quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ANABELLE 2: A CRIAÇÃO DO MAL

Por Eddie Van Feu



Invocação do Mal revitalizou os filmes de terror ao contar uma boa história e fugir dos clichês óbvios do gênero. Criando uma legião de fãs que se apaixonaram por uma história envolvente e coerente, baseada em fatos reais, o filme teve uma sequência e um spin off. A sequência manteve a qualidade do primeiro, mas sua spin off, baseada em um dos elementos mais aterrorizantes do filme, a boneca Anabelle, não empolgou tanto, embora tivesse ótimos momentos. Anabelle 2: A Criação do Mal, chega para redimir seu predecessor e já diz a que veio no primeiro final de semana quando ficou em primeiro lugar na bilheteria nos Estados Unidos (arrecadando mais de 35 milhões de dólares). Então, o que você deve esperar de Anabelle 2?



Pra começar, é uma prequela, começando bem antes da história contada em Invocação do Mal. Uma freira e algumas meninas vão morar em uma casa afastada com um casal que perdeu a única filha. Coisas estranhas começam a acontecer e a boneca mais esquisita do mundo, Anabelle, está bem no meio de tudo, ao mesmo tempo que o fantasma da menina morta também parece perambular pelo lugar.
Os personagens do filme precisam urgentemente aprender a importância da comunicação. 

Então, vamos lá! Se você está no time de pessoas que achou o primeiro filme de Anabelle fraco, pode respirar aliviado. O segundo é melhor. Mas não quer dizer que não tenha alguns problemas.

Entre os pontos positivos, temos uma fotografia belíssima, um elenco simpático e cenas realmente assustadoras que fogem dos sustos de gato pulando do armário. Quando algo dá medo, acredite, é pra ter medo. A direção de David F. Sandberg, responsável pelo terror Quando as Luzes se Apagam, fez um bom trabalho e admito que em alguns momentos me flagrei com uma taquicardia. Na sessão a que fui, uma mulher que parecia ter entrado na sala errada, ria alto em todas as cenas de tensão, me desconcentrando um pouco. E mesmo assim eu fui envolvida pelo filme e sua atmosfera assustadora. Quando nem uma pessoa sem noção consegue te tirar do clima do filme, é porque ele tem algum mérito. Outro ponto positivo é como ele se liga a referências do universo que os fãs vão reconhecer facilmente.

Olha a Anabelle olhando pra ver se você vai deixar um comentário ou se ela vai ter que ir aí puxar teu pé...

O ponto negativo está no roteiro. Em vários momentos, os personagens não agem como uma pessoa (ou criança, ou freira, ou homem) normal. Quando você entra em um quarto assombrado e coisas muito estranhas começam a acontecer, você corre. Quando uma boneca amaldiçoada te persegue, você grita. E quando você esbarrar com a primeira pessoa que encontrar, você conta o que aconteceu! E quando uma menina assustada está confessando seus pecados e começa a contar uma experiência macabra, você como padre ou freira não interrompe a confissão e deixa a miserável contar até o fim. A falta de comunicação generalizada simplesmente não fazia sentido.

Dormir num quarto cheio de pedaços de bonecas pendurados no teto não parece ser uma boa escolha para criança nenhuma. 
Há também uma descontinuidade sem explicação em várias cenas que enfraqueceram muito o roteiro. Há uma sequência, por exemplo, em que uma personagem é levada gritando em uma cadeira de rodas através de uma área aberta e jogada dentro de um galpão. A poucos metros, cinco meninas brincavam e conversavam. Elas não ouviram nem viram nada por vários minutos, até o roteiro achar que elas já podiam voltar para a própria dimensão e correm para ver por que uma das órfãs está gritando dentro do galpão. Esse tipo de erro onde personagens perdem poder de ação para permitir uma cena de terror a poucos metros se repete algumas vezes e tira um pouco do senso de realidade, que é o grande barato desse universo de Invocação do Mal.
Bons momentos de suspense e susto genuínos garantem a diversão. 

