajudar, apoiar e influenciar umas às outras. Conversamos muito sobre o que Spock poderia dar a Burnham e o que Burnham poderia dar a Spock. Ao longo da temporada, vemos isso acontecer em vários episódios diferentes, levando a esse ponto culminante onde eles compartilham um com o outro as maneiras em que eles são melhores e as maneiras pelas quais eles precisam um do outro. Que eles estão bem sabendo que ela deve continuar nesta missão e ele deve retornar para a Enterprise. Estávamos tentando encontrar a melhor maneira possível de honrar o relacionamento entre irmãos e finalizá-los de maneira positiva.” 

Paradise também confirmou que quando Michael estava aconselhando Spock a procurar seu “oposto”, os escritores estavam aludindo a um personagem específico que Spock encontrará no futuro: 

“Absolutamente. Este será definitivamente James Kirk.” 

Vamos aguardar para ver o que essa terceira temporada nos reserva. As filmagens começam em julho.




quarta-feira, 17 de abril de 2019

A MALDIÇÃO DA CHORONA - MAIS PARA ANABELLE QUE INVOCAÇÃO DO MAL

Por Eddie Van Feu

Com produção de James Wan, a gente já se anima. Com visual bonito, fotografia belíssima e sequências interessantes, como a cena de Sam com o guarda-chuva e o vento misterioso, La Chorona entrega o que se espera de um filme de terror: alguns bons sustos e uma entidade assustadora. Mas deixa outros pontos a desejar. 


La Chorona se apoia no mito da Mulher de Branco, presente em todas as culturas, e que faz qualquer pessoa normal sentir calafrios. Presente até hoje no imaginário mexicano, a Chorona (ou a Mulher que Chora, ou a Mulher de Branco ou ainda a Bela da Meia-Noite) é o fantasma de uma bela mulher que matou os próprios filhos para se vingar do marido, ou, em algumas versões, do homem que amava mas que não quis casar com ela. Ao se dar conta do que fez, ela se arrepende e termina com a própria vida. 

O filme traz uma agradável surpresa ao localizar a história no mesmo universo da série A Invocação do Mal, e considero um ponto positivo fugir um pouco da já conhecida solução do exorcismo cristão. Um ex-padre é um xamã que socorre a família amaldiçoada pela entidade. 


O filme podia ser muito melhor se tivessem tido um pouco mais de atenção com o roteiro. Repetindo os erros de Anabelle, as personagens não se comportavam como pessoas normais, mas como reles instrumentos para o roteirista fazer o que queria sem ter muito trabalho. Crianças viam coisas estranhas, mas não falavam nada, nem uma com a outra. Sem motivo aparente, omitiam informações preciosas, mesmo quando a própria mãe podia ser presa. A mãe, por sua vez, era muito distraída para não notar que os filhos estavam esquisitos. A Chorona foi camarada o bastante para deixar uma marca física em cada um deles, o que era uma prova do que tinham visto, mas ainda assim ninguém falava nada. E, enquanto todo mundo está berrando na porta dos fundos brigando com uma fantasma enfurecida, nenhuma criança normal faria a única coisa que deixaria a criatura entrar. 

A melhor coisa do filme foi o curandeiro, que conseguiu dar um toque de humor e saídas criativas para situações apavorantes. Mesmo a Chorona não ficou muito bem construída. Patrícia (Patrícia Velasques, a Ananksunamun de A Múmia), foi outra personagem que só existia para fazer o que o imbecil do roteirista lhe dizia e por isso suas ações não faziam o menor sentido. 



Se você ignorar essa inconsistência dos personagens e um excesso de poder do fantasma, pode se divertir com bons sustos, um visual bonito e uma trilha sonora bacana. O colega jornalista do Poltrona Vip que estava ao meu lado notou um Easter Egg que teria passado batido por mim. Quando a mãe chega em casa, as crianças estão assistindo o desenho de Scooby Doo. A atriz interpretou Welma na versão cinematográfica do desenho. 









