segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A SONY ESTÁ VACILANDO? - Espiões, selva e mundo do crime



Por Gabriel Maia
Já comentei como a briga da Sony com a Marvel pelo direito de usar o Homem-Aranha tem sido ruim não só para as empresas, mas para os fãs também, pois acabamos ficando sem ter o melhor do que poderíamos ter do personagem e seu universo.
O universo que envolve o Homem-Aranha é realmente muito vasto, e pode ser melhor explorado pela Sony enquanto a Marvel trabalharia o Homem-Aranha sob os olhos da Sony.
Já mencionei como a Sony poderia explorar os personagens para o público feminino, assim como para o público que curte cyberpunk.
Agora, que tal uma ação insana?
Aqui, mais três personagens que poderiam nos dar filmes nas áreas da espionagem, selva e submundo do crime.

Camaleão
O Camaleão, Dmitri Smerdyakov, foi o primeiro supervilão a aparecer nas revistas do Homem-Aranha. O Camaleão é o meio-irmão mais novo de Sergei Kravinoff, Kraven, o Caçador, com quem morou na Rússia antes de ambos se mudarem para o EUA.
Ele é descrito como um mestre do disfarce que, além de atuar bem como outra pessoa, ele consegue imitar a voz, deixando mais realista seu disfarce. Mais do que um simples mestre dos disfarces, o Camaleão encarna a pessoa que ele imita.
Dmitri Smerdyakov foi ensinado a se odiar desde a sua chegada na família Kravinoff. Seu pai odiava a visão de seu rosto e sua mãe o considerava uma humilhação. O único membro de sua família que pouco o tolerava era o legítimo filho Sergei, que o rejeitava e maltratava, mas lhe dava migalhas de atenção e, para Dmitri, isso era muito. A fim de impressionar Sergei, ele tentava ser seu melhor amigo fazendo todas as suas vontades e suportando todas as humilhações. Dmitri estava tão profundamente marcado que ele reprimiu sua própria identidade e passou a acreditar que ele tinha sido amigo de Sergei. No entanto, sua própria família nunca o aceitou.
Sua capacidade de imitar acabou por chamar a atenção dos países comunistas, que o treinaram como espião. O Camaleão contou com suas habilidades e uma mistura de trajes e maquiagem para se infiltrar em qualquer lugar. Munido de material para disfarces rápidos ele podia se passar por qualquer pessoa.
Este é um personagem que pode dar filmes excelentes no nível de filmes como "Missão impossível".


Kraven; o caçador
Antes de se tornar o Caçador, Sergei Kravinoff era membro de uma família abastada na antiga Rússia czarista. Durante a revolução bolchevique, que modificou aquele país e criou a União Soviética, a família Kravinoff acabou tendo que se refugiar na América. Kraven decidiu usar sua fortuna para fazer fama como o maior caçador da história. Não existia animal que Kraven não pudesse caçar e capturar usando as próprias mãos, mesmo sendo um mestre na captura com recursos. Quanto maior o desafio, maior a glória. O Caçador estava sempre preparado para um desafio, por isso, ele aceitou o desafio de caçar a maior presa de todas: o Homem-Aranha.
Infelizmente, Kraven nunca foi capaz de derrotar o Homem-Aranha em definitivo, algo que se tornou uma mancha em sua honra, e nada era mais importante para o Caçador do que sua honra.
Enquanto outros vilões desejavam poder, riqueza ou dominação mundial, a ambição de Kraven era apenas em torno de sua honra. Vencer o Homem-Aranha se tornou sua obsessão pessoal e, por ela, acabou consumido.
Kraven daria um excelente filme ambientado na África com o crescimento deste homem que desafiava os limites do corpo humano e das suas próprias capacidades. Ele é um personagem diferente dos demais e, por isso mesmo, precisa ser bem trabalhado. 