Anabelle 2 é um bom filme de terror, como disse a Loba Patrícia Balan que assistiu comigo, ao invés de ser um ótimo filme que por acaso é de terror, como Invocação do Mal 1 e 2. Mas cumpre o que promete. Faz saltar da cadeira e acelera o coração.
Assistimos no Cinema 4DX do UCI do New York que ampliou a experiência com suas super cadeiras da Nasa cheias de efeitos e eu super indico, pois elas assustam, mas não distraem e você realmente se sente dentro do filme. Talvez nem todo mundo queria estar dentro de um filme com a Anabelle, mas nós adoramos!








Gênero: Terror
Direção: David F. Sandberg
Roteiro: Gary Dauberman
Elenco: Adam Bartley, Alicia Vela-Bailey, Anthony LaPaglia, Brad Greenquist, Brian Howe, Grace Fulton, Joseph Bishara, Karalee Austin, Kerry O'Malley, Liam James Ramos, Lotta Losten, Lou Lou Safran, Lulu Wilson, Mark Bramhall, Miranda Otto, Philippa Coulthard, Samara Lee, Stephanie Sigman, Talitha Bateman, Tayler Buck, Tyler A. Johnson
Produção: James Wan, Peter Safran
Fotografia: Maxime Alexandre
Montador: Michel Aller
Trilha Sonora: Benjamin Wallfisch
Duração: 109 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Estreia: 17/08/2017 (Brasil)
Distribuidora: Warner Bros
Estúdio: Atomic Monster / New Line Cinema

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Os "julgamentos" na Internet - Chá das Cinco #153

Gravamos esse semana um vídeo que trata de um desses típicos julgamento pela Internet. Depois da gravação nós continuamos conversando em OFF e eu gostaria de compartilhar parte desse papo com vocês

com JM, Patricia Balan, Ricky Nobre, Eddie Van Feu e Renato Rodrigues

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sobre o infame "Dossiê Marcio Seixas" - Chá das Cinco #152

Quem acompanha notícias sobre dublagem foi surpreendido com as acusações desleais contra o dublador Marcio Seixas em diversos videos. Ouvimos quase todos e gostaríamos de falar em defesa de Seixas e também sobre a falta de "interpretação de texto" de quem frequenta Internet.

Com Renato Rodrigues, Eddie Van Feu, Patricia Balan, Ricky Nobre e JM

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

GIRO DA SEMANA - Chá das Cinco #151

Remake de "Os Monstros", a foto do Cable, as dívidas da Netflix, a possível volta de Constantine e outras coisinhas estão no resumão das notícias da semana que passou com Eddie Van Feu, Patricia Balan e Renato Rodrigues!

 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Você tem alguma mania meio... maluca? - Chá das cinco #150

De perto ninguém é normal! Então vamos confessar algumas de nossas manias do dia-a-dia. Coloque aí nos comentários as suas!

presentes os loucos: Patricia Balan, Renato Rodrigues, Eddie Van Feu e Ricky Nobre

 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

GIOVANNA: O MUSICAL - UMA SURPRESA APLAUDIDA DE PÉ


por Eddie Van Feu
O musical Giovanna, sucesso em São Paulo, chega ao Rio em curta temporada com um show de talento em uma história simples, mas comovente. Baseado no romance espírita de Leon Denis, a peça foi adaptada por Paulo Afonso de Lima e Bel Bianchi, que também dirigiu. Nas cercanias de Milão, em uma cidadezinha chamada Lombardia, um nobre francês e desiludido chega procurando por amigos de seus pais. É recebido pelo animado casal de ciganos Lucia e Genaro e acaba por conhecer um anjo em terra, a bela e boa Giovanna. Considerando que os dois são as pessoas mais bonitas da Itália, é claro que se apaixonam, enquanto Lucia persegue implacavelmente Genaro, que não é fã de casamento.



A peça, que não conta com patrocínio, alterna momentos delicados e doces, cheios daquele romantismo exacerbado do primeiro amor, com cenas de humor e alegria. Ao mesmo tempo, joga na plateia questionamentos que todos temos sobre a vida, a morte, Deus e a dor.



Renato e eu chegamos em cima da hora e achei que ia perder o início da peça de novo (porque perdi o início de Les Miserábles). Felizmente, fui atendida a tempo e ainda entrei feliz! A moça da bilheteria me reconheceu como youtuber e era assinante do meu canal, o que me deixou toda boba. Não sabia o que esperar da peça e confesso que me surpreendi com o talento a que fomos expostos em pouco mais de uma hora de espetáculo.