KEVIN FEIGE DIZ: "TRAGAM SEUS LENÇOS!"


Por Carlos Tavares

Mesmo antes do primeiro teaser de Vingadores: Ultimato sair, já sabíamos que o grande final da história mais ambiciosa já contada seria um evento de proporções épicas. Com tantos heróis desaparecendo, junto com metade da população, haveria muita dor para se lidar. 

Mas ao longo do tempo, através de entrevistas e entrevistas, descobrimos que Ultimato não é apenas uma missão de resgate, é uma Ode para os seis Vingadores originais. Há uma chance de 99% de que eles estejam pendurando seus ternos e escudos, e o mundo será deixado nas mãos capazes da próxima geração de heróis, que em breve serão trazidos de volta da poeira. 

O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, tem alguns conselhos importantes para o público. Tragam lenços! 

Durante uma interação com a mídia em Seul, onde a equipe dos Vingadores está em sua turnê de imprensa, Feige compartilhou este conselho para os fãs. 

"Tragam lenços. E tragam seu entusiasmo e seu amor para esses personagens e elenco porque os atores têm trabalhado tão duro e por tanto tempo. Nós filmamos este filme por quase dois anos junto com Guerra Infinita. E eu espero que você aproveite o filme ". 

Nem precisa falar duas vezes. Pegando o lenço do vovô em 3, 2, 1.



terça-feira, 16 de abril de 2019

Vimos o filme "A Chorona" - Chá das Cinco #295

As choronas Eddie Van Feu e Patrícia Balan foram conferir "A Maldição da Chorona", filme de terror que conta a história de uma assistente social que começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona.

sábado, 13 de abril de 2019

HBO LIBEROU GERAL (Só nesse fim de semana)

por Renato Rodrigues
DOMINGO (Dia 14/04) além do meu aniversário é a estréia da ÚLTIMA temporada de Game of Thrones. Pra você que é pobre que nem eu aqui vai uma boa notícia: as operadoras de TV confirmaram nas redes sociais que abrirão o sinal da HBO para não-assinantes.

O acesso será liberado entre os dias 12 a 14 de abril nas operadoras Net, Oi TV, Claro, Vivo TV e Sky. QUEM VIVER, VERÁ!

Resultado de imagem para Game of thrones funny

quinta-feira, 11 de abril de 2019

LUCIFER RETORNA EM MAIO.

Por Carlos Tavares


O senhor do submundo foi salvo por seus fãs e agora ele está retornando em uma quarta temporada que está programada para retornar agora, pela Netflix

A FOX cancelou uma das séries mais queridas da televisão sobre o diabo pecaminoso, 'Lúcifer', e os fãs imediatamente assumiram a responsabilidade iniciando uma campanha #savelucifer que foi finalmente notada pela Netflix. A gigante do streaming logo pegou a série, e hoje finalmente deu aos fãs o que eles esperaram por mais tempo - uma data de lançamento confirmada e uma promissora provocação. 


A série irá começar onde a terceira temporada acabou, e desta vez terá 10 episódios de duração. 'Lucifer' é baseado no personagem da DC Comics criado por Neil Gaiman, Sam Kieth e Mike Dringenberg, retirado da série de quadrinhos 'The Sandman', que mais tarde se tornou protagonista de uma série de histórias em quadrinhos, ambos publicados pela DC. Publicadas pelo Selo Vertigo. A série tem girado em torno de Lucifer Morningstar, o diabo, que entediado do inferno e toda a sua monotonia, vem para Los Angeles disfarçado como o proprietário de uma boate. Em seu tempo livre, o diabo ajuda a polícia de Los Angeles a solucionar crimes com sua força sobre-humana, invulnerabilidade e sua capacidade de fazer com que as pessoas lhe digam seus os desejos mais ocultos. 