Rei do Crime
Wilson Fisk já teve algumas versões como no filme e na série do “Demolidor”. Porém, o personagem tem muito a contar.
Wilson foi apresentado nas HQs do Homem-Aranha como um líder criminoso obeso, mas o que se achava ser gordura na verdade era puro músculo, o que fazia com que o homem pudesse competir com super seres usando as mãos.
Mais do que isso, Wilson é um personagem denso. Ele se firmou como um líder criminoso e isso, por si só, já daria uma boa história, mas ele também é um homem apaixonado. Sim, Fisk se apaixonou por Wanessa, uma mulher que não compactuava com a vida criminosa dele, mas infelizmente o amava.
Wilson Fisk começou sua vida como uma pobre criança, sendo ridicularizado por seus colegas por estar acima do peso. Após sofrer muitas intimidações, ele começou a treinar combate. Usando sua nova força, ele obrigou seus antigos agressores a se juntar à sua gangue e começou a trilhar um caminho que o levaria a ser um dos criminosos mais bem sucedidos em Nova York. No inicio ele possuía apenas um pequeno grupo, mas eventualmente ele foi encontrado pelo senhor do crime Don Rigoletto. Logo Fisk se tornou guarda-costas e mão direita de Rigoletto, e após o assassinar, assumiu o controle de sua gangue, tornando-se um dos criminosos mais poderosos da cidade.
Ao contrário do que se pensa, o Rei do Crime não sofre de obesidade, visto que seu corpo é enorme e volumoso, na verdade, simplesmente possui musculatura anormalmente grande, principalmente na região do tronco, o que o faz parecer gordo e conferindo-lhe aparência semelhante a um lutador de sumô. Ainda a respeito de artes marciais, Fisk é especialista em combate corpo-a-corpo armado e desarmado, particularmente Sumô, Hapkido, Esgrima e até Luta-livre.
Em matéria de intelecto, o vilão é extremamente inteligente e perspicaz, apreciador de cultura clássica e mestre de articulações políticas e sociais, tendo formação acadêmica em ciências políticas, ele controla e gerencia como ninguém negócios de diversos tipos, tanto lícitos quanto criminais. Sendo também um verdadeiro organizador, tático e estrategista social e até psicológico, ele chega a manipular pessoas (incluindo super-heróis inimigos) para derrotar outros criminosos que representem uma ameaça ao seu império vilânico.
O rei do crime protagonizou grandes histórias de muita emoção e sagas muito interessantes tanto no universo do Homem-Aranha, quanto do Demolidor e do Justiceiro. O Rei é o tipo de vilão que atua tão bem que pode, inclusive, representar ameaça ao mundo inteiro ou apenas para uma cidade.
Ele pode matar um homem esmagando seu crânio com as mãos enquanto ouve música clássica durante um jantar requintado.
Fisk, sem dúvidas, é um personagem digno de atenção por parte da Sony.

Aqui teríamos mais três filmes que, com certeza, roubariam a atenção dos fãs e criariam um público próprio.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

VOCÊ ESTÁ LENDO MAIS OU MENOS QUE ANTES?

Por Eddie Van Feu

Gente, não tem jeito! A ressaca da Bienal sempre me pega! Mas o legal é que essa Bienal me trouxe muita inspiração! Não só inspiração para escrever (acredita que eu tive ideias para Leemyar #4 enquanto autografava um Leemyar #3?), mas inspiração para ler! Eu tenho tido muitas dificuldades em ler nos últimos anos. Sempre foi um dos meus passatempos favoritos e eu me pergunto por que não estou mais lendo. E aí percebo que estou sobrecarregada de trabalho e não sei quando parar. E que não viajo mais tanto quando antes, nem pego condução, já que trabalho em casa. Eram ocasiões em que eu lia muito. Mas eu também lia em casa. Então, o que houve? 



Houve distrações! Celular com whatsapp, facebook, youtube, e a Netflix e Amazon Prime com o mal do século: AS SÉRIES! Foi conversando com o Renato que percebi que coisas estavam comendo meu tempo, como os langoleers do Stephen King (só os fortes entenderão).

Essa Bienal me deu um CLIQUE. Eu vi que muita gente estava com o mesmo problema que eu. Gente que comprou vários livros e não leu nenhum. Ou leu um de dez. Ou meio. Alguns estavam perdidos no vórtice dos TCCs, faculdades intermináveis, mestrados, etc. Mas a maioria não sabia explicar porque não estava lendo tanto quanto antes.



