quarta-feira, 20 de maio de 2020

Cinema Retrô - A Condessa Drácula

Por Anny Lucard


O filme 'A Condessa Drácula' (Countess Dracula, 1971), estrelado por Ingrid Pitt e dirigido por Peter Sasdy, é uma produção do lendário estúdio Hammer, responsável por clássicos do cinema de terror sobrenatural das décadas de 1950/60/70, como os filmes Drácula com o ator Christopher Lee.

Com roteiro também assinado pelo diretor junto com o roteirista Jeremy Paul, a história é inspira no livro da escritora francesa Valentine Penrose, 'Sanglante Erzsébet Báthory la Comtesse', publicação de 1962, que tem a figura histórica de Erzsébet Báthory como tema e as atrocidades cometidas por ela. Atrocidades que deram a verdadeira condessa Báthory fama de vampira, a qual também tinha ligação com Vlad III ou Draculea (também conhecido por "Vlad Tepes", que em português se traduz "Vlad, O Impalador", figura histórica que foi inspiração na criação do personagem ficcional do Conde Drácula, do livro 'Drácula' de Bram Stoker).



Isso porque não só ambos (o Vlad III e a condessa Báthory) cometeram atrocidades inimagináveis durante suas vidas, mas a mãe de Erzsébet, Anna Báthory, era irmã do príncipe da Siebenbürgen (também conhecida por Transilvânia) István Báthory e que se tornou o rei da Polônia, o qual tinha ligações políticas com Draculea.

No entanto, a trama do filme foi mais simplificada em relação aos relatos históricos e também apresenta uma visão mais realista dos vampiros, o que a torna ainda mais assustadora que os filmes inspirados no personagem Drácula, criado por Bram Stoker, que foram produzidos pela Hammer.


Mostrando a condessa Erzsebet Báthory idosa, no período que fica viúva, o roteiro do filme inicia apresentando a personagem de forma a deixar bem claro que se tratava de uma mulher cruel e até um tanto sádica.

Diante da velhice e da proximidade da própria morte, a cruel condessa descobre por acidente uma possível "fonte da juventude". Descoberta pela qual ela não medirá esforço para continuar a usufruir.

Assim Erzsebet Báthory começa a cometer atrocidades em seu remoto castelo, tendo ajuda de sua fiel serve e seu amante de longa data. O problema é que com a juventude vem possibilidades a muito descartadas pela condessa, como um novo amor, o que não agrada em nada seu velho amante. E se os terríveis atos cometidos pela condessa já corriam na boca dos camponeses que viviam ao redor do castelo, depois do desaparecimento de uma de suas serves, aumenta o medo e com isso o lugar ganha a fama de maldito.


Ambientada na Europa medieval, com direito a castelo e tudo, a produção de terror sobrenatural mantém toda a atmosfera sombria e características já conhecidas pelos fãs da Hammer, entrando para a lista de clássicos do gênero do estúdio.

'A Condessa Drácula' atualmente está disponível no catálogo do serviço de streaming Darflix, na versão legendada em português.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Crítica Retrô - A Noite dos Coelhos

Por Anny Lucard


'A Noite dos Coelhos' (Night of the Lepus, 1972), dirigido por William F. Claxton, tem roteiro de Don Holliday e Gene R. Kearney, e é um genuíno terror trash dos Anos 70. Que ganhou fama mundial, ou pelo menos no Brasil, graças a uma popular série de TV dos Anos 90, 'Todo Mundo Odeia o Chris', por conta de um episódio em que Rochelle (Tichina Arnold) pede ao marido Julius (Terry Crews) levar o filho Drew (Tequan Richmond) em um show de mágica. Depois de muito relutar, Julius leva o filho, mas acaba passando mal durante a apresentação do Mágico - O Mágico e é quando ele conta que tem medo de coelho para a família e o espectador descobre, por conta da narração de Chris Rock, que o trauma foi causado por conta de um filme chamado 'A Noite dos Coelhos'.


