sábado, 25 de junho de 2016

SUPER-HERÓIS BRASILEIROS: Capitão 7

Por Gabriel Maia

Capitão 7 é um super-herói brasileiro que, diferente da maioria dos super-heróis, foi criado para a TV Record (como série de TV) e posteriormente reformulado em gibi. Criado em 1954 por Rubem Biáfora e sendo interpretado pelo ator mineiro Ayres Campos como protagonista ficou no ar até 1966 (12 anos). O programa estreou em 24 de setembro de 1954.


O número "7" é uma clara (até demais) referência ao canal onde a emissora pode ser sintonizada em São Paulo. O personagem era inspirado em personagens da tiras de jornal e revistas em quadrinhos como Buck Rogers, Flash Gordon, Superman e Capitão Marvel.
Quando criança, Carlos foi levado por alienígenas ao Sétimo Planeta (daí sairia codinome “Capitão 7”), onde cresceu aprimorando corpo e mente, ou seja, foi nesse planeta que ele desenvolveu seus poderes.
O Capitão 7 é capaz de voar e se mover com grande velocidade. Também possui super-força e é praticamente invulnerável. Seus poderes, no entanto, funcionam completamente apenas enquanto estiver utilizando seu uniforme especial que Carlos mantém guardado em uma caixa de fósforos enquanto se mantém em sua identidade civil (sim, é sério....). Sempre que necessário, o Capitão ainda pode viajar até o Sétimo Planeta e recorrer à ajuda de seus patronos, donos de uma ciência e tecnologia muitíssimo mais avançadas do que as da Terra.
Em sua identidade civil, Carlos é um brilhante químico, mas quando a situação exige a presença de um herói, ele se transforma no Capitão 7.
Como não podia deixar de ser, o Capitão tinha uma namoradinha chamada Silvana, o par romântico durou e se casaram. Carlos revelou sua identidade a Silvana e até mesmo a levou até o Sétimo Planeta, onde a moça adquiriu poderes semelhantes ao do Capitão. Desde então, os dois passaram a atuar em conjunto.

Como inimigos tinha por exemplo o Caveira. Quando o bandido Cid, capturado pelo Capitão 7, tenta escapar da prisão acaba por destruir seu rosto nas cercas elétricas. Cid passa a utilizar uma máscara e assume a identidade do Caveira, que acaba virando o arqui-inimigo do herói. O Caveira foi criado por Juarez Odilon, e faz sua primeira aparição na edição número 19 da revista do Capitão 7.
O gibi do Capitão 7 teve início em 1959 pela editora Continental/Outubro. Sendo desenhado por Jayme Cortez, Júlio Shimamoto, Getúlio Delphin, Juarez Odilon, entre outros artistas. Com roteiros de Helena Fonseca, Hélio Porto e Gedeone Malagola. Durou cerca de 54 edições, até 1964.

 A diferença entre a série de TV e a revista em quadrinhos é que, no gibi, ao contrário da TV que na época tinha uma tecnologia extremamente limitada, os artistas eram livres para desenhar Capitão 7, por exemplo, voando, levando um veículo que pesa toneladas, enfim, colocando em prática seus super-poderes.
Em 2006, a Marisol S.A. lançou na revista Triplik novas HQs com o Capitão 7 tendo como roteirista e ilustrador Danyael Lopes. Capitão 7 foi ilustrado inclusive com ajuda de recursos de computação gráfica.
Os direitos autorais do personagem continuam a pertencer aos herdeiros do ator, Trasmitidos aos seus filhos por herança após o seu falecimento em 2003.


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