Maio de 2018 foi um período difícil para os seguidores de 'Lucifer', quando o showrunner Joe Henderson e Ellis foram as mídias socais para pedir desculpas aos fãs pelo cancelamento da série pela FOX. No entanto, os fãs não estavam prontos para desistir, e depois de uma incansável campanha #savelucifer, a Netflix confirmou em 15 de junho, que será a nova casa de Lúcifer. Tom Ellis, que agradeceu aos fãs por seu apoio, revelou: "O derramamento de amor pelo programa espelhou como eu me senti sobre isso. A resposta me estimulou a pelo menos dizer: 'Ok, bem, eu vou e participarei dessas conversas '. " Agora, a massa mais uma vez venceu, e o senhor do submundo está do lado deles! 

Adeus Fox, porque a Netflix é o novo lar do Diabo. 'Lúcifer' vai estrear com a quarta temporada na Netflix em 8 de maio.





VENCEDORA DO PRÊMIO HUGO FAZ SUA ESTRÉIA NAS HQ.

Por Carlos Tavares


Depois de ganhar três prêmios Hugo consecutivos para cada livro em sua trilogia Broken Earth (o primeiro autor a conseguir tal façanha), N.K. Jemisin publicou recentemente uma nova coletânea de contos How Long 'to Black Future Month. Agora ela está pronta para tentar algo novo: escrever quadrinhos. 


Nesta quarta-feira, a DC Comics anunciou que está revivendo seu selo Young Animal. Encabeçado pelo co-criador da Umbrella Academy e ex-vocalista do My Chemical Romance, Gerard Way, Young Animal apresentou quadrinhos excêntricos de super-heróis que estavam um pouco fora do molde da DC. Young Animal foi fechado por um tempo, mas agora está voltando em grande estilo. Até agora, na formação do novo e melhorado Young Animal encontramos Way e Shaun Simon co-escrevendo uma nova história da Patrulha do Destino ao lado de artistas aclamados (incluindo James Harvey, Doc Shaner, Nick Pitarra, Becky Cloonan e Nick Derington), Simon e Mikey Way apresentando uma nova série chamada Collapser (com o artista Ilias Kyriazis), e Jemisin escrevendo uma nova revista do Lanterna Verde chamada Far Sector, ao lado do artista Jamal Campbell (Naomi). 

Muitos personagens usaram o anel do Lanterna Verde em toda a história da DC, de Hal Jordan a Jessica Cruz. Far Sector introduz um novo: Sojourner “Jo” Mullein. Ao contrário dos muitos Lanternas Verdes humanos que dividiram entre si os deveres de proteção da Terra no passado, Jo é uma singular Lanterna Verde destinada a um setor que inclui a Cidade Duradoura, descrita como “uma enorme metrópole Dyson-Swarm de 20 bilhões de pessoas”. A razão pela qual Jo é a única policial espacial encarregada de proteger uma população tão massiva é que a Cidade Duradoura nunca passou por um assassinato e quase nenhum crime violento - até agora. Jo logo descobrirá uma revolução na cidade, auxiliada e incentivada por alguns de seus cidadãos mais poderosos. 

Far Sector está previsto para o final de 2019. 



“No dia mais claro, na noite mais densa...”



domingo, 7 de abril de 2019

OS IRMÃO RUSSO QUEREM FAZER AS "GUERRAS SECRETAS".


Por Carlos Tavares

A MTVNews estava participando do CinemaCon e foi capaz de falar com os irmãos Russo, que estavam lá para promover o filme dos Vingadores: Endgame. 

Perguntando à dupla de direção o que os persuadiria a retornar ao Universo Cinematográfico da Marvel, Joe Russo reafirmou seu desejo de enfrentar outro grande evento de super-heróis com as Guerras Secretas

MTV: Nós conversamos e você já conversou com outras pessoas sobre o seu amor por Wolverine, Quarteto Fantástico, Guerras Secretas. Desses três, qual é aquele que vai te trazer de volta em alguns anos para o MCU? 