Sim, o filme que muita gente jurava não existir, é de fato real. 'A Noite dos Coelhos' não é uma produção ficcional criada apenas para a série inspirada na juventude de Chris Rock, mas uma produção de verdade. E para não acharei que só o pai do Chris que ficou com medo do filme, verdade seja dita, naquela época pelo menos, os produtores de filmes trash se esforçavam para fazer um filme de terror. Bem mais que muitos hoje em dia. Se saiu bom, ai é outra histórias, mas eles se esforçaram, mesmo que seguindo os passos do lendário Ed Wood.


Então, o que se pode dizer do filme 'A Noite dos Coelhos? Seria um filme bom? Um filme ruim? Uma produção com um roteiro original e criativo? Porque é fácil transformar tubarão, aranha, escorpião, jacaré, ou mesmo pássaros em mutações assassinas, mas fofos coelhinhos... Pelo menos crédito pela criatividade deve ser dado.

Só que se tratando de um terror trash, não tem como deixar passar os "defeitos especiais", que vão incomodar quem não curte um "bom trashão". Porém, pela criatividade e a árdua tentativa do diretor e dos roteiristas de dar veracidade ao terror causado pelos "coelhos do mal' no oeste do Arizona, inclusive buscando dar explicações científica para toda a situação, quem curte esse tipo de filme, talvez deva dar uma chance e também se é fã de 'Todo Mundo Odeia o Chris', pelo menos para dizer que viu.


No entanto, o mais curioso é que não se trata de um roteiro original. Porque a ideia de "coelhos do mal" não foi dos roteiristas, mas baseada em um livro. Sim, alguém escreveu um livro sobre "coelhos do mal" e o nome do autor da obra é Russell Braddon, um australiano que em 'The Year of the Angry Rabbit' ao invés de terror usa o humor, para falar de como a introdução de uma espécie nova em um ambiente pode causar um desastre ambiental, pegando a Austrália como ambientação para sua história.


Sobre a trama do filme, temos um terror dos Anos 70, que se inspira nos clássicos do gênero dos Anos 50 com monstros mutantes. Ambientado em uma cidadezinha do Arizona, onde ocorre uma "praga de coelhos", o roteiro narra a história de um desastre ambiental causado por uma super população de coelhos, o qual está acabando com as plantações do lugar. Os donos de ranchos sofrem prejuízos enormes e sem sabem mais o que fazer para dar fim a praga, aceitam a ajuda de um casal de cientistas, Roy Bennett (Stuart Whitman) e Gerry Bennett (Janet Leigh), que vão para o lugar com o objetivo de descobrir uma forma de acabar com a super população de coelhos; levando a pequena Amanda (Melanie Fullerton), filha deles e amante de bichinhos. Claro que cientista querendo acabar com coelhinhos fofos e uma menina que gosta das fofas cobaias dos pais não ia acabar bem.


Assim, graças a Amanda, uma das cobaias vai parar na natureza. Já que a menina arruma uma forma de levar um dos bichinho para casa, por ter gostado muito dele, e o coelho, claro, consegue fugir e contaminar a população local da espécie.

Uma produção que se chegou aos cinemas brasileiros na época do lançamento, passou batido, pois nem poster nacional se encontra disponível. Por isso, 'A Noite dos Coelhos' pode não ser um grande filme de terror, tão pouco uma produção das melhores, mas para quem se diverte com filme trash, pode ser uma boa pedida. Atualmente disponível no catálogo no serviço de streaming Darflix, na versão legendada em português.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Crítica Retrô - Amor de Vampiros

Por Anny Lucard


'Amor de Vampiros' (Amanti d'oltretomba, 1965) é considerado um dos clássicos do terror italiano. Dirigido por Mario Caiano e estrelado pela rainha gótica do cinema da Itália, a atriz Barbara Steele, é um filme raro aqui no Brasil, para alguns uma novidade, já que nunca chegou a estrear nos cinemas brasileiros.