Eu retomei o hábito da leitura. Parei de procurar coisas pra fazer quando tinha uma folga, porque SEMPRE vai ter alguma coisa pra fazer numa casa. Agora eu simplesmente paro e leio. E estou adorando! No momento, estou lendo dois livros e já estou nos capítulos finais: Deus na Neve, de Niel Martins, e Equilíbrio: A Vida Não Faz Acordos, de Flávia Mariano (no kindle). Ou seja, estou terminando dois livros de autores nacionais! E estou gostando dos dois! Termino essa semana e postarei resenha escrita em em vídeo. Também vou mostrar os livros que comprei nessa Bienal.

Outra coisa que percebi que atrapalha minha leitura é a desorganização. Muitas vezes, não sei onde coloquei o livro, ou ele some depois do dia da faxina. Lembro que faltavam quatro páginas para terminar O Caçador de Pipas (que eu odiei) e o livro sumiu na mudança. Acabei vendo o filme e só fui terminar o livro anos depois, quando o maldito apareceu. A minha bagunça atrapalha! Isso também será resolvido!

Ler é bom demais! Também amo séries, mas agora divido meu tempo livre entre eles. E, quando estiver mais equilibrada, dividirei entre outras coisas que amo fazer, como desenhar e pintar.

E você? Está conseguindo manter o hábito da leitura? Ou também está tendo o seu tempo devorado pelos langolleers? Responda nos comentários! Quero saber se só eu estou sendo afligida por esse mal!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O TEASER SECRETO DO ARANHA


por Renato Rodrigues
Com todas essas lembranças dos 18 anos do atentado às Torres Gêmeas me veio à memória o trailer engavetado do Homem Aranha com Tobey Maguire.

Em 2001 a SONY se preparava para levar o herói para as telonas em grande estilo e fez um teaser maneríssimo com uma sequência de ação onde assaltantes de banco fogem de helicóptero e acabam presos nas teias entre as torres, um dos símbolos de NY, lar do cabeça de teia.

Com o atentado o trailer foi pra gaveta e a sequência, que faria parte do filme, foi cortada em respeito ao muitos mortos e feridos.


A BIENAL DA TRETA


 por Eddie Van Feu


Para quem gosta de ler, a Bienal é tipo um Carnaval cheio de letras, cores, histórias e gente feliz. É uma oportunidade de conhecer outras linhas, ideias, traços e abrir a cabeça. A Bienal do Rio de 2019 contou com três pavilhões e uma mudança na entrada. A organização para os profissionais do livro me pareceu melhor e foi possível entrar sem problemas para quem já tinha se inscrito no site antes. Agora, para chegar até a Bienal, aí eram outros quinhentos.


O entorno da Bienal era um nó de trânsito e era preciso muita paciência. O trabalho de organizar e melhorar o trânsito da área era da Prefeitura, mas o prefeito Crivella estava muito ocupado caçando livros da Marvel para impedir que crianças vissem um beijo entre dois rapazes e se transformassem imediatamente em homossexuais. Essa foi a maior treta da Bienal que eu me lembro (e olha que já fui a muitas). A justificativa de que um beijo entre dois homens era “pornografia” (!!!) foi muito mal recebida pelos frequentadores da Bienal, pelos editores, pelos autores e por todas as pessoas com mais de dois neurônios. O caso foi parar na Justiça, e o prefeito perdeu logo de cara, por isso é censura. Mas aí um procurador apoiou e o prefeito mandou seus fiscais para a Bienal. Houve tentativa de entrada de homens armados da prefeitura, mas foram levados para uma sala e depois de uma longa conversa, não entraram, o que pode ter evitado uma tragédia de proporções bíblicas.

O STF, ainda no domingo, derrubou de novo a maluquice da prefeitura. No sábado de noite foi possível ouvir uma onda de gritos de apoio enquanto a organização lia a Constituição, esse livro que aparentemente o prefeito não leu.

Mas e fora isso? Fora isso a Bienal foi uma diversão! No clima do blog, o estande do Submarino que tinha os livros da Editora Darkside, também trouxe a temida Anabelle em sua caixa protegida. Calma, era só uma réplica. Acho.



A Faro Editorial também trouxe um pouco de suspense e terror para a Bienal, com livros como O Escravo de Capela, de Marcos DeBrito, que faz uma releitura mais sombria e assustadora de nossas lendas. O Vozes do Joelma também estava no estande da Faro, sendo uma coletânea de autores de terror (Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos, Victor Bonini e Tiago Toy) que nos contam algumas histórias assustadoras de uma das tragédias mais marcantes que o Brasil já teve, o incêndio do Edifício Joelma, que deixou 200 mortos, 300 feridos e uma população marcada por um local que parece amaldiçoado desde os tempos dos índios. 