Usando músicas do cancioneito popular italiano, as vozes dos atores-cantores preenchem o teatro com muita emoção. Sofia Toscano no papel título tem uma voz cristalina e afinada, enquanto que Ananda Ismail como Lucia esbanja espontaneidade e voz com seu parceiro Victor Gorlach, o Genaro. Christian Villegas vai do francês deprimido ao jovem apaixonado com facilidade e canta muito (porque não basta ser lindo, tem que humilhar). As músicas são variadas, indo da ópera clássica ao pop. Se você não entende italiano, não se preocupe. Dá pra aproveitar cada minuto e entender a peça assim mesmo.


A peça fica em cartaz apenas neste mês, às quartas e quintas, no Fashion Mall. Aproveite! Aqui em casa já iremos de novo, dessa vez levando a sogra que ficou super curiosa!

Cotação dos Lobos:






Adaptação: Paulo Afonso de Lima
Adaptação e direção geral: Bel Bianchi
Direção Musical: Patrícia Evans
Direção de Movimento e Coreografias:Arthur Rozas
Elenco: Christian Villegas, Sofia Toscano, Victor Gorlach, Ananda Ismail Areka, André Sigaud, Beatriz Erthal




Temporada: 2 a 31 de agosto
Dias e horário: Quartas e quintas ― 21h
Entrada: R$ 60 (inteira) / R$30 (meia: incluindo 1kg de alimento não perecível)
Classificação: Livre
Produção: A Serpente
Duração: 80 minutos
Vendas on-line via site Tudus.
Teatro Fashion Mall
Estrada da Gávea, 899 ― São Conrado ― Rio de Janeiro
Facebook: https://www.facebook.com/musicalgiovanna/

Esse foi o dia que fomos! Estamos ali no meio, no escuro, muito felizes!



E esses filmes de vilões, heim? - Chá das Cinco #149

Deu uma coceira em Hollywood de investir tempo e dinheiro em filmes de vilões. De onde veio essa ideia?

Bate papo vilanesco com Renato Rodrigues, Eddie Van Feu. Ricky Nobre, Patricia Balan e Carlos Tavares

VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS: A fina arte de amar e odiar Luc Besson


Por Ricky Nobre


O francês Luc Besson já era um nome de destaque nas rodinhas cult lá pelos anos 80, principalmente pelos seus primeiros filmes como Subway e Imensidão Azul. Mas foi com Nikita em 1990 (posteriormente refilmado à exaustão) que Besson começou a abrir seu caminho para o grande público. De lá pra cá, sua filmografia, repleta de grandes sucessos e fracassos, deu a Besson a fama de cineasta que você “ama ou odeia”. Sendo, sem dúvida, o cineasta francês mais popular do mundo, seus filmes costumam ser uma bizarra mistura de sua personalidade, linguagem e visão de mundo tipicamente francesas e uma habilidade e gosto pela grandiosidade hollywoodiana como poucos têm. Com a honrosa exceção de León – O Profissional (1994), um filme rigorosamente perfeito sob qualquer ponto de vista concebível, os filmes de Besson costumam reunir em si mesmos os piores defeitos e as melhores qualidades. Seu recente Lucy (2014), com Scarlett Johansson, consegue momentos do mais absoluto brilhantismo e da mais profunda imbecilidade, e talvez seja sua obra que melhor simboliza esses extremos. A maioria escolhe um lado: ou ama as qualidades ou odeia os defeitos. Poucos são os que percebem que, para assistir Besson, é preciso saber amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo e aprender a sair do cinema com essa sensação de esquizofrenia emocional. 

 

Vinte anos depois daquele que foi seu maior sucesso, o clássico O Quinto Elemento (1997), Besson volta não só à ficção científica mas também à estética quadrinística. O Quinto Elemento reproduziu à perfeição o visual e a atmosfera dos quadrinhos de ficção científica franceses, especialmente os da revista Metal Hurlant, que posteriormente ganhou o mundo como a famosa Heavy Metal. Agora, Valerian e A Cidade dos Mil Planetas adapta a história em quadrinhos Valerian: Agente Espaço-Temporal, lançada a exatos 50 anos na França, que causou um impacto tão grande a ponto de inspirar a criação da própria Metal Hurlant, muito do visual e ambientação de Star Wars e o próprio Quinto Elemento de Besson, que chamou seu criador e desenhista Jean-Claude Mézières para, junto com Moebius, criar o visual do clássico de 1997. 