Produzido e lançado em meados da década de 1960, seguindo os padrões das produções de terror da época, o filme tem trilha sonora assinada por Ennio Morricone. Valendo ressaltar que 'Amor Vampiro', além de não ter sido lançado nos cinemas do Brasil, infelizmente, ganhou por aqui um nome muito equivocado que não tem nada a ver com o filme e sua proposta. Piorando a situação ao cria uma aparente "propaganda enganosa", já que a trama não tem nenhum vampiro envolvido. Tanto é verdade, que a menção de "vampiros" só existe no Brasil, já que em outros países o título segue o original, 'Amanti d'oltretomba' que traduzindo do italiano para o português seria algo como "amantes da vida após a morte", ou a versão em inglês que ganhou o nome de "Nightmare Castle", que traduzindo do inglês para o português seria "castelo do pesadelo".


Com o roteiro assinado pelo diretor junto com o roteirista Fabio De Agostini, tirando o equivoco dos vampiros não envolvidos, a trama de terror sobrenatural de 'Amor de Vampiros' narra uma intrigante e misteriosa história de um cientista (do tipo "maluco" comum em produções da época) que é capaz de qualquer coisa para dar continuidade as suas pesquisas e experiência sobre juventude eterna, que testa em sua amante. Sem escrúpulos e até um tanto sádico, depois de "sumir" com a esposa, aproveitando que a mulher tinha encontrado um verdadeiro amor e aberto os olhos sobre o calhada do marido que tinha; o agora oficialmente viúvo cientista se casa com a irmã dela, já que no testamento da esposa ele não tinha direito a nada da fortuna deixada por ela, a qual deixa tudo que tinha para a irmã.


o problema é que o cientista não esperava que suas ações, que levaram a esposa a morte, teriam consequências além túmulo, quando os mortos clamarem por vingança.

Em preto e branco, segue a fotografia clássica de produções de terror com conteúdo sobrenatural produzidas por Hollywood nas décadas de 1930 e 1940, onde o recurso da cortina de fumaça era bem comuns e os efeitos visuais faziam muito uso de fusão de imagens, além de efeitos práticos e o uso de maquete. Visualmente o filme lembra os clássicos hollywoodianos dos Anos 30 e 40 do gênero.


Por não ter sido lançada nos cinemas brasileiros, a produção não contando com um poster nacional disponível. 'Amor de Vampiros' atualmente está disponível no catálogo do serviço de streaming Darflix, na versão legendada em português.



sexta-feira, 8 de maio de 2020

Crítica Retrô - Elvira: A Rainha Das Trevas

Por Anny Lucard


O filme 'Elvira: A Rainha Das Trevas' (Elvira: Mistress of the Dark, 1988), dirigido por James Signorelli, é uma comédia de conteúdo sobrenatural fantástica celebrada por uma geração. Quem era jovem nos anos 80 e não viu esse filme, ou está mentindo ou, infelizmente, não teve adolescência. Isso porque a personagem Elvira encantou uma geração inteira com seu visual gótico sexy e suas atitudes rebeldes. Uma mulher dona de si e com opinião própria. Os garotos queriam namorar Elvira e muitas garotas queriam ser como ela. Numa época que as mulheres eram julgas simplesmente por suas roupas (o que não mudou muito hoje em dia), Elvira mostrava para todos que uma mulher podia ser bela, sexy, ter opinião e fazer sucesso por esforço próprio. E mesmo com uma personagem tão empoderada, a trama do roteiro dessa produção, não deixou de arrancar muitas risadas, afinal se trata de um comédia.


Considerado um filme cult, 'Elvira: A Rainha Das Trevas' mostrando também que bons roteiros podem falar de coisa séria, sem se perder em sua proposta ou apelar. Assim os roteiristas Sam Egan e John Paragon, assinam esse roteiro original junto com a estrela do filme, a atriz Cassandra Peterson, que interpreta Elvira; criando uma verdadeira obra atemporal que ainda hoje é capaz de encantar quem assiste.