O último final de semana da Bienal foi cheio. Muito cheio. MUITO CHEIO MESMO! Em alguns pontos, não dava pra andar. Em outros, parecia uma procissão. Lá fora, não havia mais lugar no estacionamento e era difícil chegar, sair, circular, voltar... Lá dentro, as filas dos banheiros femininos eram enormes, as filas para qualquer coisa com comida eram impraticáveis e isso talvez tenha afetado o humor de muitos compradores. Felizmente, eu que estava lá com o Renato Rodrigues, Ricky Nobre e o estreante Gabriel Maia autografando nossos livros no estande da Loyola, não encontramos ninguém mal humorado. O público que nos prestigiou foi ótimo e agradecemos aos velhos e novos leitores! Que possamos manter nossa amizade nos universos que nos unem!


Teve também o lançamento do primeiro livro de Niel Martins, radialista, que conta uma história inspirada em uma viagem que fez ao fim do mundo. Deus na Neve mostra as mudanças na vida de um jovem quando começa a ouvir Deus. Não, ele não foi ler a Bíblia. Ele realmente passa a ouvir Deus em uma experiência sobrenatural, o que só alimenta seus questionamentos. Estou lendo e posto resenha aqui assim que terminar!


Ah, sim! A Editora Linhas Tortas também estava lançando! O autor Gabriel Maia veio lá de Brasília para lançar seu primeiro livro com as aventuras do detetive Aliguieri em Conto Sombrios, que chamou muito a atenção do público curioso da Bienal. Renato Rodrigues e eu estávamos lançando Sol Negro e A Balada do Gladiador, mas estávamos com quase todos os nossos livros lá no estande da Loyola. 


E agradecemos de coração a todos que puderam passar lá e prestigiar nossa produção. É por vocês que nossos corações batem, nossas mentem viajam a outros mundos e nossos dedos digitam o mais rápido possível! A Bienal é como um energético poderoso, o espinafre do Popeye pra gente. 



Boas leituras e a gente se vê na próxima Bienal!!!






segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A SONY ESTÁ VACILANDO? – Universos Cyberpunk




Por Gabriel Maia
Enquanto a Sony briga com a Disney pelo Homem-Aranha, e decidem o que fazer com o personagem, a empresa perde tempo valioso que poderia ser usado em outros projetos.
Já falei a respeito dos filmes com protagonismo feminino e agora é a vez do gênero cyberpunk.
Já viu aqueles filmes com pegada futurista de alta tecnologia e, geralmente, baixa qualidade de vida? Pois é, graças ao aranhaverso aqui temos alguns exemplos de filmes do Homem-Aranha que poderiam ter este estilo.
  
Homem-Aranha do universo 31411
O doutor Aaron Aikman, um cientista que trabalhava para o Ikegami Medical Center, se especializou em encontrar aplicações medicinais para venenos de insetos. Durante seus trabalhos, usou a si como cobaia em um experimento que unia seu DNA ao de uma aranha e, assim, desenvolveu poderes aracnídeos.
Diante dessa nova realidade em sua vida, ele criou um equipamento mecanizado que potencializava seus poderes e ainda contava com: uma armadura-aranha e um ferrão de pulso neural ligado a um cabo retrátil em seu cinto. Este é um Homem-Aranha com recursos tecnológicos, praticamente, ilimitados.


Homem-Aranha 2211 (Terra-9500)
O dr. Max Borne não possui nenhum poder de aranha, mas fez uma armadura com alta tecnologia com braços extras para combater o crime. Este Homem-Aranha faz parte de uma organização que tenta prevenir disrupções na linha do tempo. Ele seria ideal para fazer um link entre os universos do Homem-Aranha.

