Por Gabriel Maia
Demorou, mas finalmente repaginaram o Aranha!
Sim, o personagem ganhou sua legião de fãs por muitos motivos e um deles era o de que apesar de ser um super-herói ele era um cara com problemas na vida pessoal, tinha contas a pagar, cuidava da família e tinha seus dilemas.
O problema de algo dar certo é exatamente esse; o de congelar de uma forma tola e não sair mais dali.
A ideia é; “um personagem como a gente”.
Perfeito.
Mas o Aranha está nessa há décadas e uma hora isso cansa para qualquer fã.
Por quê? Por dois motivos.
Primeiro; fã, que é fã, quer o melhor para o seu personagem, ainda que o charme dele fosse o de ter problemas tem inúmeras formas de se ver isso.
Segundo; se a ideia é a de que Peter Parker fosse uma pessoa como a gente ele deveria sim passar por mudanças na vida. Principalmente sendo ele quem é.
Peter era um jovem genial, sempre foi criativo e tão inteligente quanto Stark ou Richards, apenas indisciplinado.
Quando você vê que um jovem brilhante e de bom coração não tem nada além de problemas e traumas...qual é o atrativo disso? Superar os problemas? Sim, até concordo, mas chega um momento em que o leitor se pergunta; “mas é só problema? Quando será que temos alguma recompensa ou algum momento de subir na vida? Nunca?” O fã se espelha no personagem. O que esperar do fã do Aranha? Um fracassado bem intencionado?
Esse foi um dos pontos positivos do arco “Homem-aranha superior” onde Otto deu a Peter o merecido doutorado e construiu uma empresa, algo mínimo para alguém tão brilhante e notado até pelo antigo valentão Flash Thompson; “Parker era um gênio na escola, a gente achava que ele ia ser um Bill Gates, ou algo assim, mas olha pro cara...”.
Parker passou de ícone da Marvel a uma piada de mal gosto por não ter sido bem aproveitado.
Mas agora ele era dono de uma empresa, era um doutor e depois da saga “Aranhaverso” ele tinha tudo para se tornar uma das maiores lendas dos quadrinhos... mas o povo se perdeu de novo.
Ainda mantinham Peter como o crianção abobalhado que havia se tornado em vez de dar a ele a transformação que teve durante as sagas.
Aí você me diz; “imitação do Batman”. Pode ser, mas quando você sabe se inspirar em algo para fazer com seu charme próprio a coisa muda completamente de figura.
Os lançadores de teia também sofreram modificações e agora o Aranha tem vários tipos diferentes de teias.
Peter ganhou o mundo espalhando sua empresa por vários países e a nova vida do Aranha começa em Xangai.
Novos lugares, nova vida, novos vilões, novas perspectivas, novas aventuras.
A direção tomada para o personagem foi fantástica, só esperamos que saibam mantê-la.
Fica a nossa torcida.
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