A trama do roteiro narra a história da atriz Elvira, que luta por uma chance no show business, nos Estados Unidos, sem ter que se vender. Julgada por seu visual gótico sexy, ela perde o emprego e para conseguir uma chance em Las Vegas, precisa levantar uma grana alta em pouco tempo. Como se tivesse "as preces" ouvidas, Elvira recebe a notícia não só que ainda tem família, pois é orfã, como precisa se apresentar na cidade natal de uma parente distante recém falecida para receber uma herança.


Pegando seu carro conversível costumizado, ela parte para a cidade de Fallwell, no estado de Massachusetts, chegando para abalar as estruturas do lugar. Porém, a herança não será nada do que Elvira imagina e a estadia na pequena cidade será um desafio, já que trata-se de um lugar que parou no tempo, repleto de pessoas que usam o velho discurso de "tradição" para julgar e condenar as pessoas diferentes deles.


Mesmo sendo um filme de baixo orçamento, foi muito bem produzido, dado os recursos da época, tanto em relação a fotografia e a ainda chamada direção de arte, como em relação ao figurino e a maquiagem. Vale destacar que a atriz Cassandra Peterson empresta sua beleza natural para dar um rosto a tia falecida de Elvira, posando para a pintura exposta na mansão da família como Morgana Talbolt.

Cassandra Peterson não é só a estrela da produção, também mostra todo seu talento roubando a cena na hora de fazer comédia, deixando claro que seu talento vai além, que não é só um rosto bonito e que tem peitos para encarar qualquer comediante de renome.


Disponibilizado no catálogo da Darflix desde o mês passado, em versão legendada em português, 'Elvira: A Rainha Das Trevas' já se encontra na lista de TENDÊNCIAS do serviço de streaming. Valendo ressaltar o fato de quem viu o filme na época que passava em TV aberta, provavelmente, nunca o viu na integra, dado o péssimo hábito das emissões brasileiras de cortarem e editarem ao seu bel-prazer as produções estrangeiras. Então agora é uma boa oportunidade de rever o filme sem cortes.



terça-feira, 5 de maio de 2020

Crítica Retrô - A Fortaleza (1992)

Por Anny Lucard


O filme 'A Fortaleza' (Fortress, 1992), com direção de Stuart Gordon e roteiro escrito por Troy Neighbors, Steven Feinberg, David Venable e Terry Curtis Fox, pode-se dizer que é um clássico das distopias produzidas na década de 1990. Porque mesmo não sendo uma grande produção, não deixa nada a dever em comparação a outros filmes do tipo produzidos na época.


A ficção científica que se passava no ainda distante ano de 2017, além de mostrar um mundo distópico com leis brutais para conter a superpopulação, mistura com maestria drama e ação, acrescentando algumas pitadas de gore em sua narrativa.

Estrelado por Christopher Lambert, a trama mostra a difícil situação do casal Brennick que vive em um Estados Unidos onde é crime ter filho natural e eles vão precisar lutar pelo direito de ter e criar o próprio filho. A história inclusive consegue tratar a questão da mulher e do direito de ser dona de seu próprio corpo de forma bem critíca, mas sem se perder na trama do filme.


'A Fortaleza' deixa o drama a cargo da ambientação praticamente toda dentro de uma prisão tecnológica de alta segurança, mostrando todos os horrores passado lá dentro pelo futuro pai, John (Christopher Lambert), com o objetivo de fugir do lugar levando sua esposa grávida, Karen (Loryn Locklin).


Os efeitos visuais são os melhores (em relação aos recursos do cinema nos Anos 90), o qual trabalha bem o visual do filme ao reunir elementos antigos com outros de aspecto futuristas, ou pelo menos o que se imaginava para mais de duas décadas no futuro, sem perder em nada para grandes produções. Inclusive vale destacar que o som de 'A Fortaleza' é assinado pela Skywalker Sound com THX.