Homem-Aranha 2099
Miguel O’Hara era um dos cientistas envolvidos em um projeto de super soldado no ano de 2099. Ele teve o destino drasticamente alterado após o trágico experimento que visava ampliar a força de um condenado usado como cobaia, mas acabou levando o condenado à morte. Decidido a abandonar a companhia, Miguel foi contaminado pelo dono da empresa, Tyler Stone, com um alucinógeno chamado Êxtase. Uma vez ingerida, a substância tornava a pessoa tão dependente quanto o oxigênio. E, assim, Miguel precisaria continuar trabalhando para Stone e manter seu vício.
O’Hara parecia não ter escolha a não ser se submeter ao jogo da empresa Alchemax. Como ele havia usado seu próprio código genético em algumas experiências, decidiu fazer uso do material para reestruturar sua estrutura molecular e assim livrar-se da dependência do Êxtase.
Infelizmente sua tentativa de cura foi sabotada por um colega que pretendia mata-lo e se livrar da “concorrência” que Miguel representava. O homem misturou a programação de O’Hara com os códigos do Projeto Aranha. O que poderia ser um fracasso na sua cura, tornou-se algo além. Miguel saiu da câmara de reestruturação completamente mudado.
Ele possuía super força e agilidade, assim como a habilidade de escalar paredes, além de disparar teias orgânicas e garras nas pontas dos dedos.


Punk Aranha
Hobart Brown é o super-herói anarquista conhecido como Homem-Aranha, o principal opositor do regime totalitarista do Presidente Osborn, que estava aliado de Venom. O Homem-Aranha conquistou o apoio das classes mais baixas da sociedade e formou seu Exército-Aranha, que marchou em protesto contra Osborn. Com uma banda de punk rock e muita ousadia, seu mundo enfrenta autoritarismo e vilania.



Enfim, estas são só algumas das imensas possibilidades que a Sony poderia explorar indo além do Homem-Aranha que conhecemos e amamos.
Tem um universo infinito.
Pode acreditar.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A SONY ESTÁ VACILANDO? – A vez das meninas



Por Gabriel Maia
Anteriormente estava comentando sobre como a Sony tem uma mina de ouro nas mãos e não tem aproveitado.
O universo do Homem-Aranha é repleto de personagens incríveis e que dariam excelentes filmes solo e a ideia é apresentar alguns deles e os tipos de filmes que dariam.
Hoje resolvi reunir algumas das meninas que tem se destacado, seja no universo regular (onde acontecem as histórias do Homem-Aranha que conhecemos) ou em realidades paralelas.


Aranha fantasma

A personagem conhecida como “Spider-Gwen” na saga “Aranhaverso” tem uma história peculiar. Ela ganhou seus poderes aracnídeos e, ao saber disso, Peter Parker tentou dar a si poderes, transformando-se no Lagarto e morrendo em um confronto contra a heroína, deixando Gwen com um sentimento de culpa e responsabilidade.
A moça toca em uma banda sem deixar isso abalar seus estudos e concilia uma vida heroica onde tenta fazer a diferença no mundo.
Nas HQs Gwen teve boa participação na luta contra os Herdeiros, e se tornou uma “guerreira da teia” em uma equipe que visava manter a ordem nos universos e na teia da vida. Porém, a Marvel prepara uma revista solo para ela agora. Em seu universo ela é conhecida como “Mulher-Aranha”, mas a Marvel já tem muitas com esse título, então ela vai se chamar “Aranha Fantasma”.
Aqui temos uma oportunidade de um filme com uma heroína jovem e com potencial.


Seda

A jovem Teia de Seda, ou apenas “Seda” para os mais íntimos, é uma personagem que foi inserida na saga que culminou no Aranhaverso onde os Herdeiros foram os vilões.
A história de Cindy Moon, uma jovem de origem coreana, é parte da vida de Peter Parker, uma vez que a aranha que picou o rapaz, acabou picando a moça também. Peter é mais forte e (obviamente) mais experiente, mas Cindy é mais ágil e pode liberar teias pelos dedos.
Assim que foi picada, a jovem encontrou Ezekiel Sims que disse que, para proteger a si e a sua família, precisava trancá-la em um bunker para que Morlun não a encontrasse. E ela ficou todo este tempo presa, assistindo algumas das aventuras de Peter que Ezekiel lhe fornecia, até que Parker acabou por libertá-la.
Cindy se aliou a Peter e fez parte da equipe que lutou contra os herdeiros. Após suas aventuras na teia universal, tentou retomar sua vida trabalhando e fazendo amigos, enquanto procurava por sua família.
Aqui temos mais uma boa possibilidade de filme, com mais uma heroína nos cinemas. O único problema de Cindy é que... bem... ela e Peter tem uma forte conexão sexual e, quando estão juntos, é muito difícil tirarem as mãos um do outro.