 

Como fã dos quadrinhos desde garoto, Besson realiza seu sonho de juventude ao realizar uma livre adaptação do sexto álbum da série, O Embaixador das Sombras. Nele, acompanhamos os agentes especiais Valerian (Dane Dehaan) e Laureline (Cara Delevigne) que precisam desvendar o desaparecimento de tropas federais num setor específico de Alpha, uma estação espacial gigante onde convivem espécies inteligentes de toda a galáxia. O caso parece ligado a um “artefato” roubado que os dois recuperaram, e a ânsia do comandante Arun Filitt (Clive Owen) em resolver a questão de forma violenta os coloca em alerta. Quando o comandante é sequestrado, eles precisam se embrenhar nos recantos mais sombrios de Alpha para resolver o mistério. 

 

As duas primeiras sequências de Valerian são deslumbrantes. Sim, DESLUMBRANTES, sem qualquer utilização leviana da palavra. De início, ao som de Space Oddity de David Bowie, vemos o nascimento da estação espacial Alpha na órbita da Terra na década de 1960, até ela sair de órbita, habitada por seres de diversos planetas, numa mensagem de profundo otimismo na união, entendimento e cooperação entre os povos. Em seguida, passamos para uma belíssima paisagem alienígena, onde nativos vivem em total comunhão com a natureza, sem saber que um trágico destino se aproxima. Cada fotograma dessa sequência parece painéis de quadrinhos que ganham vida! Logo em seguida, porém, os problemas começam e eles são, tragicamente, os personagens principais. 

 

Originalmente nos quadrinhos, Laureline não foi concebida como personagem fixa, mas sua participação na primeira saga do herói Valerian foi tão bem recebida que Pierre Christin e Jean-Claude Mézières decidiram mantê-la como “sidekick”. Com o tempo, sua importância nas histórias foi crescendo, até que em 2007 o título da publicação mudou para Valerian e Laureline. Aliás, foi uma oportunidade perdida por Besson ao dar título ao filme e incluir o nome da heroína. Mas esse é o menor dos problemas. Nos quadrinhos, a dupla é uma mistura de parceiros, melhores amigos e amantes intermitentes, com uma certa tensão hierárquica por ele ser um major e ela sargento. No filme, tentou-se forjar uma relação de amizade e intimidade já estabelecida a partir de anos de aventuras pregressas, as quais, obviamente, não vemos. Porém, qualquer leveza ou profundidade no relacionamento dos dois são imediatamente pulverizadas por insistentes avanços sexuais de Valerian sobre Laureline, que o recusa sistematicamente, não porque ele não a interessa, mas por ele manter uma gigantesca “playlist” (?????) de mulheres com as quais ele já se relacionou e ela não quer ser apenas mais uma de uma imensa lista que já passou por sua cama. Ele então insiste, mesmo que eles não tenham trocado sequer um beijo, que ela se case com ele, para provar que ele a ama de verdade. Esse mote tosto, ainda mais toscamente escrito, é repetido ao longo do filme, tornando o relacionamento dos dois, um dos pontos mais importantes dos quadrinhos originais, uma piada ruim. Aliás, a suposta “mulhereguice” de Valerian é apenas uma informação dada, já que em momento algum vemos nada sobre isso em suas ações (em dado momento, ele até meio que baba por Rihanna, mas, afinal, quem nunca?).