JOE RUSSO: “Eu continuo dizendo Guerras Secretas, porque essa foi uma das primeiras HQs pelas quais eu realmente me apaixonei quando criança,foi Guerra Secreta. Essa noção de contar histórias de eventos, e eu acho que é parte da razão pela qual gravitamos tão fortemente para esses filmes de eventos e esses filmes de grupo. A noção de que, pode conter tantos personagens diferentes e tantos pontos de vista diferentes, e estimulá-los em torno de um ponto de história. É realmente atraente para nós. 


E quando perguntado sobre fazer um filme da DC Comics, Joe respondeu:

“Nossas mentes estão tão ocupadas no momento, que acho que não estamos cogitando nada (após Vingadores: Ultimato), mas, você sabe. Nunca diga nunca.”

Uma vez que os X-Men e o Quarteto Fantástico estão instalados no Universo Cinematográfico da Marvel, há uma boa chance de que as Guerras Secretas possam ser a próxima grande novidade no MCU, como a fusão Disney-Fox concluída no mês passado com os direitos da Fox Marvel voltando para a Marvel Estúdios. Foi recentemente confirmado na CinemaCon que a Disney produzirá mais filmes de Deadpool (presumivelmente com Ryan Reynolds sob a máscara) e de fato reiniciará a franquia principal dos X-Men, já que também foi oficialmente revelado durante a semana que Fênix Negra será o “capítulo final” da versão Fox da franquia. 

Não está claro quando algo como Guerras Secretas realmente aconteceria, considerando que eles precisariam se desenvolver nos próximos anos, como a Marvel fez com a Guerra Civil e a Guerra Infinita/Endgame. 




sexta-feira, 5 de abril de 2019

SHAZAM! e os rumos da DC no cinema - VLOG ALCATEIA #133

O filme SHAZAM! (Anteriormente conhecido como Capitão Marvel) está nos cinemas com uma trama jovial e um climão Sessão da Tarde (no bom sentido). Vamos falar um pouco sobre o filme e seus erros e acertos de ROTEIRO.

Hoje com Renato Rodrigues, Eddie Van Feu, Ricky Nobre, Patricia Balan e JM



quinta-feira, 4 de abril de 2019

SHAZAM! Um filme sobre e para a família.


Por Ricky Nobre



A DC continua sua lenta tentativa em solidificar seu universo cinematográfico após o fracasso da “fase Snyder”. É curioso que foi uma fase muito rentável financeiramente (até em Esquadrão Suicida, seu pior filme). Mas bastou a recepção fria de Liga da Justiça e o estrondoso sucesso de Mulher Maravilha para a Warner virar suas velas completamente para outra direção e com muito mais cautela. Aquaman foi o único filme do DCEU em 2018. Agora estreia SHAZAM!, o único de 2019, uma vez que o outro lançamento deste ano, Coringa, é uma história avulsa, não inserida no universo dos demais filmes. 

 

Em SHAZAM!, a DC atinge o ápice de um caminho iniciado por Mulher Maravilha, que negava o tom ranzinza e pseudo sombrio dos filmes anteriores, seguido pelo fracassado remendo em Liga da Justiça e, recentemente, no excelente Aquaman. Alguns fãs mais irritados acusam a “marvelização” da DC, com filmes mais leves e bem humorados (e, segundo eles, mais tolos). Esses fãs não devem fazer juízo diferente de SHAZAM! A Warner, junto ao diretor David F. Sandberg, decidiu por uma comédia familiar, indo, na verdade, mais além do que qualquer filme da Marvel tenha ido neste aspecto. SHAZAM! é declarada e despudoradamente um filme para crianças.

 

Uma história de origem razoavelmente fiel à versão da fase Novos 52, SHAZAM! mostra o órfão Billy Batson recebendo os poderes mágicos do mago Shazam após uma longa procura por um candidato com o coração puro. O problema é que... esse candidato não é o Billy. Tanto tempo levou a busca que um antigo candidato rejeitado na infância, Dr. Silvana, consegue invadir o reino de Shazam e incorporar os demônios dos sete pecados capitais. O mago não tem outra escolha a não ser pegar quem estava a mão. Assim, Billy e seu irmão de adoção Freddy se esbaldam testando os poderes de herói e fazendo muita besteira como crianças que são. Mas, em algum momento, o perigo real chegará, e Billy pode não estar preparado.