Peni Parker

Tivemos uma HQ escrita por Gerard Way, ex-vocalista do My Chemical Romance onde, em uma versão futurista de Nova Iorque, o Homem-Aranha é um projeto do governo intitulado “SP//dr”. O projeto é composto por três partes: uma máquina, uma aranha radioativa consciente e um piloto, que precisam trabalhar conjuntamente.
E temos Peni Parker, adotada por Ben e May, chefes do projeto, revelada como a única que consegue sincronizar sua consciência e a da aranha para mover a máquina. É quando o casal decide treinar a menina para operar o robô.
Imagine um filme com essa temática tecnológica.



Gata Negra

A ladra que roubou o coração do herói realmente começou sua carreira como uma criminosa, mas mudou de vida.
Felicia Hardy cresceu como uma moça de classe alta, vida essa bancada pela profissão do pai: um dos ladrões de jóias mais procurado do mundo. Quando seu pai desapareceu, e ela descobriu a verdade sobre ele, Felícia decidiu seguir os passos dele e iniciou um rigoroso esquema de treinamento físico que aumentou sua força, resistência e agilidade. Ela aprendeu técnicas diversas para abrir cofres e fechaduras, assim como tudo o que podia sobre burlar sistemas de segurança e técnicas de artes marciais.
Quando superou seu pai no “trabalho”, descobriu que ele estava muito doente enquanto era prisioneiro. Ela criou um uniforme e decidiu invadir a prisão para libertar seu pai, acreditando que ele deveria morrer entre os que o amavam.
A Gata Negra enfrentou o Homem-Aranha diversas vezes e acabaram tendo um romance onde a jovem se regenerou. Porém, após a moça quase morrer em uma luta contra o dr. Octopus, o Homem-Aranha decidiu terminar o relacionamento por ela não ter poderes para se virar no mundo caótico em que ele vivia. Foi quando ela buscou ajuda com o Rei do Crime para desenvolver poderes através da ciência... e foi o que conseguiu. Ela obteve o poder de causar azar em quem tenta lhe fazer mal ou com quem ela convive, chamado de “manipulação de probabilidades”, mas isso acabou saindo de seu controle e causando azar a todos os que a rodeavam.
Entre suas habilidades de ser uma ladra profissional, uma acrobata nível olímpico, e artista marcial, ela tem ganchos retráteis nas luvas que permite a ela se balançar entre prédios como o Homem-Aranha, além de garras retráteis que a auxiliam em combate corpo a corpo.




Dama-Aranha

May Reilly era uma estudiosa e possuía vários animais em cativeiro em sua casa. Um dia, ao soltar uma aranha, tentou acariciá-la, mas foi picada em resposta. May não ganhou nenhum poder com isso, mas aprendeu uma lição: "Não deixe que ninguém te aprisione." Após a morte de seu pai, May usou seus conhecimentos para construir braços mecânicos e lançadores de teia, que usou para se tornar uma super-heroína em uma Nova York Steampunk; a Dama-Aranha.

Bem, existem várias outras personagens que poderiam ser mencionadas, mas resolvi focar em algumas as quais acredito que poderiam ter bons filmes e projetar a Sony mais ainda do que "Venom" fez.
A empresa poderia aproveitar muito mais dos personagens que possui e nos dar vários filmes excelentes com a liberdade que cada um pede.
Ajuda a gente, Sony!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A SONÝ ESTÁ VACILANDO?



Por Gabriel Maia
Desde a década de 80, Stan Lee desejava que o Homem-Aranha tivesse uma chance no cinema. Houve muitas negociações e muitos roteiros jogados no lixo, inclusive uma vez em que James Cameron quase foi o diretor, e no roteiro muitos pontos o fizeram ser descartado por não ser “ideal para a família”.