A produção australiano chegou no fim do mês passado, dia 28 de abril, no catálogo da Darkflix, em versão legendada em português.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

ADEUS, TIO MANECO

Mais uma perda para a geração que cresceu nos anos 70/80. O ator paulista Flávio Migliaccio, 85 anos, foi encontrado morto na manhã de hoje no sítio que mantinha desde a década de 70 em Rio Bonito (RJ).

O ator ficou muito conhecido com o seriado infantil "Shazan, xerife & cia" (anos 70) e pelas aventuras do Tio Maneco na TVE (de 1981 até 1985).

Vá em paz, tio Migliaccio


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Crítica - "Resgate"

Por Anny Lucard


A primeira crítica de um filme original Netflix, não podia ser melhor. 'Resgate' (Extraction, 2020), estrelado pelo ator Chris Hemsworth, é uma produção do gênero ação do serviço de streaming em parceria com os irmãos Russos.

Com direção de Sam Hargrave e roteiro escrito por Joe Russo, o filme narra a história do mercenário Tyler Rake, interpretado maravilhosamente por Chris Hemsworth, o qual durante uma missão, também precisa lidar com um dilema.



Tudo porque Tyler, com a morte prematura do único filho, não consegue lidar bem com o fato do "pacote" a ser recuperado na missão, ser um garoto, Ovi, que é brilhantemente interpretado pelo jovem ator Rudhraksh Jaiswal, o qual faz o filho de um chefão do crime organizado internacional.

Ovi e Tyler criam laços de amizade durante a missão, enquanto lutam para sobreviver a uma brutal caçada humana. Fugindo de inimigos que estão por toda parte.



A trama repleta de ação e boas doses de drama, bem inseridas ao longo do filme, também tem um ritmo próprio, o qual é gracas a clara inspiração do diretor nos games do gênero.

Isso porque durante todo o filme, o público se sente parte da missão, assim como acontece com o jogador de game, por conta da forma que a câmera é usada na filmagem, a qual simula um ambiente de game de ação em missão em área de guerrilha. Uma escolha que funcionou muito bem para a produção.



'Resgate' estreou com exclusividade na Netflix, este fim de semana, na sexta-feira, 24 de abril, e está disponível na versão legendada e dublada em português.

NOTA: E falando da dublagem em português, tenho que ressaltar que se ouvir o Chris Hemsworth falando palavrão é muito legal, dublado em português é ainda melhor. Por isso, particularmente, eu recomendo ver tanto legendado como dublado.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Crítica Retrô - Kong: A Ilha da Caveira

Por Anny Lucard


Em 'Kong: A Ilha da Caveira' (Kong: Skull Island, 2017) o público é levado novamente a ilha misteriosa onde vive Kong, um gigantesco macaco que é visto como rei (“king” em inglês) pela tribo daquele lugar que parece perdido no tempo, repleto dos mais estranhos seres.

No entanto, dessa vez, Kong não vai perder tempo com nenhuma loura e estará preparado para enfrentar qualquer ameaça, especialmente voadora. Não sendo fã de nenhum tipo de avião ou helicóptero, Kong não perdoa qualquer um em seu território.


O que o grupo de exploradores, que conta com auxílio de soldados do exército dos Estados Unidos, não sabem é que na misteriosa ilha do Pacífico tem outros perigos além Kong.

Com direção de Jordan Vogt-Roberts, essa nova produção inspirada no clássico 'King Kong', tem história de John Gatins e roteiro escrito por Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly. Porém é feito uma releitura da história, pois existe a ideia de juntar a trama de Godzilla com a do King Kong.


O filme tem Tom Hiddleston e Samuel L. Jackson novamente dividindo a telona, respectivamente, como o mercenário barra pesada James Conrad e o militar linha dura Preston Packard.

Mesmo sem a famosa loura dos filmes anteriores, a atriz Brie Larson faz a vez no papel da fotógrafa de guerra (ou como ela prefere dizer antiguerra) Mason Weaver, mas que é tão durona quanto os homens a sua volta. Fugindo assim do esteriótipo da mocinha indefesa, tradicional dos filmes. Valendo lembrar que atualmente a atriz veste o uniforme de ninguém menos que a Capitã Marvel.