 

Um dos trunfos de SHAZAM! é seu elenco, começando pela perfeição de Zachary Levi como o herói que, em momento algum, tem um nome definitivo (as incontáveis e péssimas sugestões de nomes são uma piada com o fato de não poderem usar o nome original do personagem que é, pra quem não sabe, Capitão Marvel). Levi tem uma verdadeira inocência no olhar até quando faz as escolhas erradas, que são muitas. 

 

Em algo que parece uma falha, mas é bastante pertinente, vemos que o Billy de Asher Angel parece bem mais maduro do que o herói de Levi. E isso tem muito a ver com a essência do personagem. Um menino sofrido, pulando de lar aditivo em lar adotivo, numa obsessiva e fracassada busca pela mãe biológica, Billy fantasia, como qualquer criança, com uma vida adulta onde todos os seus problemas acabariam. Na vida real, ele se fecha com as pancadas da vida. Com o corpo e poderes de herói adulto, ele deixa seu entusiasmo de criança totalmente à solta. Mas essa “vida adulta” nunca é como as crianças sonham, e esse crescimento também trará seus próprios desafios. Não é à toa que Dr. Silvana deseja este mesmo poder, frustrado que é com sua infância massacrada pela rejeição paterna, um sentimento de abandono não muito diferente do de Billy.


Todo esse subtexto percorre sutil e silencioso, pois o tom do filme é de absoluta farra! A aventura vai além da dupla central de garotos quando todos os seus irmãos adotivos são ameaçados por Silvana, formando uma trupe de garotos que lembra muito os sucessos oitentistas. E aí está um grande feito de SHAZAM! Enquanto diversos filmes recentes tentaram reviver os filmes desta época, frequentemente lançando mão de clichês estereotipados e equivocados, SHAZAM! traz, sem alarde nem pretensão, o verdadeiro espírito dos filmes infanto-juvenis dos anos 80. O traje do herói, absolutamente fiel aos quadrinhos, é um reflexo desta inocência juvenil que o filme celebra. Se este espetáculo para crianças tem algum desvio, ele vem das experiências anteriores de Sandberg com o cinema de terror. A cena do Dr. Silvana e seus demônios na empresa do pai pode fazer muita criancinha sair correndo e chorando do cinema. 

 

Alguns fãs mais antigos do personagem podem se incomodar muito com sua transformação em personagem cômico, o que é compreensível. Porém, a DC apostou numa reinterpretação coesa do personagem. Ao ser fiel às origens, o filme escolhe usar o humor para lidar com a imensa ingenuidade do material, que jamais funcionaria hoje da mesma forma que funcionou na década de 40. A inteligência e sensibilidade da direção evita o “efeito ragnarok”, pois momentos tensos do vilão, o drama do abandono de Billy e a galhofa do herói testando seus poderes são perfeitamente equilibrados. Até as características um tanto genéricas do Dr. Silvana acabam sendo desculpadas graças à perfeita administração deste tom juvenil do filme. Ano passado, Aquaman foi uma aventura de ficção científica e, agora, SHAZAM! é uma comédia familiar. Com o esperado The Batman, devemos ter um thriller noir de detetive. Parece que a DC pode mesmo ter achado seu caminho, o de dar o tom e a abordagem que cada personagem necessita. Só o tempo dirá. Mas é promissor.

 

COTAÇÃO: 

SHAZAM! (2019)

Com: Zachary Levi, Djimon Hounsou, Mark Strong, Jack Dylan Grazer e Asher Angel.

Direção: David F. Sandberg         

Roteiro: Henry Gayden

Fotografia: Maxime Alexandre

Montagem: Michel Aller

Música: Benjamin Wallfisch