Enfim, na década de 90 a Sony comprou os direitos para um filme do herói e... nada. Pois é, nada aconteceu. Muitos e muitos desentendimentos atrapalhavam um filme do Aranha, enquanto  outros heróis Marvel (Capitão América e Quarteto Fantástico, por exemplo) ganhavam suas versões.
Por fim, nos anos 2000, o nome de Sam Raimi surgiu de modo inesperado, uma vez que ele era conhecido por filmes como “Evil Dead”. Com o poder nas mãos, Raimi fez a melhor adaptação possível, respeitando o herói e fazendo o que ele fazia melhor: desenvolveu técnicas de filmagens inovadoras.

E... aconteceu!
Finalmente o Homem-Aranha iniciou sua vida nos cinemas. Teve um Reboot com Andrew Garfield no papel, o segundo filme dentro desta nova franquia não rendeu tanto quanto esperado, o que levou a Sony a entrar em acordo com a Marvel, tendo em vista o sucesso que a Marvel vinha fazendo com seu universo.

Porém, o Homem-Aranha é filho de pais separados; Sony e Marvel. Os dois vivem discutindo sobre como levar a vida do personagem e como desenvolver o trabalho com ele.
A Sony resolveu dar andamento ao filme de um dos vilões mais icônicos do Aranha. E Venom teve uma chance de brilhar. Para o segundo filme do anti-herói, a empresa queria o herói aracnídeo participando, mas... a Marvel disse um belo “não”, porque isso não seria bom para o futuro do personagem. Vê? Papo de pais separados que querem coisas diferentes ao filho.
A Sony se sentiu, de certa forma, de mãos atadas. O personagem é dela, mas foi com a Marvel que as coisas foram bem. Seria burrice dar birra e tirar o personagem deles.
O que fazer?
Bem, é agora que entra o título da matéria. O Homem-Aranha possui um vasto universo que se ramifica em outros. A Sony pode estar de mãos atadas quanto ao personagem principal, mas... e os outros?
Há inúmeros personagens dignos de filmes solo e que dariam à Sony belas fortunas para enriquecer seu caixa e projetar o universo Aranha no cinema.
E é sobre isso que pretendo falar, sobre os personagens que podem dar filmes incríveis, cada um a seu modo.
Mas para não ficar um artigo muito extenso, não perca os próximos episódios.
Vamos falar sobre os filmes de terror, ação, comédia, cyberpunk, e todos os potenciais que cercam o universo do Homem-Aranha e a Sony não percebeu ainda.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

BIENAL DO LIVRO DO RIO! ESTAREMOS LÁ!

A Bienal Internacional do Livro do Rio está chegando e nós estaremos lá! Olha os lançamentos da Linhas Tortas!


Sol Negro (Alcateia #3), de Eddie Van Feu

A Balada do Gladiador (Dragões de Titânia #3), de Renato Rodrigues​

Contos Sombrios, de Gabriel Maia​

Vamos estar nas tardes dos dois finais de semana, no:
ESTANDE DA LOYOLA, PAVILHÃO LARANJA, RUA F10



Esperamos você para dar um abraço, conferir as novidades, completar sua coleção (outros livros nossos vão estar lá também), tirar duas fotos e pegar seus brindes!



NOVIDADES NA BIENAL DO RIO!



Aliguieri é um detetive estranho. Maus hábitos e um caráter questionável podem fazê-lo parecer uma escolha ruim para qualquer coisa, mas alguns casos pedem justamente alguém como ele. Quando sete anões assassinos ameaçam um homem rico e importante, uma dona de boate tem a filha Bella sequestrada e um casal acusa um boneco amaldiçoado pela morte do filho, é exatamente Aliguieri que eles precisam chamar. Mas ele não está sozinho. Sua secretária Fabíola, com quem mantém um estranho e aberto relacionamento, é exatamente o apoio do qual ele precisa para sair vivo da maioria dos casos que pega.

O Autor

  
Gabriel Maia é professor de biologia, amigo legal, pai de Vanna, uma simpática vira-latas pretinha, e contador de histórias. Apaixonado por quadrinhos, foi uma questão de tempo se aventurar na vida de escritor. Esse é o seu primeiro livro, onde apresenta dois personagens controversos e atraentes. Como o autor, seus personagens podem ser desafiadores, nos revelando outras formas de ver a vida.


A BALADA DO GLADIADOR, de Renato Rodrigues
(Os Dragões de Titânia #5)




SOL NEGRO, de EDDIE VAN FEU
(ALCATEIA #3)