Destaque para a trilha sonora que, além das ótimas escolhas de música e cada som, que parece colocados no filme para tornar o protagonista ainda mais gigantesco. Um excelente trabalho de edição sonora, que harmoniza perfeitamente com a edição das imagens.

Visualmente 'Kong: A Ilha da Caveira' também ficou incrível e a experiência de 3D, especialmente se for numa sala IMAX, é imperdível. Porém, vale ressaltar, que isso só garantiu a alta qualidade do filme em HD para TV e Streaming, o qual atualmente pode ser alugado e visto no Looke.


' O filme 'Kong: A Ilha da Caveira' tem cena durante os créditos e outra após que revela a possibilidade do encontro de Kong com Godzilla. Sugerindo uma ligação com a franquia de filmes composta, até o momento, por 'Godzilla' (2014) e ''Godzilla II: Rei dos Monstros'' (2019).

NOTA: Crítica antiga, já publicada em outros veículos, que teve o texto atualizado e republicado por Anny Lucard especialmente para o Alcateia.Com


segunda-feira, 30 de março de 2020

Crítica Retrô - Godzilla (2014)

Por Anny Lucard


Dirigido por Gareth Edwards, 'Godzilla' (2014) tem roteiro de Max Borenstein com história de David Callaham e é baseado no monstruoso personagem japonês Gojira, criado em 1954 por Ishirô Honda, que deu origem a uma das primeiras franquias bem sucedidas japonesas, com filmes a quadrinhos/mangás.

Ao completar 60 anos, Godzilla volta aos cinemas como deveria, pois o novo filme segue a linha dos originais japonês desde o roteiro ao visual do monstro. Um dos mais fiéis filmes já produzidos com Godzilla pelo ocidente, a produção usa toda a tecnologia cinematográfica disponível atualmente, para dar vida ao monstro mais querido do Japão, o mostrando como nunca foi visto, em 3D e alta definição.


Visualmente o Godzilla do novo filme é o que o seu criador idealizou na época e não tinha tecnologia para fazer da forma certa. Quanto ao roteiro, mantém toda a essência dos filmes originais, atualizando alguns fatos, mas seguindo a linha de pensamento das histórias japonesas, ou seja, um monstro que remonta a Era dos Dinossauros, lembrando algumas lendas antigas do tipo, como a envolvendo o famoso monstro do lago Ness, na Escócia, Reino Unido.


Também há várias situações no decorrer da história, algumas vezes estranhas para os ocidentais, mas típicas de roteiros de produções japoneses, que são uma tipo de referência e homenagem, as quais provavelmente só os fãs do cinema e produções audiovisuais do Japão vão perceber e entender (uma espécie de "easter eggs").


O filme deve agradar aos fãs de Godzilla, incluindo do desenho, pois também tem referências a antiga animação produzido pelos estúdios Hanna-Barbera na década de 1970.

A trama de 'Godzilla' (2014) tem foco nos Brody, que após um grave acidente numa Usina Nuclear, com a perda de um dos membros da família, precisam recomeçar do zero.


Anos depois, o agora adulto, Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson) é um militar valoroso, casado com a médica Sandra (Juliette Binoche), que só pensa no trabalho e em cuidado de sua vida e de sua própria família, buscando não repetir os erros de seu pai em relação ao próprio filho, Sam. Porém a prisão do pai, Joe Brody (Bryan Cranston), o faz voltar onde sua família se desfez. Isso porque Joe está obcecado desde então, a saber o que aconteceu realmente no fatídico dia do dito acidente na usina.


Joe está certo que o governo do Japão está escondendo algo, pois tem dúvidas quanto a ter sido realmente um acidente, e provavelmente com ajuda dos Estados Unidos. Já que havia norte-americanos, como ele, trabalhando na usina na época.