 

Como heróis, os dois se saem muito melhor e não fazem feio nas ótimas cenas de ação. Mesmo assim, há algo de excessivamente superficial na construção dos dois, por mais que a “síndrome-do-personagem-de-papelão” seja algo já previsível no filme. O “casting” não ajuda nem um pouco. Delavigne não lembra muito Laureline, originalmente ruiva de cabelos curtos, mas é uma representante digna das tradicionais mulheres fortes e “kickass” de Besson, ainda que seja provavelmente a menos memorável de uma longa linhagem que inclui as inesquecíveis Nikita, Mathilda e Leeloo. O caso de Valerian é bem mais sério. Ainda que o personagem dos quadrinhos tenha certo histórico de insubordinação e descontrole, ele é, na maior parte do tempo, disciplinado e tende a cumprir as ordens que recebe, mesmo que elas sejam contrárias ao seu senso ético, enquanto Laureline é mais rebelde e tende a insistir que Valerian faça o que é certo, independente das ordens. Essa diferença, aliás, é surpreendentemente bem representada em determinada altura do filme. Mas, em sua maior parte, o Valerian de Dane Dehaan se assemelha mais a um garoto fanfarrão e arrogante, com pouca o nenhuma empatia com o público (fanfarronice da qual Laureline, em certa medida, também não escapa). O fato do ator já ter 31 anos mas parecer ter 19 não ajuda em nada, sendo seu “physique du role” a cereja do bolo formado por um roteiro, direção e interpretação que foram incapazes de tornar o personagem-título alguém com quem o público realmente se importasse. Ainda que bastante falha em sua composição, Laureline acaba sendo a âncora que segura o pouco interesse do público na dupla de heróis. 

 

A grande surpresa acaba sendo a Bubble, encarnada por Rihanna. O que esperava-se ser meramente uma personagem decorativa, acaba sendo uma das coisas mais legais e bem pensadas do filme, a ponto de conseguir gerar uma mínima faísca que seja de simpatia e humanidade de Valerian. Aliás, não apenas Bubble, mas todos os alienígenas da raça tribal mostrada no início do filme, o trio de fofoqueiros espaciais que negocia informações com qualquer um que pague, tudo parece mais legal que a dupla central, principalmente quando o papo pseudo romântico dos dois volta à tona, em momentos que são uma verdadeira tortura mental.

 

Ao longo de Valerian e A Cidade dos Mil Planetas, o que não falta são boas ideias. Muitas, aos borbotões, muito mais do que seria humanamente possível desenvolver ao longo de 137 minutos. Tantas que Besson preferiu simplesmente ignorar completamente as viagens no tempo, um dos elementos centrais da série nos quadrinhos. Mas muito fica apenas sugerido, como uma certa distopia no fato de que o lindo sonho de prosperidade e união representado pela estação Alpha não foi capaz de afastar as guerra, a mentalidade bélica destrutiva, atividades criminosas e uma grave crise econômica, além de um interessante comentário sobre consumo como forma de turismo (a sequência do mercado é, à propósito, sensacional!). Em sua totalidade, o filme é abundante em ideias e mensagens, na melhor tradição de Star Trek, sobre humanidade, sobre amor, cooperação e união. Você até vê isso sugerido na dupla central de heróis, mais você não SENTE. A grande e devastadora falha de Valerian é ter protagonistas que não representam a alma do filme. 

 

Valerian e A Cidade dos Mil Planetas chegou com a incumbência quase natural de ser o Quinto Elemento dessa geração. Em determinada medida, tem tudo para conseguir e, até certo ponto, superar o clássico colorido dos anos 90, principalmente pela utilização constante porém mais contida do humor, cujo excesso deu a O Quinto Elemento uma sensação mais de paródia ou mesmo de comédia rasgada. O que faltou a Valerian e sobrou em Quinto Elemento foi uma dupla central carismática e irresistível, como foram Korben e Leeloo. O filme francês mais caro de todos os tempos (177 milhões de dólares), que Besson escolheu rodar em inglês visando melhor penetração no mercado americano, não vai bem nas bilheterias dos EUA e segue apenas razoável ao redor do mundo, tendo arrecadado, após três semanas, apenas metade do seu custo, pondo em cheque os planos de Besson para uma trilogia. É fácil amar ou odiar Luc Besson e seu novo filme. Difícil é segurar essa barra que é amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo.

 

VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS (Valérian et la Cité des Mille Planètes, 2017)

Com: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke e Herbie Hancock.