Em meio a trama envolvendo a família Brody, temos os atores Ken Watanabe, que interpreta o Dr. Ichiro Serizawa, e Sally Hawkins, que interpreta a cientista Vivienne Graham, ambos trabalhando em um projeto secreto, envolvendo uma descoberta que pode acabar com a humanidade.


O filme 'Godzilla' (2014) também conta com uma breve introdução a história do monstro japonês Gojira, chamado 'Godzilla - Awakening', um quadrinho que narra a história dos acontecimentos antes do ocorrido no filme, escrito por Greg Borenstein e Max Borenstein (roteirista do filme). Atualmente o filme 'Godzilla' está disponível no Looke.com.br para alugar digitalmente. E vale uma observação atualizada, o fato desse filme se manter fiel ao gênero ficçâo científica, enquanto a produção que deu continuidade a história mescla a trama com o gênero fantasia.

NOTA: Crítica antiga, já publicada em outros veículos, que teve o texto atualizado e republicado por Anny Lucard especialmente para o Alcateia.Com


quinta-feira, 5 de março de 2020

Crítica Retrô - Angry Birds: O Filme

Por Anny Lucard


A produção inspirada no game 'Angry Birds', 'Angry Birds - O Filme'(Angry Birds, 2016), tem direção de Clay Kaytis e Fergal Reilly, e no elenco original atores como Peter Dinklage (série 'Game Of Thrones'), Kate McKinnon ('Caça-Fantasmas' - 2016), Bill Hader ('DivertidaMente'), entre outros. Já entre os dubladores brasileiros, o ator Fábio Porchat retorna ao mundo das dublagens após sua bem sucedida estreia em 'Frozen'. Em 'Angry Birds' Fábio Porchat dubla Chuck, personagem que originalmente é dublado por Josh Gad, mesmo que dublou o Olaf em 'Frozen'.

Com o roteiro escrito por Jon Vittio, o filme tem todas as principais características da narrativa do famoso game, reunidas em uma trama que dá maiores explicações do motivo dos passarinhos mais irados do mundo estarem tão furiosos com os porcos.


O filme inicia mostrando a pacata ilha onde pássaros felizes, os quais não voam, vivem. É nesse bucólico lugar, quase um paraíso, que vive Red (Jason Sudeikis), um passarinho diferente dos outros, já que não faz o tipo que leva desaforo para casa. Tendo um grande problema de raiva.

Já o pássaro "hiperativo" Chuck (Josh Gad) que não só fala rápido, como faz tudo em tempo maior que qualquer outro e o "explosivo" Bomba (Danny McBride), por sempre se meterem em confusão, acabam juntos de Red num local para "Pássaros Irritados", em inglês "Angry Birds", tratarem os problemas comportamentais.


Se ter que lidar com os companheiros "Angry Birds" já estava sendo complicado para Red, quando um navio misterioso surge na praia principal da ilha, onde o pássaro tem sua casa, o qual era tripulado por apenas dois porcos; ele acredita que tem algo muito errado em tanta simpatia gratuita vinda dos estranhos visitantes.

Após tentar alertar os outros pássaros e ser ignorado, Red resolve investigar as intensões dos porcos por conta própria, com a ajuda de Chuck e Bomba.


Além de um criativo roteiro, repleto de referência atuais, e muito bem desenvolvido a partir das características do game, 'Angry Birds' também se destaca pela Trilha Sonora muito bem feita.

'Angry Birds' da Columbia Pictures e da Rovio Entertainment tem produção de John Cohen e Catherine Winder, e a produção executiva é de Mikael Hed e David Maisel; e, atualmente, o filme pode ser visto na Netflix, disponível legendado e dublado em português. Vale dizer que o filme ganhou uma continuação em 2019, 'Angry Birds 2 - O Filme'.