Roteiro e direção: Luc Besson

Fotografia: Thierry Arbogast     

Montagem: Julien Rey

Música: Alexandre Desplat

COTAÇÃO: 
 

Qual personagem você REALMENTE odeia? - Chá das Cinco #148

Hora de abrir nosso coraçãozinho rancoroso lembrando que personagem nos deixou pau da vida. DEIXE AÍ NOS COMENTÁRIOS o seu

Hoje com os odiosos Renato Rodrigues, Eddie Van Feu, Ricky Nobre e Patricia Balan

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

DISNEY SE PIRULITA DA NETFLIX



por Renato RodriguesOutro dia eu falei algo assim num Vlog, mas vamos primeiro a notícia: 

"A Disney anunciou nesta terça feita (8) que vai lançar seu próprio serviço de Streaming. O serviço deve ser lançado no final de 2018 e vai conter animações, filmes, séries e programas de TV da empresa."

Parece legal? Parece ótimo, poderemos de repente poder mostrar para as novas gerações Duck Tales, Ursinhos Gummi e as centenas de curtas Disney que não são vistas há tempos na TV

Maaas... A Disney disse que não irá renovar o contrato de licenciamento com a Netflix, tirando de lá então seu conteúdo.

A Warner também vai lançar o sua plataforma (A série dos Jovens Titãs deve estar nela) e não duvido que a FOX ou Paramount façam o mesmo com seus acervos gigantescos um dia.

A Netflix sempre foi uma ótima opção para seriados pela facilidade de ver os episódios na ordem e pelo seu acervo tanto de novidades quanto de clássico (muitas vezes com dublagem original). E por um preço camarada, todos concordam. O chato é que dividindo esse conteúdo em várias plataformas serão 5 ou 6 "preços camaradas" mensais o que deixa a camaradagem meio de lado.

Preparem o bolso, o inverno vem vindo!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

GIRO DA SEMANA - Chá das Cinco #146

A volta do Karatê Kid, fiascos de bilheteria e o vazamento de Game of Thrones da HBO estão no resumão da semana que passou no nosso bate-papo.

com Ricky Nobre, Patricia Balan, JM e Renato Rodrigues

DUAS NOVIDADES QUASE VELHAS

por Rento Rodrigues

Como assim "quase velha"?
Porque uma é o encadernado daquela típica sagas oportunista, vagabunda e divertida da Marvel, o Torneio de Campões, publicado na extinta Heróis da TV (Abril) no fim dos anos 80. Aquela historias de "vilão captura heróis e botam eles pra brigar" que não elva a lugar nenhum mas era memorável pra quem lia na época. 



A outra é o selo Hanna Barbera, da DC, finalmente chegando ao Brasil com as versões remasterizadas de diversos personagens clássicos da TV. Serão lançados encadernados para cada título, sendo que ainda este ano chegarão Os Flintstones e Future Quest – este último deve ter seus dois volumes lançados em 2017. 

Já em 2018, virão Corrida "Mad Max" Maluca e Scooby Apocalypse.



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Onde você ouve suas músicas hoje? - Chá das Cinco #145


Perguntamos aqui para nossos sempre muito desinformados amigos da geração Rádio FM ONDE eles estão ouvindo os lançamentos, os novos cantores e as bandas que aparecem por aí.

 Presentes os VJs Ricky Nobre, Eddie Van Feu, Patricia Balan e Renato Rodrigues

 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Desenhos antigos teriam lugar na TV hoje? - Chá das Cinco #144

Uma dúvida que gostaríamos que você nos ajudasse a resolver: as crianças de hoje assistiriam desenhos do nosso tempo? 

com JM, Renato Rodrigues, Ricky Nobre, Eddie Van Feu, Paulo Kunze e Patricia Balan

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Papo com escritores: Walter Tierno e Simone O. Marques - Chá das Cinco #143

Eddie Van Feu conversou rapidinho num evento literário com os escritores Walter Tierno e Simone O. Marques que deram algumas dicas preciosas para quem quer escrever

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O boatão de Flashspoint no cinema - Chá das Cinco #142

Falamos de um rumor sobre o filme do Flash ser baseada na saga "ponto de Ignição" (Flashpoint) onde o herói muda toda a realidade alterando o passado. Será?
Presente Ricky Nobre, Patricia Balan, Eddie Van Feu e Renato Rodrigues