NOTA: Crítica antiga, já publicada em outros veículos, que teve o texto atualizado e republicado por Anny Lucard especialmente para o Alcateia.Com

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

NOSSO ADEUS AO ZÉ DO CAIXÃO

Hoje Zé do Caixão partiu em uma nova aventura. José Mojica Marins me é familiar desde criança, pois minha mãe era fã de seus filmes. Cheguei a ver alguns depois de adulta e sempre admirei sua forma de levar a fantasia de terror ao mundo, com aquele quê de inocência e otimismo, pois o Bem sempre vencia o Mal. Tive o prazer de conhecê-lo em duas ocasiões. Na primeira, lááá atrás, nos encontramos em uma Bienal do Livro de São Paulo e nós estávamos lançando nossa primeira revista, a Olha A Frente!, e aí está a foto pra provar que não foi delírio meu.
A gente sempre lamenta a partida de alguém que enriquece o mundo, mas compreendemos que a estrada para a alma continua e que novos encontros nos aguardam. Uma boa e feliz jornada ao cineasta e artista Zé do Caixão!


Crítica Retrô - Zumbilândia: Atire Duas Vezes

Por Anny Lucard


'Zumbilândia: Atire Duas Vezes' (Zombieland: Double Tap, 2019) é a sequência de um dos filmes de zumbis mais cultuados entre os fãs do gênero, 'Zumbilândia' de 2009.

A trama se passa a exatos 10 anos após os acontecimentos do primeiro filme, seguindo o intervalo real entre as produções.

O diretor Ruben Fleischer do 1° filme assina a direção da sequência e consegue manter não só a qualidade em relação a produção de 2019, como se aprimora, usando bem os novos recursos visuais que surgiram nos últimos anos para criar cenas de ação mais elaboradas e divertidas, ao mesmo tempo que usa técnicas de filmagens antigas para tirar o fôlego do público, como é o caso do plano sequência incríveis que foi feito.


Em 'Zumbilândia: Atire Duas Vezes' o quarteto original está de volta e mais afiado que nunca, sendo que enquanto o tempo parece não ter passado para Woody Harrelson (Tallahassee), Jesse Eisenberg (Columbus) e Emma Stone (Wichita), Little Rock (Abigail Breslin) cresceu e, claro, começa a querer a companhia de outros de sua idade.

Assim a jovem sai em uma aventura solo com um rapaz "pacifista" (que não usa arma e nem atira em zumbi), deixando a irmã para trás e fazendo Wichita pedir ajuda a Columbus e Tallahassee para "salvar" Little Rock do "hippie paz e amor" que quer afastá-la do caminho das armas e caça aos zumbis.


De volta a estrada, o trio conhece novos sobreviventes e também um novo tipo de zumbi, mas rápido e resistente.

Usando a mesma estrutura narrativa do 1° filme, só que sem ser repetitivo graças ao ótimo roteiro escrito pelos roteiristas Dave Callaham, Rhett Reese e Paul Wernick, a trama apresenta novos conflitos, desafios e personagens, de forma a deleitar e divertir quem já é fãs e também quem não viu 'Zumbilândia'. Isso porque 'Zumbilândia: Atire Duas Vezes' é uma continuação sem cara de continuação, uma trama solo com começo, meio e fim.


O roteiro também conta com várias referências e, claro, zoações relacionadas ao 1° filme, mas nada que deixem quem não viu o anterior confuso, pois a explicação está na piada e assim é mantido a dose certa de terror e comédia, mantendo a sequência um legítimo terrir de zumbis, assim com 'Zumbilândia'.

Entre os novos personagens destaque para Madison (Zoey Deutch) que com o estereótipo da "bonita burra" rouba a cena. A atriz abraça a proposta da produção e se entrega a zoação sem medo, criando uma boa química com os atores Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e Emma Stone.


A produção também conta com duas cenas pós créditos bem colocadas e divertidas.

O filme 'Zumbilândia: Atire Duas Vezes' encontra-se atualmente disponível no NOW da NET e também no serviço de aluguel e compra Looke.

NOTA: Crítica antiga, já publicada em outros veículos, que teve o texto atualizado e republicado por Anny Lucard especialmente para o Alcateia.Com